<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366</id><updated>2011-11-15T16:37:21.282-02:00</updated><category term='sexo'/><category term='Susan Boyle'/><category term='continho'/><category term='vô'/><category term='felicidade'/><category term='domingo'/><category term='mídia'/><category term='corneas'/><category term='memórias'/><category term='A Ruína De Uma Civilização'/><category term='cotidiano'/><category term='futebol'/><category term='arte'/><category term='Equilíbrio Universal'/><category term='Dia da Antipatia Gratuita'/><category term='fotografia'/><category term='concurso'/><category term='Dívidas'/><category term='ouvidos'/><category term='destino'/><category term='piauí'/><category term='judeu'/><category term='amizade'/><category term='cães'/><category term='estupidez'/><category term='noite'/><category term='velhos'/><category term='blogs'/><category term='televisão'/><category term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><category term='mudanças'/><category term='silêncio'/><category term='dor'/><category term='esperança'/><category term='olhos'/><category term='ego'/><category term='amor'/><category term='educação'/><category term='homenagem'/><category term='Morte'/><category term='carta'/><category term='bares'/><category term='ébrios'/><category term='Renato Russo'/><category term='tempo'/><category term='medo'/><category term='Carlos'/><category term='livros'/><category term='café'/><title type='text'>tentando ser humano</title><subtitle type='html'>Vai vir o dia quando tudo que eu diga seja mentira. (ou paródia)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>81</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-8830906130214901644</id><published>2011-10-12T14:43:00.009-03:00</published><updated>2011-10-12T15:14:34.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Renato Russo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><title type='text'>Adorável Iconoclasta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lá vem o contador de histórias. Muitas pessoas lembrando os 15 anos da morte do Renato Russo, no facebook, hoje. Felizmente passamos pela moda de criticar o Renato Russo e a Legião Urbana pela superficialidade das letras, pela simplicidade dos arranjos musicais, por ter "criticado o sistema e participado dele" e até pela sexualidade do Renato Russo (ou melhor, gente pra se preocupar com isso sempre haverá, infelizmente). Foi uma espécie de revolta juvenil contra um pai incompreendido. O tipo de revolta que o RR sentiu como poucos e poetizou como ninguém, no Brasil. Felizmente agora, com o tempo passado, estamos em posição de olhar o significado da obra que foi não apenas seu trabalho musical e poético, mas a relação deste com a trajetória do RR na cultura popular juvenil brasileira. Digo isso porque a importância do RR não se mede pela qualidade das letras ou pela quantidade de discos vendidos. É por tudo isso, mas é por mais. Foi a maneira como ele, pessoa, despedaçou a imagem do rockstar altivo e resoluto - e, em geral, banal e alienado - que dominava as rádios de então. RR contaminou de incerteza e hesitação a cena de sexo e diversão que foi o rock brasileiro dos anos 80, o que o colocou numa posição que, conforme o tempo passa, o separa cada vez mais dos seus congêneres contemporâneos. Percebam que estou falando da pessoa do RR e não das suas composições. Músicas reflexivas e sensíveis muitos cantaram. Camila, do Nenhum de Nós, é uma música linda sobre violência contra a mulher, mas o que ela diz sobre o Thedy Corrêa? Thedy o quê? Se eu preciso da Wikipédia pra buscar o nome da pessoa, acho que a resposta já está dada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Renato Manfredini Junior forneceu uma imagem de fraqueza pra milhões de pessoas. Jovens. E isso foi maravilhoso. Ninguém mais precisava se sentir um idiota por ter medos, angústias, revoltas, incertezas. Nosso herói era um fraco e era isso que fazia dele um herói. Renato Russo foi o modelo de fraqueza através do qual não uma, mas duas ou três gerações (por enquanto!) conseguiram modular seus sentimentos de uma forma que não fosse autodestrutiva nem humilhante. Ele mostrou que a fraqueza faz parte da vida e que ela deve ser encarada, e não mascarada ou entorpecida. Não uma auto-ajuda inócua que diz "você pode", mas uma psicoterapia que te diz "talvez eu não consiga, mas isso não me diminui". Talvez pra alguns isso possa parecer uma mensagem conformista. Talvez praqueles que nunca se sentiram fracos - ou nunca admitiram isso. Renato Russo não era um revolucionário comunista, mas certamente não era um yuppie. O esforço dele para que os jovens se vissem como agentes ativos na história estava lá, "somos a geração coca-cola", um hino crítico e irônico que só não entende quem não quer. Mas não foi isso que o fez herói. Sua pessoa-mensagem era humanista demais pra abolir a autocrítica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Falo agora de mim porque acho que minha história se repetiu milhares, milhões de vezes pelo Brasil. Conheci a legião urbana muito cedo, pois meu tio e minha mãe ouviam, mas por ser muito, muito criança não dava muita importância, preferia meu disco do Chaves. Quando tinha 12 anos, o RR morreu. Ao ver minha mãe muito triste, e tanta gente falando sobre o RR na TV, perguntei quem era aquele cara. Ah, era ele? Comecei com a fita k7 com músicas que a rádio tocou naquele dia, numa primeira homenagem póstuma. Depois emprestei o LP do "Dois" de um amigo e gravei uma fitinha pra mim. Finalmente o CD chegou em casa e logo eu estava com Música pra Acampamentos. Depois o "Legião Urbana". Assim, aos 15 anos não apenas tinha a discografia completa da legião urbana como sabia, de cor, todas as músicas. E eu era apenas mais um. Minha primeira socialização na internet foi com um grupo de fãs da legião urbana. Pessoas incríveis, trocávamos emails em 1999 e isso era fantástico. Naquela época era costume fazer "Home Pages". E eu tinha a minha, cujo principal conteúdo eram todas letras da legião. As letras, minha gente, que eu digitava do encarte. O mp3 ainda estava sendo inventado na casa de algum nerd nos EUA. A primeira música em inglês que eu decorei foi uma versão para That's no Way To Say Goodbye que o RR gravou e que saiu, logo após sua morte, no "Último Solo", composto por sobras de estúdio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É inestimável a importância do Renato Russo na biografia coletiva de uma boa fração das juventudes brasileiras desde então. Além de fazer pó da imagem do rockstar fodão, ele jogou pro olho do furacão da indústria cultural brasileira coisas como Jean-Jaques Rousseau, Bertrand Russel, filósofos e Henri Rousseau, pintor, inspiradores do pseudônimo. Falou de Baader-Meinhof, grupo terrorista comunista alemão também conhecido como RAF. Falou da Montanha Mágica, de Thomas Mann. Ele falou dos Sex Pistols e do Sid Vicious, símbolo do punk mundial. Ele cantou P.I.L., Leonard Cohen e Erasmo Carlos. Essas são algumas das incontáveis referências que ele fazia em suas composições, entrevistas ou até no vestuário (como referência ao Morrissey na maneira de vestir e dançar). Ele foi um iconoclasta que destruiu a imagem do roqueiro banal e nos deu meios de sofrer as agruras juvenis sem enlouquecer ou se matar. E a maneira de fazer isso foi ampliando nossos horizontes. Ele realizou a nossa educação sentimental incrementando nosso léxico emocional com esse repertório erudito que, ainda que intelectuais julguem plastificado, era e continua sendo muito mais do que a cultura de massas jamais nos ofereceu. Nenhuma homenagem ao Renato Russo é gratuita, pois é inimaginável o que seria o Brasil, hoje, sem sua passagem por aqui.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-8830906130214901644?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/8830906130214901644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2011/10/adoravel-iconoclasta.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8830906130214901644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8830906130214901644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2011/10/adoravel-iconoclasta.html' title='Adorável Iconoclasta'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-8629086749503363644</id><published>2011-08-04T22:17:00.002-03:00</published><updated>2011-08-04T22:21:44.048-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='continho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Dona Janira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última vez em que vi Dona Janira ela cortava batatas pra cozinhar com seu habitual e inescrutável alheamento. Usava a faca velha e grosseira com a habilidade de quem precisa. Logo iria morrer e não estava pra poesia. Enfim, era aquilo? Cortar batatas? Passei pela porta, ela notou minha presença, mas como sempre eu não valia um olhar de soslaio. Dona Janira não gostava de mim porque não havia porquê. Pra quê? Um pai filho da puta, um marido inepto, filhos escrotos e meia dúzia de canalhas sórdidos lhe davam a porção suficiente de homens de que precisava pra saber que eram uns bostas. Não me acercava porque ela enfim estava certa, mas tanto rancor me encantava. Queria me aproximar daquele mar de lástima, me ajoelhar em suas margens e nele ver meu rosto refletido. Os desgraçados se procuram. Mas Dona Janira só procurava as mulheres. Devotava a elas o carinho do desprezo que cuspia sobre os homens. Eu acreditava que a velhice lhe traria a resignação, mas só o que chegou foi a morte de suas amigas. O que mais? Quando sua preferida morreu, depôs as armas. Mas em vez da abertura, descobriu o silêncio. Deixou de responder os monossílabos funcionais e descobriu o prazer da não resposta. Era isso a velhice? Descobertas que chegam tarde demais? Receber as tintas quando o quadro já está todo pintado e repintado e sujo e rebocado? Pouco tempo depois soube que Dona Janira havia matado o marido enquanto este dormia e fugido pro nordeste com uma amiga 20 anos mais nova. Levaram o carro. Deixou na barriga do infeliz a faca de 40 anos que ela vinha usando pra cortar batatas e que guardava na garganta. Decidiu que pintaria o verso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-8629086749503363644?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/8629086749503363644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2011/08/dona-janira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8629086749503363644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8629086749503363644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2011/08/dona-janira.html' title='Dona Janira'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4446076531444441874</id><published>2010-11-23T23:12:00.001-02:00</published><updated>2010-11-23T23:14:17.447-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>Os meus amigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e meus amigos tivemos uma educação precária, somos trabalhadores e os que ainda não passaram, beiram os 30. Pra quem não sabe o que é nascer pobre numa cidade pequena e esquecida, somos derrotados. Aqueles cujo único esforço foi aproveitar as oportunidades surgidas talvez ignorem como é a angústia dos que nunca tiveram vez. Músicos, escritores, pesquisadores, artistas - nunca serão. Pelo menos não se tudo correr dentro da normalidade. Mas nós somos teimosos. A alimentar a frustração da realidade, preferimos o um dia quem sabe? Com alguns teci laços de fraternidade tão fortes que nos percebemos dependentes, complementares. Com aqueles já não tão próximos no dia-a-dia, a sensação de completude, no encontro, é ainda maior. De vez em quando um deles me liga pedindo um pouco de esperança. É a coisa que eu faço com mais prazer na vida. Porque toda a esperança que eu tenho é a esperança que eu dou pros meus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4446076531444441874?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4446076531444441874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/11/os-meus-amigos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4446076531444441874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4446076531444441874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/11/os-meus-amigos.html' title='Os meus amigos'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-6947845237174781463</id><published>2010-10-07T22:21:00.008-03:00</published><updated>2010-10-07T22:45:09.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Terra, de Sebastião Salgado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está esgotado e nos sebos, quando encontrado, pede-se já bem pra lá  dos 100 reais. Deveria ser gratuito. Universal. Adotado nas escolas. De  um só golpe, trabalharia a educação visual pra dar alguma qualidade ao  olhar dessa geração extensivamente fotográfica, e a história e  sociologia do Brasil. Está tudo lá: etnocídio, latifúndio, êxodo rural,  estado, oligarquia, sem terras, opressão e, por que não?, esperança.  Tudo o que importa saber. Sai Carlos Magno, com todo respeito, entra Eldorado dos Carajás, com toda violência. Sai oração coordenada assindética, entra José Saramago.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK5ygYhFdmI/AAAAAAAAAKM/PpY7Z5jruGo/s1600/salgado_dispute.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK5ygYhFdmI/AAAAAAAAAKM/PpY7Z5jruGo/s400/salgado_dispute.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525479693492778594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Serra Pelada, Pará, 1986&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda  não consegui aceitar que as gerações mais recentes que a minha, que é  apática, sejam conservadoras. Se com 16, 17 anos, a vida inteira por  fazer, uma pessoa não anseia por justiça, o que ela vai querer aos 40,  com emprego, casa, carro e filhos? Por que o argumento  dilma-não-pois-queremos-igualdade perde tão feio, entre os jovens, para o  dilma-não-pois-é-bandida-terrorista? Quando isso acontece, estou muito  perto de dizer que todos os anos de ensino de história falharam. Pois  tanto bláblábá deveria servir, no mínimo, pra que as pessoas saibam que  cada acontecimento histórico só faz sentido dentro de seu contexto.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK5zJlWcH5I/AAAAAAAAAKU/KDth8Ca1pqg/s1600/sebastiao+salgado+Movimento+Sem+Terra.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK5zJlWcH5I/AAAAAAAAAKU/KDth8Ca1pqg/s400/sebastiao+salgado+Movimento+Sem+Terra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525480401312423826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sergipe, 1996&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorvendo  Terra com todo o cuidado, lendo cada legenda, observando com atenção  cada foto, sinto um misto de nó na garganta, vergonha e blues. Por ser  brasileiro, por fazer muito pouco para acabar com o que está ali posto,  por ver que, se depender dos mais novos, far-se-á cada vez menos. A  sensação que fica é que é um livro que não se repetirá, mas não pela  extinção de seu objeto, a luta pela terra, nem pela extinção dos bons  fotógrafos, mas pela extinção da sensibilidade que une técnica e  tragédia numa obra de arte prenhe de poder transformador.&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK50LNPuELI/AAAAAAAAAKc/N2E0KG7CgQY/s1600/sebs.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK50LNPuELI/AAAAAAAAAKc/N2E0KG7CgQY/s400/sebs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525481528713154738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sergipe, 1996&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pra  pisar fundo nesse sentimento de degenerescência temporal - que, espero,  esteja errado - vai um video da época do lançamento do livro. O bufão  Jô Soares entrevistando numa só noite, de uma só vez, um ao lado do  outro, o Sebastião Salgado, o José Saramago e o Chico Buarque de  Holanda. Convido quem não entendeu a piada a conferir os programas  atuais do entrevistador.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U5IKp320Kxk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/U5IKp320Kxk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-6947845237174781463?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/6947845237174781463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/10/terra-de-sebastiao-salgado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6947845237174781463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6947845237174781463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/10/terra-de-sebastiao-salgado.html' title='Terra, de Sebastião Salgado'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oZWINaUGMXM/TK5ygYhFdmI/AAAAAAAAAKM/PpY7Z5jruGo/s72-c/salgado_dispute.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1680201247052653412</id><published>2010-08-18T03:39:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T03:42:01.909-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='continho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='café'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ébrios'/><title type='text'>Um sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre quis ter um bar. Manter bigode, cultivar barriga, arregaçar as mangas e viver com um paninho sujo no ombro, sempre pronto pra dar uma limpada não muito generosa no que quer que seja. Já trabalhei em multinacional, quase engravatado, dava conselhos, ordens, recebidos e tinha rês-estagiários. Aprendi a desossar codorna. Na juventude fui preso, levei porrada da polícia e panfletei pelo fim de alguma coisa. Não cheguei a ser infeliz, mas não tinha lá muito tesão. Por isso - ou a despeito disso - me casei três vezes e não tive filhos. Nas separações, dei mais do que pediram. Não queria construir uma catedral no meio do brejo. Tentei conhecer o mundo, mas fui assaltado na Nicarágua e passei a achar a idéia ridícula e cansativa. Sempre dormi vendo a national geographic e, de mais a mais, não queria ter um café em Paris. Meu sonho, o único, era um bar com expositor de fórmica, vina em conserva e duas mesas velhas de sinuca. Eu serviria cervejas sem sorrisos nem grosserias. 75 centavos a ficha. Não faria promoções nem descontos. A música do rádio. Palito de dente. Comprei um bar falido e fui feliz por não ter filhos pra me acusarem de ter desperdiçado a herança deles. Não reformei nada. Não abri. Passei seis meses tomando o estoque, comendo as vinas, as cebolas em conserva e depois os amendoins. Passava os dias passando o pano nas mesas. Só servia a mim. Quando acabaram as balas do troco, não aguentei e saí. Que derrota, não morrer. Estou pensando em abrir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1680201247052653412?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1680201247052653412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/08/sempre-quis-ter-um-bar.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1680201247052653412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1680201247052653412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/08/sempre-quis-ter-um-bar.html' title='Um sonho'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3231892926870450216</id><published>2010-05-28T16:55:00.002-03:00</published><updated>2010-05-28T17:00:23.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Pervinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma putinha de bairro. Aquela que você vê andando por aí de  shortinho e top. Tenho a pele encardida e faço o máximo que posso com  meu cabelo. Minha clientela não é exigente. Quando é alguém de fora,  perde tempo olhando, tentando descobrir se sou puta ou andarilha mendiga  maltrapilha. Demora acostumar o olho, mas quando acham a carne defumada  na fumaça do asfalto que eu habito, querem me carregar na boca prum  canto escondido, feito uns vira-latas. Os homens me curram com força as  derrotas de suas vidas. Sou eu que engulo a porra da miséria da  humanidade. Quando me penetram, é um mundo que eu recebo de pernas  abertas. Quando gemem, são palavras de ordem que eu libero; quando  gritam, é a revolução que não aconteceu. Sem mim, o mundo que me  despreza não existiria. Faço  parte do rol de coisas e seres misturados que constroem seu próprio  infortúnio - que os outros chamam de civilização. Estamos do começo ao  fim. Plantamos a semente da comida que os alimenta e recolhemos a merda  dos dejetos que despejam. Somos invisíveis porque necessários demais  para que o orgulho nos aceite. Eu aceito. O preço das escolhas que não  fiz nas oportunidades que não tive. Me divirto mais que as outras. Mais  que a senhora decente que recata a puta que a habita com o hábito da  virtude; essa puta que o marido procura nas ruas sujas em que me  encontra. Posso dançar o que quiser, beber o quanto quiser daquilo que  eu quiser. Não preciso me importar com as aparências. Meu jogo é limpo,  eu sei o que eles querem, eles sabem o que eu dou. Nunca me deram um  livro, já ganhei perfume - acho que eu fedia. Nunca me deram flores, já  ganhei uns socos - acharam que eu merecia. Nunca recebi uma proposta de  casamento, já perdi a conta das  orgias -  todos achamos bem mais gostoso. Não alimentem ilusões, eu  sou o útero do mundo. Vinde a mim, os fodidos. Trabalhadores do mundo,  fodei-me. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3231892926870450216?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3231892926870450216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/05/pervinha.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3231892926870450216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3231892926870450216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/05/pervinha.html' title='Pervinha'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3388612325559962367</id><published>2010-05-18T21:08:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T21:11:09.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='continho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>De quando me descobri morto - Ato único</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a ducentésima madrugada de trabalho na mina, descobri que estava morto. Se ainda me viam andar, falar e extrair carvão das paredes infinitas é porque, uma vez imersos os homens na escuridão mal iluminada, as sombras encarregam-se de protagonizar a existência. É assim, de tal forma, que não importa que morram todos - e estavam todos mortos, só então descobri - as sombras continuarão dando movimento e som ao lugar. E os homens que feitos sombra mexem seus corpos etéreos, constituídos de ausência, da luz que não chega a um certo espaço, num certo tempo, não imaginam que não vivem, porque a própria capacidade de imaginar é faculdade exclusiva dos viventes. Assim, tampouco eu vislumbrava que a morte me atacara sem que eu me apercebesse. Foi muito por acaso, ou fruto de uma maquinação muito diabólica, que me dei conta de meu estado. Aconteceu ao fim daquela ducentésima noite incompleta - só quem vê a madrugada (que é uma só) partir sabe que ela se vai sempre sem sucesso, derrotada, incapaz de impor-se sobre os dias (esses, sempre outros) que vêm sempre sorrateiros; quem dorme vive a ilusão da ordem, da sequência, e ignora a batalha que se trava no silêncio. Mas lá estava eu, caminhando para o portão de evacuação. Ao sair da mina tive os olhos de morcego perfurados pela jovem luz da manhã de verão que, sempre apressada, chega antes que os todos. Eu não tinha olhos, tinha apenas a certeza de não tê-los. Mas o que me doía na face era real como o sol do horizonte, deveria estar lá. Levei num impulso as mãos a esses olhos e dei-me com mãos que eram minhas e que não eram pás, picaretas ou carrinhos. Havia mãos, e nelas, braços. Com ambos segui o reconhecimento de um meu corpo alheio. Apalpei-me o ventre como uma criança aperta um animal de pelúcia investigando seu interior. Eu deveria ter vísceras, pois doíam ao toque insensível de minerador. Senti que era ar e não densa poeira carbonífera que me entrava pelas narinas e que, em mim, descia a um pulmão incansável, embora esgotado. Um coração começou a bater em meu peito e dali para artérias e veias e cada terminação nervosa de meu corpo entrou como em estado de euforia e pude sentir cada fluxo, do líquido biliar à meiose da espermatogênese; das sinapses ao ácido úrico acumulando na bexiga. Saindo das trevas, descobri um corpo inquieto. Beirava o insuportável essa plena sensação corporal pois era como se, ao encontrá-lo, tivesse assumido em minúcias o controle de toda função fisiológica. Nada era despropósito. Se esquecesse de batê-lo, o coração pararia. Eu era todo corpo, e quando você é todo corpo você está morto; pois o que é que enterram nas covas, nas sepulturas, nas minas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3388612325559962367?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3388612325559962367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/05/de-quando-me-descobri-morto-ato-unico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3388612325559962367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3388612325559962367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/05/de-quando-me-descobri-morto-ato-unico.html' title='De quando me descobri morto - Ato único'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3644213098586770926</id><published>2010-03-05T08:04:00.003-03:00</published><updated>2010-03-05T08:45:22.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HRFw5u5wR4c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HRFw5u5wR4c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um saco de lágrimas numa casa em mudança. Arrastado prum canto, arrastado pra outro, sigo firme e bem costurado, mas todo disforme. Me seguram de qualquer jeito, caio pro lado, me aparam com a perna, me chutam, arrastam de novo com o pé, teimoso, deixo rastro. Minha substância é uma só. Tenho pena. Do mundo, das pessoas, de quem foi e ficou. Pra quem sofre, apanha, bate, olha e grita que as coisas são como são e que o certo é o certo; pra quem tem medo, tem ódio, tem sonhos, esperança e pra quem não tem nada disso, pra quem a vida só reservou o banco mais desconfortável, a rasteireza, a humilhação. Alguém me joga no caminhão, num canto do chão pra não sujar o mobiliário. Só lamento. A certeza de um mundo sólido, do bem e do mal, da verdade, da segurança;  em cada um, um tijolinho de ilusão. Em todos juntos, a grande muralha da indiferença e do destino. Colocaram alguma coisa pesada sobre mim. Vou romper, vou romper. Não tem problema: a muralha é impermeável, tudo está seguro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3644213098586770926?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3644213098586770926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/03/sou-um-saco-de-lagrimas-numa-casa-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3644213098586770926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3644213098586770926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/03/sou-um-saco-de-lagrimas-numa-casa-em.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5325082776666224665</id><published>2010-02-05T23:12:00.004-02:00</published><updated>2010-02-06T00:22:49.837-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>A Carta</title><content type='html'>Enquanto enrolava os miolos de pão que sobravam pela mesa, o velho atirava seu olhar para um canto qualquer, a fim de perdê-lo, e dizia, com a voz serena que durou uma vida para conseguir alcançar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passei muito tempo da minha pouca vida fazendo muitas coisas que se revelaram poucas. Tudo que ganhei foi um sentimento de vastidão desabitada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sua frente, eu o devorava. Seus olhos amarelos, a pele gasta, aquelas palavras que pareciam falsas de tão sinceras. Nada nele me parecia fortuito. Por isso, silenciava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora, no crepúsculo da minha existência, quando é ridícula a própria idéia de mudar o destino, sinto-me como alguém que acordou tendo uma só tarefa para o dia mas que, ao levantar as pernas cansadas e deitar a cabeça ao travesseiro à noite, dá-se conta de que só não fez aquilo que devia, aquilo que queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaram os miolos, eram já todos bolinhas. O velho pareceu dar-se conta de que, se não emendasse logo um desfecho, seu desabafo pareceria esconder algum ensinamento moral e ensinamentos morais, àquela hora da vida, era tudo o que mais queria que não existissem. Apontou agora seus olhos para os meus, que quiseram fugir das órbitas com a violência do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E você, filho da puta, um dia vai perceber a mesma coisa. Reconheço um cagado no mundo no escuro. Somos uma irmandade. Espero que não demore pra descobrir que se existe um sentido nisso tudo, ele deve estar amortecido pelo álcool e outros vícios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei ali, vendo o desespero e a solidão do velho. Ele continuou falando. Passou a vida lutando contra o silêncio e agora sofria por ter descoberto que perderia. Ali aprendi a calar-me. Lá se foram cinquenta anos de serena sobriedade. Hoje, no crepúsculo da minha existência, sufoca-me este sentimento de superpovoamento, de carregar no peito, o mundo. Não quero levar para o túmulo o peso das possibilidades. Por isso escrevo esta carta para ninguém, pois ninguém merece lê-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5325082776666224665?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5325082776666224665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/02/carta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5325082776666224665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5325082776666224665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2010/02/carta.html' title='A Carta'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7585994749113939593</id><published>2009-12-09T02:33:00.003-02:00</published><updated>2009-12-09T05:38:16.261-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='judeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corneas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Um elton judeu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana passada, vi um homem esterilizar um pedaço de ferro na chama de uma lamparina. Em seguida, enfiou o ferro em meus olhos - sim, nos dois. Minutos antes, este homem me perguntou se eu era judeu. Não esqueço aquele olhar inexpugnável. Não sou. Releu a ficha, voltou com o mesmo olhar. É Zimmermann. Judeu. Só pode ser judeu. Mas isso ele disse com os olhos - os dele. Um pouco antes disso eu lia Philip Roth, judeu, contando a história de um jovem judeu que tenta fazer as coisas direito, mas só toma no olho - naquele. O oftalmologista deve ter sentido algum prazer em furar os olhos desse judeu envergonhado, travestido de gói, judeu sem bar-mitsva, sem pessach, e, glória a deus, não circuncidado. Resolveu fazer em mim um Dia do Perdão involuntário no mundo sem autoclave. Quase capotei com a anestesia. Teto preto, teto preto. Ufa, voltei. O sujeito não botou muita fé nesse judeu infiel. Respira fundo que passa. Saí babando com os olhos furados e o taxista carioca teve tempo de me contar três histórias de doença nuns 56 palavrões. Puta merda, que dia judeu. Passou. Ontem fiz lentilhas. Com costelinhas de porco, não exatamente kosher. Acho que não dou certo como judeu. Uma pena, estava começando a gostar da ideia. Pelo menos os olhos parece que estão bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7585994749113939593?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7585994749113939593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/12/um-elton-judeu.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7585994749113939593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7585994749113939593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/12/um-elton-judeu.html' title='Um elton judeu'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4674550725029501226</id><published>2009-11-02T23:20:00.002-02:00</published><updated>2009-11-02T23:24:27.268-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a vida é chuvosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os dias de sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;são curtas noites de sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Farei uma parada técnica. A gente se vê em algumas semanas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4674550725029501226?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4674550725029501226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/11/vida-e-chuvosa-os-dias-de-sol-sao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4674550725029501226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4674550725029501226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/11/vida-e-chuvosa-os-dias-de-sol-sao.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7457442154591646689</id><published>2009-10-29T10:07:00.004-02:00</published><updated>2009-11-12T14:27:55.338-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><title type='text'>Ascensão e queda de um velho condômino - V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um mês de chuva enjoada fazia daquele Agosto um Agosto como deveria ser. Dona Candinha, numa gastura, visitava a área de serviço e só pelo cheiro já sabia, mas apalpava mangas e barras das camisas no varal - lavar calça nem pensar -e, merda de chuva, a roupa não seca direito, fica essa morrinha de umidade mofada; imagina se fizer fritura, que nhaca.  A senhora do 501 enojava-se do aspecto pegajoso dos grampos de madeira, meio verdes, quando ouviu a gritaria. Atocaiou-se perto da janela e viu. Da janela, o vizinho do 703 gritava que sua vagabunda, você não faz uma porra dessas comigo, passa pra você ver, passa pra você ver. Lá embaixo, protegida pelo telhadinho de zinco da entrada do bloco, sua mulher, Margarida, olhava com desprezo e medo e gritava que você é doente, não aguento mais teu ciúme, você me deixa louca, cansei, cansei dessa vida, olha aqui você machucou meu braço, seu monstro, vou na delegacia da mulher, cansei, quero ver você se foder, brocha do caralho. Vermelho de ódio por ver sua débil virilidade assim exposta, ele que meu pau ainde sobe, não pra você, cheia de estria, correu pra dentro e pegou um grande pote de bolachas vazio pintado a mão de florzinhas, acho que pela mãe, não lembro, que se foda. Segurando com ambas as mãos pra fora da janela, voltou a gritar e a ameaçar. Se passasse, jogaria, na cabeça, te mato sua vadia. A mulher desafiava, que passaria e ele não seria louco, todo mundo olhando, testemunhas. Não se via um vizinho na janela, embora todos estivessem assistindo à cena de camarote. Não havia segredos. Ela deu dois passos e o velho teve que dividir sua vida, antes e depois do pote, antes e depois, antes já foi, que depois? Jogou. Margarida, corpulenta, coxas grossas, pernas firmes e ainda belas, recuou rapidamente. O pote explodiu no chão e voou caquinho até na folhagem da Dona Aretusa. Rarrarrá, você errou, velho cego, e correu pra nunca mais. O velho ainda teve tempo de pegar outro pote, ainda pela metade dos biscoitos da páscoa, e jogar. Errou, já era tarde. Olhou pela janela, voltou a chover, garoinha. Fechou. Os vizinhos abriram. O velho enlutaria por longos dias. Quem vai limpar essa merda, só nisso pensava Sêo Osvaldo. Anoiteceu já no silêncio. Mais tarde, um vira-latas que passava por ali comeu os restos do casamento de trinta anos espalhados pelo chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7457442154591646689?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7457442154591646689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_29.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7457442154591646689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7457442154591646689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_29.html' title='Ascensão e queda de um velho condômino - V'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1649313692700437516</id><published>2009-10-26T08:01:00.003-02:00</published><updated>2009-11-12T14:28:17.424-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><title type='text'>Ascensão e queda de um velho condômino - IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia ser sábado pois fazia sol e a criançada toda estava na rua, ou melhor, vagando pelo condomínio. No verão - acho que era - é sempre assim. Os cupins e as crianças ganham asas e vão por aí, meio sem rumo, sempre em hordas. Então estas estavam lá, parece que jogando pedra nos morcegos que dormiam ressaqueados nas árvores mais copadas, quando ouviram um lamurio fino. Betinho pediu silêncio pra ouvir e todos começaram a farejar com os ouvidos o chão pra ver de onde vinha aquilo. Deram volta no guapezeiro do meio, mais dez passos, passa o boldo da Dona Filó, ali, debaixo da betoneira quebrada. Um gatinho! Nesse momento Claudinho torceu pra que todos pensassem como ele e brincassem de&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; mirinha no bicho, quase falou, mas a prudência valeu-lhe, pois a piazada ficou comovida com a criatura. Guilherme tomou a dianteira e foi fazer festinha &lt;/span&gt;na cabeça do gato mas percebeu que a situação ainda não era permissível a carícias, então segurou e levantou o coitado com simulada grosseria. Teve pena, mas não poderia passar por bicha pros amigos. Erguido e exposto como um troféu, o animal gemeu mais alto que nunca e deixou evidenciada a debilidade que o fazia sofrer. Tá prenha! Olha, barrigão, deve ter uns dez aí. Põe ela de volta, imbecil, com cuidado! Eliminado por maus-tratos, Guilherme afastou-se mordendo os lábios de raiva. Beto, usando toda a experiência que não tinha com animais gestantes, pegou a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt; gata no colo e levou-a pra perto dos prédios. Buscaram roupas velhas e leite, tudo muito bem escondido, fizeram uma caminha atrás do bloco B e passaram a apreciar o sofrimento da parturiente. Numa última cartada, Guilherme fez piada pedindo para a sofredora fazer respiração cachorrinho, no que foi prontamente incompreendido e mandado embora. Onde já se viu falar de cachorro numa hora dessas. O parto demorou a tarde toda. A mãe quase exauriu-se e os filhotes eram bolinhas de pelo e sangue. Eram tão nojentos que alguém até pensou se valiam tanto trabalho. Pareciam até os morcegos de mais cedo. De qualquer forma, lá estavam. Seis novas criaturas miantes. Sêo Hélio, o zelador manco, passou e viu o que acontecia. Estavam todos fodidos, a síndica ficaria sabendo. Anoitecia. Beto determinou que todos deveriam se revezar em turnos de sentinela. Dois conscritos por vez garantiriam a segurança até o amanhecer. O esquema de proteção funcionou perfeitamente até as 10 da noite. A partir de então imperava o toque de recolher imposto pelas mães. Jorginho, o encarregado da hora, subiu com a promessa de olhar pela janela, o que de fato fez com louvor até as 11, fim do seu período. A partir daí o ninho ficou desguarnecido. Mãe e filhotes dormindo, ninguém tomou o leite, até que são bonitinhos. Foi assim o último relatório. Durante a noite, as crianças eram crianças demais e dormiam fatigadas demais naquele sono pesado e sereno que só as crianças conseguem ter. Por conta disso, só os adultos ouviram uma madrugada inteira de gemidos de terror que vinham de algum lugar no vão dos prédios. Dona Filó odiava gatos e levantou às seis incrivelmente disposta a degredar os bastardos. Saiu de casa em pantufas de pano pra não fazer barulho e voltou sem tê-lo feito. Não eram nem oito da manhã daquele domingo cinzento quando, um a um, os piás foram chegando para ver como estavam os gatinhos. Muitos traziam víveres. No entanto, conforme iam se aproximando e percebendo a cena configurada, iam se juntando ao grupo de embasbacados. O chão pintado de sangue, um quebra-cabeças de tripas, perninhas, rabinhos e - claro - cabeças. Da mãe, nem sinal. Terror, terror. Estavam incrédulos e alguns sugeriram que deviam pegar o Guilherme, aquele doente. Fariam também dele mosaico, perninha cá, bracinho lá, cabeça. Viram só? Tem uma cabeça meio comida ali. Onde? Fernandinha passou, ia buscar jornal de domingo pro pai, grandão e pesado, só olhou, disfarçou. Ei, quem tem coragem de jogar nela uma tripinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1649313692700437516?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1649313692700437516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_26.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1649313692700437516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1649313692700437516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_26.html' title='Ascensão e queda de um velho condômino - IV'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7485843292384363565</id><published>2009-10-19T13:21:00.001-02:00</published><updated>2009-11-12T14:28:31.861-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><title type='text'>Ascensão e queda de um velho condômino - III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três semanas mais tarde foi ele quem tentou espatifar-se contra a calçada, para horror e desespero das senhoras que, do chão, contemplaram duas indesejáveis bolas pendentes de um saco escroto e sem escrúpulos. Completamente nu, gritava as mais desconexas frases que um pretenso suicida jamais pronunciara. A única palavra que a audiência distinguia com clareza era "gravata", o que em nada fazia avançar a compreensão do lamentável monólogo. Após acionados polícia e bombeiros e já com o Cabo Guimarães pronto para, da janela do andar de cima, efetuar o bote de salvamento e imobilização, o sujeito desceu da janela e entrou em seu apartamento. A pausa dramática que se estabeleceu prolongou sofrivelmente o tempo. Na eternidade do primeiro minuto após o sumiço, todos esperavam pelo estampido seco de um derradeiro tiro que lhe abriria a cabeça, executado provavelmente no banheiro. Só o silêncio ecoou. Mais dois minutos e ainda. Cabo Guimarães, em nítida insubordinação que lhe custaria o posto, hesitava em investir contra a janela do apartamento em flagrante medo de virar ele o morto do circo armado, a vinte metros do chão, pendurado num barbante vermelho. Em dez minutos, nada havia mudado. A platéia, desanimada, começou a dispersar, voltando cada um a sua ocupação anterior, Gilson do bloco B a lavar seu Comodoro branco com a água do condomínio, os adolescentes a jogar truco na calçada, Dona Filomena a tentar identificar quem era o novo namorado da moça do 402 - o sexto só esse ano, o segundo gordo e o primeiro a usar sapatos. Restaram apenas os mais velhos e as mais crianças. O suicida, enfim, não voltou mais. Meia hora depois, quando os policiais arrombaram a porta do apartamento, encontraram o bêbado já de cuecas dormindo na mais fetal das posições que a meia-idade permitiria, ao lado de um copo com um líquido branco que - provou-se mais tarde - não passava de leite UHT semi-desnatado. Foi só então que a vizinhança pôde mensurar o tamanho da decrepitude que atacara o velho do 703.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7485843292384363565?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7485843292384363565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_19.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7485843292384363565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7485843292384363565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_19.html' title='Ascensão e queda de um velho condômino - III'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-6585631890554441611</id><published>2009-10-15T15:16:00.004-03:00</published><updated>2009-11-12T14:28:47.506-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><title type='text'>Ascensão e queda de um velho condômino - II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa tarde de quinta-feira atirou pela janela seu pequeno cachorro que virou três. A criançada, a princípio estupefata, não tardou a mexer com gravetos as entranhas do animalzinho, procurando entender como aquela massa ensanguentada era o tal do organismo sobre o qual falavam as aulas de ciências. Lá de cima, o  velho ficou apenas olhando os piás executarem as exéquias e demais ritos fúnebres que tiveram lugar, concluída a investigação forense. Tinha o olhar grave, não sorria nem chorava. Contemplava ou menos que isso. Ele não estava lá, diria mais tarde Sêo Sebastião, contador aposentado e leitor entusiasta de Zíbia Gasparetto, seu olhar estéril indicava um corpo vazio jazendo sem alma. Os restos de toby foram enterrados aos pés do sombreiro do Sêo Cláudio - sem seu consentimento. Sete dedos de profundidade, é o certo pra animais. Sem contestações, Cristiano, após a demonstração de conhecimento da arte, tomou o posto de sacerdote-chefe da cerimônia e passou a conduzí-la. Determinou que no fundo da cova da profundidade determinada deveria haver uma caminha de folhas. Afimou que não, jamais procederia ao enterro sem a dignidade de uma caixa de sapato para fazer as vezes de ataúde. Prontamente atendido por Dona Candinha, sepultou o pobre animal sob uma improvisada cruz de galhos. Decretou que não voltaria a jogar bola no dia e subiria para pensar, sei lá, to meio mal. Todos fizeram o mesmo, exceto Guilherme que sentou numa calçada próxima ao túmulo e de lá o olhou fixamente por meia-hora, até que sua mãe o chamou. Quando ia embora, viu que o Velho continuava na janela, com o mesmo olhar de medusa. Teve um mau pressentimento que só passou na primeira colherada da sopa de feijão que sua mãe prepararia naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-6585631890554441611?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/6585631890554441611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6585631890554441611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6585631890554441611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino_15.html' title='Ascensão e queda de um velho condômino - II'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-9032919912400666453</id><published>2009-10-13T16:43:00.004-03:00</published><updated>2009-11-12T14:29:03.794-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ascensão e queda de um velho condômino'/><title type='text'>Ascensão e queda de um velho condômino - Partida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Começo agora minha primeira investida de mais fôlego nessa brincadeira com as palavras. Confundindo imaginação e memórias, pretendo reescrever as existências anônimas que me roderaram - eu, um outro anônimo - nos meus primeiros vinte anos nesse mundo. Trajetórias banais, problemas mesquinhos, desses que não dão romance. Morei a maior parte desse tempo em condomínios de classe média/baixa e nesses locais a própria vida de muita gente é comunitária, seus dramas são exposições permanentes que a audiência não hesita em visitar, comentar e discutir para, por fim, refutar, desprezar e detestar. São, portanto, obras de arte. Com isso não quero dizer que essa maneira de viver é ruim ou pior que a vida hermética das casas apartadas por jardins murados. Talvez seja, talvez seja melhor, não sei. Sei que é como é, e como é é a maneira como a vivem. Os textos sairão em forma de fragmentos, que é o jeito que tenho de contar as coisas. Postarei com mais frequência que de costume, por isso fiquem atentos. O fio condutor será a saga de um velho e o amor que por ele nutre a solidão. Por fim, aviso: Os personagens são todos fictícios embora não sejam nem um pouco irreais. Desejem-me boa sorte que vos desejo boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*   *   *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos domingos, aparecia mais bêbado que de costume e não conseguia subir as escadas. Mijava nas calças sentado no corredor, gritando o que poderiam ser tanto blasfêmias quanto sonetos de Camões - era impossível distinguir. Por alguma espécie de milagre específico para almas decaídas, nessas circunstâncias seu indestrutível radinho de pilha só tocava Agnaldo Timóteo, o que sempre o fazia despejar sobre aquela poça de álcool e urina um rio de meio-litro de lágrimas abundantes. O choro farto e soluçado causavam também alguma compaixão nos vizinhos. Só alguma. Era a única situação em que estes lembravam que o velho saco de merda, como o apelidara Aretusa, a Impetuosa do 303, já fora um agradável colega de condomínio. A conversa boa e a considerável sofisticação - era o único do bloco que oficialmente já havia pisado numa universidade (agronomia, trancou quando casou, no sexto período) - colocaram-no noutros tempos numa posição de tamanha respeitabilidade que nas reuniões condominiais seu voto costumava ser seguido por, pelo menos, meia-dúzia, de modo que não era raro voltar das assembléias com pratinhos de bolos, coxinhas e outros quitutes que sempre dividia com a criançada do prédio - o que realimentava sua boa fama. Mas três anos são mil na convivência diária de um formigueiro e o espólio dessa dignidade toda era a insignificância percebida aos domingos. Era quando algum vizinho - que preferia fazê-lo em anonimato, ciente de que sua atitude era digna de reprovação pelos demais condôminos - deitava ao lado do montinho um pão com margarina e café-com-leite frio num copinho de criança, destes com tampa e biquinho, feito para as criaturinhas ainda incapazes de manter um copo sério em pé. O velho possivelmente tinha mais dinheiro em conta que seu benfeitor, mas a fome de solidariedade das pessoas havia sido alimentada durante tanto tempo com pão que qualquer outro tipo de ajuda poderia render uma congestão. Dona Germana apenas tolerava esse sinal de fraqueza dos colegas porque ver o velho ser tratado como mendigo causava-lhe íntimo gozo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-9032919912400666453?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/9032919912400666453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9032919912400666453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9032919912400666453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/ascencao-e-queda-de-um-velho-condomino.html' title='Ascensão e queda de um velho condômino - Partida'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7664419087394914233</id><published>2009-10-08T00:14:00.002-03:00</published><updated>2009-10-08T01:03:31.777-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ébrios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Juro que não bebo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou esse sujeito imundo que te olha e te pede e te implora. Um pouco do seu dinheiro, do troco da miséria que te sobra. No bolso perdido, escondido, jogue. Na minha cara, em mim, por favor, por compaixão à minha detestável existência de podridão. Sujeito a tudo, aos humores, ao tempo, à morte. Da esperança, espero, uma moeda, por favor. Limpo seu chão, lavo, lambo limo. Pode até olhar pro lado, desviar o nariz pois fedo, fedo, fedo um horror, não me importo. Cague, eu limpo, espero, denovo, fede, mais uma vez, eu limpo. Pode gritar comigo, sou merda, mande-me trabalhar, vagabundo, marmanjo, mas jogue. Jogue uma moeda, pode ser com força. Em mim, na minha cara, veja, não há dentes. São restos do resto que resto. Diga que sou o que faço de mim, concordo, abaixo a cabeça, eu me humilho. Por um pedaço desse papel do bolso, imito um cachorro, quer ver? agora? Assim, rolando. Só te peço. Juro que não bebo. Aceito tudo. Sou um rato, não me importo. Vivo isso, tenho paz. Jogue uma moeda, por favor, não quero atrapalhar. Se você quer ouvir, sim, tenho família, precisam comer. Leite, ônibus, remédio. A puta que pariu, com todo respeito, senhor. Vá tomar sua cervejinha, você merece, a vida é dura, permanente pau no cu. Sem fugir, é foda, não dá. No sábado, até whisky. Não como eu, vagabundo vadio, cão sarnento, pra lá pra cá. Só pedir, deitar, rolar, lamber a mão. Tá lá, din-din, fácil. Vida fácil. Juro que não bebo. É mole, facinho. Um pão, é ali na padaria, margarina. Joga aqui, não precisa encostar. Na minha boca, aqui, joga, está aberta. Vê? Não tem dentes. Juro que não bebo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7664419087394914233?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7664419087394914233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/juro-que-nao-bebo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7664419087394914233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7664419087394914233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/10/juro-que-nao-bebo.html' title='Juro que não bebo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3344010571709160870</id><published>2009-09-10T23:27:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T23:32:39.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='continho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='café'/><title type='text'>Toque de recolher</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 27.5pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O telefone tocou histérico na madrugada. Acordei sobressaltado, já pensando nos velhos da família. Descalço, mesmo, nem senti a cerâmica fria, ziguezagueei meio trêbado de sono e quando enfim achei o desesperado aparelho, o abusado parou de tocar. Diabo de ligação. Trezentos batimentos por minuto, tremo como um hamster acagalhado. Já sentia a mesma palpitação que vez ou outra me ocupa há quinze anos, desde uma outra noite violada pelo gritar de um outro telefone. Lembro-me bem: ao toque, seguiu-se um choro contido, passos pela casa, luzes que iam acendendo progressivamente, as vozes cada vez menos constrangidas em romper o silêncio. Primeiro mamãe – que atendeu a ligação – depois vovô, meu irmão mais velho e uma prima que na época morava em casa. Tia Zica tinha morrido. Aparentemente aquilo ainda não era assunto pra mim, moleque de doze anos, mas encarcerado em minha alcova mofada, pude sentir o cheiro de talco da velha encrenqueira que nos visitava aos domingos. Depois disso ninguém mais na família morreu à noite, ainda que alguns tenham definhado miseravelmente - dando ao infortúnio de suas mortes a forma de uma corriqueira presença. Eram parentes pra voltar de viagem e, quando chegassem, em vez de abalarem, trariam de volta a ordem perdida e, consequentemente, algum acalento. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 27.5pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Esperei em frente ao telefone por mais alguns minutos. Vai que toca de novo e será o trabalho de ir e voltar. Não tocou. Fui até a janela e quando me dei conta estava com um cigarro na boca. Olhava as ruas, como ficam bonitas assim, reluzindo o amarelo que vem dos postes, os semáforos piscando a toa. São realmente bonitas as ruas vazias e silenciosas, livres da vulgaridade que as mesquinharias da vida ordinária lhes conferem. Fumei mais um pouco até sentir frio. Fechei a janela e a cortina mas, antes de sair, espiei furtivamente abrindo com um dedo a cortina pra ver se aquela pintura não era uma farsa, se ao dar as costas alguma coisa se moveria. Não, tudo continuava igual. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 27.5pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Deitei na cama que já estava fria. Foi o tempo de cobrir e me virar, o telefone voltou a tocar. Não pensei mais nos velhos, mas como se repetisse a cena, o aparelho emudeceu com a minha presença. Caminhei até a cozinha, abri a geladeira, fechei, olhei para a mesa, abri novamente a geladeira, tornei a fechá-la. No deserto da minha cozinha, a única coisa que se sobressaía era a garrafa térmica, altiva, sobre o deprimente lascado balcão de laminado azul. Um gole de café no meio da madrugada é de foder, mas não resisti. Ainda estava quente e, num copinho americano, o café preto é também uma agradável experiência estética e sinestésica. Voltei à janela, agora com a bebida na mão. Primeiro, a olhada escondida, depois abrindo-a sem vergonha. Mais um cigarro apareceu em minha boca, mas dessa vez, bem, o café estava lá, fazia sentido. O silêncio era mineral e as luzes continuavam amarelas. Nem um maldito cachorro aparecia, nem uma lâmpada se apagava. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 27.5pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Estava novamente voltando pra cama, abri mais uma vez a frestinha na cortina, nada, fechei. Nada? Não tinha certeza, na verdade não tinha prestado atenção. Mais uma espiada e, ah!, lá estava um sujeito caminhando pela rua. Vinha tranquilo, passos simétricos, mãos nos bolsos. Descia a Faria Lemos sem olhar pros lados. Era como se fosse às três da tarde, tinha a objetividade de quem vai à padaria pedir pão bem branquinho. Chegando à praça 12 de Julho, mudou seu rumo para um orelhão solitário perto das lixeiras. Não hesitou por meio segundo. Segurou o fone e com a mesma mão – a outra permaneceu no bolso – discou os números (ou assim parecia proceder). Foi o tempo de apertar as oito teclas e meu telefone tocou. Uma pedra de gelo subiu-me pela espinha, lambuzou-me o pescoço, caiu faceiro e se alojou em meu estômago. Atendi de primeira e ouvi a voz do outro lado dizer Vá dormir. Pensei que não seria prudente desobedecer a uma ordem tão peremptória dada àquela hora da noite. Voltei à cama e de lá só saí com o sol na janela, me acordando despiedosamente. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3344010571709160870?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3344010571709160870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/09/toque-de-recolher.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3344010571709160870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3344010571709160870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/09/toque-de-recolher.html' title='Toque de recolher'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-9066896617781276564</id><published>2009-07-31T13:46:00.001-03:00</published><updated>2009-07-31T13:56:19.520-03:00</updated><title type='text'>Vingt et cinq</title><content type='html'>Hip Hip Hurra! Hip Hip Hurra! Hip Hip Hurra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-9066896617781276564?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/9066896617781276564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/07/vingt-et-cinq.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9066896617781276564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9066896617781276564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/07/vingt-et-cinq.html' title='Vingt et cinq'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-2210705565931014886</id><published>2009-07-12T23:40:00.002-03:00</published><updated>2009-07-13T08:15:16.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>O homem que sorri e que gargalha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com enormes poucos dentes brancos de branqueamento químico, sorri este homem podre de vontades distorcidas. Que quererá ele, em pé, soberbo, no meio da praça, na mira dos olhos dos passantes que se esforçam por serem indiferentes. Tem nas mãos algo intrigante que brilha de reflexo, puro medo do sol que cai lá em cima. Ele olha, e sorri, e gargalha a gargalhada dos desesperados, das pobres almas incapazes de controlar o pensamento. As calças mijadas de pavor, os pés encardidos de miséria, é estátua de semblante esvaziado. Continua sorrindo e gargalhando o infeliz das roupas cinzas da fumaça, da areia, do pó que os outros tiram no chuveiro quando chegam em casa. Que têm nos pulmões as pessoas de bem que olham sem respeito e cospem pensamentos de desprezo? Que tem no intestino o grosso sujeito digno, de virtude, resoluto na moral mais putrefata? E ele olha, e sorri, e gargalha, e aponta o céu com todos os dentes que lhe faltam na boca, cheiro de merda. Enquanto os outros passam, indo sem sentido pra lugar algum. Até que tudo passa, e a noite madruga sem transtorno. E os cachorros refugiam-se sem lamento aos pés do pobre homem de olhos amarelados que morreu e continua ali, em pé. E a noite passa, e o dia chega e todos chegam e no passo apertado passam pelos mesmos caminhos. Não olham o defunto que olha, e sorri, e gargalha com poucos dentes e barba horrível de banho nunca dado. E é assim que tudo vai, vão-se todos cruzando vias e abaixando os olhos quando passam por ele, sujeito da existência lastimável, que sorri e que gargalha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-2210705565931014886?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/2210705565931014886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/07/o-homem-que-sorri-e-que-gargalha.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2210705565931014886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2210705565931014886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/07/o-homem-que-sorri-e-que-gargalha.html' title='O homem que sorri e que gargalha'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3171352837425728561</id><published>2009-06-25T23:01:00.002-03:00</published><updated>2009-06-27T07:37:36.932-03:00</updated><title type='text'>Saber muito ser ignorante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde pelo menos a minha mais remota lembrança, tenho uma certa compulsão por aprender. Tinha pressa de aprender a ler e escrever, coisa que “só” aprendi aos três anos e meio; tinha pressa de aprender a amarrar os cadarços, mesmo que mamãe sempre me fizesse desfilar com portentosas sandálias de couro; tinha pressa de aprender a ver as horas do ponteiro, ainda que fosse demorar muito pra eu compreender o significado do tempo. Aos cinco, aprendi a jogar xadrez vendo meu tio e meu avô jogarem. O mesmo avô me ensinou a jogar baralho nessa mesma época e me fez entrar, bem poucos anos depois, na roda oficial do pife das tardes de sábado no Sêo Dinancor. Cheio de curiosidade, pedi à minha mãe que me ensinasse a fazer alguns pontos de tricot e alguma coisa de bordado, saberes dos quais fui desistindo de mansinho, sem fazer alarde nem chamar a atenção para meu evidente insucesso. Também a meu pedido, foi ela quem me ensinou a costurar na máquina e a fazer bolos (o primeiro, se me lembro bem, foi aos 11). Com 10 anos já tinha aberto alguns brinquedos suposta ou verdadeiramente estragados e suposta ou verdadeiramente os consertei, já havia fechado uma porção de jogos de vídeo-game e, por conta disso, dominava rudimentos do inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como nem só a casa é local de aprendizado, também direcionei minha ânsia por conhecer à escola. Falo isso frequentemente nas rodas de amigos e com frequência soa como piada, mas me lembro perfeitamente do momento exato em que aprendi alguns pontos elementares do meu currículo escolar. A revolução industrial foi na quarta-série, numa aula de estudos sociais. A expressão apareceu na terceira linha do primeiro terço do quadro (“lecionar é dividir o quadro em três”). Eu sentava na primeira ou segunda fileira a partir da porta de entrada, provavelmente na terceira carteira. Acho que foi numa terça. O evolucionismo darwinista foi em casa, eu tinha 11 anos e lia o livro de ciências (cuja capa era dum verde musgo contaminante) na cama de cima do beliche do meu quarto. A janela estava aberta, era uma tarde de tempo bom. Em ambos os casos senti uma sensação maravilhosa, o mundo se descortinando pra mim, me convidando para entrar, dar uma voltinha, conhecê-lo. Coisas que eu não podia ver, um protozoário, a Inglaterra do século XVIII, mas que agora eu sabia que existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para o conhecimento nem sempre foi fácil, entretanto. Lembro de quantas coisas entraram no meu caderno sem eu me dar conta. Aparentemente já estavam ali há algum tempo, e quando me dava conta de suas existências olhava para os lados, como quem pergunta: ela já ensinou isso?, mas com vergonha acabava não revelando minha ignorância. Na maioria das vezes, tratava-se de uma aula que eu havia perdido ou por tê-la faltado, ou por ser um faltante presente. No segundo grau tornaram-se famosas minhas viagens de 10, 15 minutos, nos quais meus olhos se perdiam no horizonte e meu contato com o mundo material se resumia a um quase-nada. Uma dessas lições perdidas foi o substantivo. Que diabos é um substantivo? Sabia o que era um verbo, um adjetivo, um advérbio e até um adjunto adnominal se tornou familiar pra mim, mas substantivo, que diabos. Por exclusão, deduzi que substantivo era aquilo que não era nenhuma das outras coisas, ou seja, ao mesmo tempo é tudo e é nada. Um dia me deram a dica de que substantivo é aquilo que se pode tocar. Era falha, já que alma, vida e morte também são substantivos, mas vocês sabem, uma dica falsa nos faz perder muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt;II&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Devaneios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento é poder. Essa máxima, tão verdadeira, tão enganosa. Precisei crescer pra aprender isso. Não foi nada fácil e tenho certeza que ainda não aprendi em todas as dimensões esta lição. Afinal de contas, saber qualquer coisa que seja te abre alguma porta. O sujeito que sabe cozinhar com maestria pode se dar ao luxo de posições políticas heterodoxas e ainda assim terá a casa frequentada. Conhecer os caminhos para o sucesso financeiro te garante uma vida materialmente confortável. Dominar o conhecimento produzido por uma área do saber te garante, no mínimo, um título e, quem sabe, algum reconhecimento no meio. Mas esta é apenas a face verdadeira do poder do conhecimento. Afinal, de que vale, por exemplo, ter a casa frequentada e viver em solidão? Ou dormir em lençóis da mais pura seda e nela sofrer a angústia de não poder comprar uma vida nova? Ou então ter os louros do reconhecimento por algo que você mesmo não dá importância? O conhecimento só garante a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nem isso. Quem realmente sente prazer em aprender coisas novas – e nesse momento lembrei dos filósofos e de como devem rir lendo esta minha filosofia de boteco – conhece a dinâmica em que se dá esse processo. Aprender é como caminhar num brejo, ou na expressão já consagrada, num terreno movediço. Você dá um passo adiante, progride, muda de substância, acha que evoluiu, que está seguro, mas em pouco tempo começa a afundar e precisa dar um novo passo e mais um e mais um. Só que esse brejo (ou esse terreno) é infinito. Não há margem segura e só se tem duas escolhas possíveis. Parar e afundar ou dar um passo mais e começar a afundar meio metro adiante, e adiante, e adiante! Isso significa que quando você para para olhar para (travalíngua) trás e ver o caminho que já percorreu, admirar a paisagem da sua sabedoria, você está afundando nela. Se demorar, é possível que não consiga mais se mover, então, keep walking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que paradoxal, é trágico. Quando está aberto ao novo, você só aprende alguma coisa para desaprender no instante seguinte (e vamos tirar dos olhos a lama da metáfora). O saber é feito dessa matéria etérea, volátil, inconstante. É, por sua natureza, pesado como chumbo mas se desfaz com o ar, se você permite arejá-lo. Infelizmente isso não é muito comum e vê-se muitos quixotes tristes que saem por aí montados em seus velhos pangarés de conhecimento, iluminados pela luz fraca e opaca das histórias de cavalaria de outros tempos. E isso não é difícil de acontecer. Ouso dizer que, em alguma medida, acontece com todos. Quem não enche o peito ao dizer “EU SEI”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me fez, e agora me faz ainda mais sentido a imagem do sábio silencioso, a do silêncio como resposta. É um ideal, claro, que representa a humildade que devemos ter diante do conhecimento das coisas do mundo, a prostração diante da nossa insignificância diante do tudo (em seu lato sensu). Por isso, busco cada vez menos usar o tom peremptório, definitivo. Escrever suas convicções na pedra, pra quê? Para depois, de picareta em punho, sair destruindo o que foi gravado? Ou é para não precisar jamais ter novas convicções? Parafraseando o que Eduardo Galeano falou sobre a utopia, acho que o conhecimento não serve pra nada a não ser para te fazer caminhar tentando (sem sucesso) alcançá-lo em definitivo. É a sombra na caverna, é o rabo do cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, são só devaneios e a essa altura abandono o tema que me motivou a escrever este texto sem nem ao menos citá-lo. Sim, exatamente, quando abri o editor de texto planejava comentar sobre algo que venho ruminando há alguns dias, inquietação resultante da leitura de um livro. Vou abortar o tema com a promessa de retomá-lo muito em breve, esforçando-me para não ser prolixo. Ou melhor, é uma quase promessa. Vai que amanhã acordo e dessa reflexão só encontro a lembrança?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3171352837425728561?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3171352837425728561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/saber-muito-ser-ignorante.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3171352837425728561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3171352837425728561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/saber-muito-ser-ignorante.html' title='Saber muito ser ignorante'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-6502907475398774152</id><published>2009-06-18T06:10:00.002-03:00</published><updated>2009-06-18T06:47:09.411-03:00</updated><title type='text'>Poesia de Alberto Caeiro</title><content type='html'>Fiquem com ele, que sabia das cousas bem mais do que sei eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há metafísica bastante em não pensar em nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que penso eu do mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sei lá o que penso do mundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se eu adoecesse pensaria nisso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que idéia tenho eu das cousas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E sobre a criação do Mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E não pensar. É correr as cortinas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da minha janela (mas ela não tem cortinas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O único mistério é haver quem pense no mistério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem está ao sol e fecha os olhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Começa a não saber o que é o sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a pensar muitas cousas cheias de calor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas abre os olhos e vê o sol,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E já não pode pensar em nada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De todos os filósofos e de todos os poetas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A luz do sol não sabe o que faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E por isso não erra e é comum e boa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A de serem verdes e copadas e de terem ramos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A nós, que não sabemos dar por elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas que melhor metafísica que a delas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que é a de não saber para que vivem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem saber que o não sabem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Constituição íntima das cousas"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sentido íntimo do Universo"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É incrível que se possa pensar em cousas dessas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É como pensar em razões e fins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensar no sentido íntimo das cousas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É acrescentado, como pensar na saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou levar um copo à água das fontes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O único sentido íntimo das cousas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É elas não terem sentido íntimo nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não acredito em Deus porque nunca o vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se ele quisesse que eu acreditasse nele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem dúvida que viria falar comigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E entraria pela minha porta dentro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizendo-me, Aqui estou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Isto é talvez ridículo aos ouvidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não compreende quem fala delas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas se Deus é as flores e as árvores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os montes e sol e o luar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então acredito nele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então acredito nele a toda a hora,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a minha vida é toda uma oração e uma missa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas se Deus é as árvores e as flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os montes e o luar e o sol,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para que lhe chamo eu Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque, se ele se fez, para eu o ver,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sol e luar e flores e árvores e montes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se ele me aparece como sendo árvores e montes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E luar e sol e flores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É que ele quer que eu o conheça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como árvores e montes e flores e luar e sol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E por isso eu obedeço-lhe,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como quem abre os olhos e vê,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E amo-o sem pensar nele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E penso-o vendo e ouvindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ando com ele a toda a hora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-6502907475398774152?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/6502907475398774152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/poesia-de-alberto-caeiro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6502907475398774152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6502907475398774152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/poesia-de-alberto-caeiro.html' title='Poesia de Alberto Caeiro'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3571848451407574774</id><published>2009-06-08T02:36:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T02:42:50.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='café'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças'/><title type='text'>O café-com-leite que tranquiliza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A imagem da serenidade pra mim é um copo de café-com-leite. Café-com-leite quente, mas não pelando, cheio até a borda no copo de requeijão ou americano. Bastante açúcar, nem muito claro, nem muito escuro. Café-com-leite às cinco e meia da tarde, sem pressa, mas sem preguiça e sem cansaço. Nada de cappuccino, nem espresso corto nem cem-por-cento arábica. Café do mercado do bairro, o que estiver em conta, e leite de pacotinho, tipo C. Solúvel, nem pensar. Sob o sol ainda firme se for verão, sob o laranjal do lusco-fusco se for primavera, sob o céu cor de cimento se for outono, sob a penumbra do frio se for inverno. Acompanhado de pão com margarina e só, sem modéstia, sem pretensão. O café-com-leite de quem vai vivendo, sem buscar novos sabores, sem sofrer pelo que não pode, sem querer o que não conhece. Quando eu flerto com o cotidiano e miro na vizinhança uma pessoa tomando assim no fim da tarde o seu café-com-leite, sem fazer dele uma refeição faustosa, sem também por isso deixar de tomá-lo, alimentando-se porque é animal, de café-com-leite porque é cultural, sinto-me contagiado pela tranquilidade. Sim, pois num mundo que não é nem anterior nem posterior à cafeína e à tecnologia nutricional, mas que corre alheio a estas, como que no seu fusca velho mas original e que não sente a menor vontade de olhar para o lado quando para no sinal pra ver o carro que lá está; nesse mundo que não tem respostas porque não faz perguntas, o café-com-leite pode ter uma agradável ação ansiolítica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3571848451407574774?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3571848451407574774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/o-cafe-com-leite-que-tranquiliza.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3571848451407574774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3571848451407574774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/06/o-cafe-com-leite-que-tranquiliza.html' title='O café-com-leite que tranquiliza'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7441206279044807339</id><published>2009-05-31T23:50:00.004-03:00</published><updated>2009-06-01T00:52:35.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da Antipatia Gratuita'/><title type='text'>Mundo Imbecil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que mundo imbecil, que mundo imbecil, que mundo imbecil. Não consigo pensar outra coisa. De verdade, como é imbecil. Tenho uma dor atroz nas costas, na coluna, nos músculos, nos ossos, no sangue. Não consigo nem ler, nem escrever, nem virar o pescoço. Bonito, combina com meu espírito velho de velho ranzinza. Afinal, o mundo é imbecil e não há porque não sê-lo. Levantaria da morte para dizê-lo. Ênfase na ênclise entusiasmada. Imbecil-cil-cil. Pois veja, pego um exemplo, e um exemplinho de nada, assim ó, titica de galinha. Desses que você dá, indignado, e todo mundo te olha atravessado, com vergonha de te mandar a merda, e diz que sim, é verdade. (O corretor ortográfico me diz que merda não existe, será que eu existo? Elton. Ufa, existo. (Ufa não existe.))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ato I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os filmes, na televisão. Eu sei, é pegar pesado, mas leia até o fim. Os filmes da televisão. Todos têm censura, um numerinho que aparece no canto da tela, subindo de par em par, 12, 14, 16, 18, além, claro, do L. Pensemos agora (enquanto ainda conseguimos) no cliente preferencial da censura atual: sexo. Em tempo, mundo imbecil. O filme L ideal tem atores e atrizes sexualmente desmotivantes e, imagino, em breve evitará animais pois estes andam pelados. Num 12 clássico pode-se ver um beijo, as mulheres podem usar batom e, com alguma ousadia alguma delas pode tocar o próprio cabelo. Num típico 14 começam as metáforas-para-o-ato-sexual, logicamente, no nível 1: dormir com. São autorizados decotes em V cujo fim não ultrapasse a latitude do começo dos mamilos. Homens podem figurar sem camisa. A relação sexual é insinuada quando um casal se beija e cai na cama (talvez grama) enquanto a câmera se levanta e filma o teto (talvez estrelas). Nos 16 as coisas começam a ficar quentes. Sim, é a hora dos peitinhos. São permitidos até 3 peitinhos cujos mamilos não estejam eriçados (há registros de até 5, 1 eriçado). O ato sexual é completo, ou seja, um homem e uma mulher (isso sempre sempre sempre) deitam e rolam na cama, semi-nus e vez ou outra um deles encosta no seio (dela) ou na bunda (dele). No plano moral, é a hora de se ouvir “fazer sexo”, pois estamos nas metáforas-para-o-ato-sexual de nível 2 . Enfim, chegamos aos 18. É nessa idade, quando já votamos há 2 anos, já trabalhamos há 2 anos, já podemos ser mesários de eleição, já podemos servir ao exército (e pegar em armas), já podemos ser presos, já podemos casar e já podemos ser nomeados em cargos eletivos, que, enfim, podemos ver uma vagina. Mas não exatameeeente uma vagina, e sim os pelos (muitos, muitos pelos) pubianos que indicam que ali, em algum lugar debaixo daquela camada de pudor, há um órgão sexual feminino. Tradicionalmente, pintos eram excluídos da exibição televisiva. Pintos simplesmente não entravam. Mas os tempos são outros, os valores se perderam, a família está desestruturada e eis que vez ou outra, numa média de 2 por ano, pintos dão o ar da graça na tevê. Não qualquer pinto, claro, tem que ser um bem molinho e de preferência minúsculo. Pinto duro dá cadeia e ponto final. Claro, chegamos também ao nível 3 das metáforas-para-o-ato-sexual, e vou te comer e foda-se são permitidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ato II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo sozinho já parece suficientemente ridículo, mas ah, o mundo é imbecil. Há um outro tema sobre o qual a censura exerce seu poder bélico: a violência. Resumidamente, é assim: L: briga de socos. 12: armas, tiros e morte. 14: armas tiros, morte, explosões, sangue e membros decepados. 16: armas de destuição em massa, metralhadoras, decapitações, muito sangue, centenas de mortos, explosões monstruosas. 18: tudo é permitido. Ah, mundo imbecil, mundo muito imbecil. Coloca todo tipo de restrições, interdições, místicas, paranóias, bulas papais e pelos pubianos sobre o corpo humano, a coisa mais democrática e durante muitas horas da vida de quase todo mundo também a mais divertida. Todo homem tem pinto e toda mulher tem peito, uns mais, outras menos, mas todos têm! Que diabo faz ser muito mais aceitável pessoas sendo mortas violenta e friamente que a exposição do corpo que todo mundo tem? Eu disse que era imbecil. E muito imbecil. Se não fosse, ohhhh, pedofilia, o filme da vida íntima dos jovens de 14 anos talvez tivesse censura 18, ou melhor, nem isso, pois, enfim, ereções... Ah, como é imbecil. O corpo é caro demais e a indústria da pornografia lucrativa demais para que a exibição pública das condições anatômicas naturais comuns a todos os humanos seja tolerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Epílogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desse mundo imbecil eu soube agora que em &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2526517.xml"&gt;Santa Catarina&lt;/a&gt; foram recolhidos das escolas 130.000 livros, preciso repetir, CENTO E TRINTA MIL LIVROS (LIIIIVROOOS) do Cristóvão Tezza porque os entendidos em educação acharam que ele não tinha uma linguagem adequada para jovens do ensino médio. Linguagem chula. SIM, estavam achando que o Tezza iria ensinar palavrões para os inocentes adolescentes de dezesseis anos! E o pior, ele usou uma metáfora terrível para se referir ao órgão sexual feminino: pêssego! Ohhhh, pêssego não, isso já é demais!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7441206279044807339?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7441206279044807339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/mundo-imbecil.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7441206279044807339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7441206279044807339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/mundo-imbecil.html' title='Mundo Imbecil'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1843377897742847722</id><published>2009-05-27T01:22:00.005-03:00</published><updated>2009-05-27T01:25:36.845-03:00</updated><title type='text'>Embalado a vácuo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estou vazio. Meus dedos estão murchos, enrugados como se tivessem sido embebidos por cem mil anos na mais morninha água. Meu cérebro escorre pelo nariz, como ranho, com o ranho, como ranho. Torço com a força que eu não tenho meus pensamentos e só o que pinga miseravelmente é um nada sem dor e sem cor. Está aberta a temporada de caça-palavras, pois a estação do silêncio chegou. Por deus. Sou feliz por ter meus livros já escritos na estante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1843377897742847722?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1843377897742847722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/embalado-vacuo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1843377897742847722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1843377897742847722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/embalado-vacuo.html' title='Embalado a vácuo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-623524121775899078</id><published>2009-05-23T22:40:00.005-03:00</published><updated>2009-05-23T22:54:24.916-03:00</updated><title type='text'>Anti-Hermes Silencioso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estou encolhido num canto e meu coração bate como o de uma galinha. Espremido na esquina onde um rachado muro de concreto velho encontra a parede chapiscada de uma garagem estranha. Ouço o silêncio das televisões que gritam a novela das oito como que me jogando na cara que o dia morreu e me mandando dormir. No céu, meia dúzia de estrelas me olham com angústia. Estas estrelas que me viram nascer e que, malditas, me virão morrer; parecem rir da patética condenação ao patético que é ser inevitavelmente sozinho e ter que se esforçar pra não se mostrar uma evidente repetição. Estrelas que me viram nascer e que me virão morrer, que viram os homens antes de mim nascerem, até o primeiro, e testemunharão os próximos morrerem, até o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrego numa mão um pedaço de pedra, talvez um tijolo ou sobra de concreto. Seguro com violência, como se a pedra fosse a minha coragem e fosse um bicho arisco que não aceita ser preso. Sou uma criança, tenho os pés descalços e uma camiseta surrada. Tremo de frio pra não achar que é de medo. Mais uma vez, o silêncio, agora o dos passos de algum estranho caminhando junto ao muro. Meu coração não quer se calar e tenho que fechar a boca para que não escape, ele também. Num pulo, seguro o cimo quase com a ponta dos dedos, pra me levantar, vou dobrando os cotovelos e ralando os braços, o peito, a cara. Vejo que é uma pessoa, só poderia ser uma pessoa, mas não quero saber quem é. Estamos no breu, as estrelas ridículas são testemunhas tão passivas que não podem sequer iluminar a cena. Estou resoluto, em cima do muro. Atiro a pedra com violência, ouço um grito de dor, jogo-me ao chão como se não fosse eu, mas um saco de lixo fedido. Corro sem pensar e sem praonde, como um anti-hermes silencioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-623524121775899078?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/623524121775899078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/anti-hermes-silencioso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/623524121775899078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/623524121775899078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/anti-hermes-silencioso.html' title='Anti-Hermes Silencioso'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5701804628651860938</id><published>2009-05-16T01:22:00.006-03:00</published><updated>2009-05-18T06:12:17.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ébrios'/><title type='text'>A morte (é) premeditada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele bar de velhos velhos penados, as almas eram pesadas. Só mais um sujo boteco numa rua imunda de uma cidade esquecida de um triste país num terceiro mundo qualquer. Nem as putas frequentam o lugar, não porque os velhos dali são velhos, pois velhos também anseiam gozar, mas porque são velhos de almas miseráveis e bolsos piores. Se uma por ali aparecia, era pra beber barato a própria miséria de ser uma puta velha sem valor no mercado dos prazeres carnais, tão dominado pela tristeza juvenil e até infantil dos peitinhos incipientes mas carnudos dos dezesseis anos. Ali ninguém a tocava, e se trepava era por misericórdia e era de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse bar se encontravam desgraçados, não pra lamentar qualquer coisa, se suas vidas eram horríveis, delas não se poderia fazer filmes ou livros. Não viveram grandes amores, dramas ou tragédias. Apenas viveram, meio a contragosto, sempre sem paixão. Encontraram na cachaça o asilo para a perseguição da vida compulsória. Não era a descrença nem um saber elevado nem as decepções que os levavam ali. Era uma miséria que sentiam e que não poderiam expressar porque não a conheciam. Estavam vivos e viver era melhor com álcool. Assim esqueciam que existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco conversavam, não havia muito a ser dito. E quando diziam, não iam longe. Discutiam mesquinharias da vida ordinária, que cidade fica mais perto de que cidade, o nome de uma rua, o ator daquela novela de 79. Ficavam nisso. Não havia televisão, não comiam. A mesa de sinuca era pra adolescentes que vinham e iam e nada mudavam. Não lamentavam nada. Não  brigavam. Nada disso faria sentido pois não eram tristes - tristes eram suas vidas. Estavam lá porque eram obrigados a existir e o suicídio era algo em que nunca haviam pensado. Aliás, não havia porque fazer isso se no fim iriam morrer de qualquer forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia o bar não abriu. Na porta, um bilhete. O chapinha, um dos ébrios, havia morrido. Alguma coisa no coração que os médicos não se preocuparam em descobrir o que era. Afinal, já estava morto. E se ainda vivo era um corpo sem quem o reclamasse, que seria morto? Seu funeral estava vazio. Os bêbados não foram. Acharam outro lugar onde beber. O dono do bar, que não era bêbado mas tinha a alma embriagada, aproveitou o pretexto e ficou em casa de cueca vendo televisão. Foi enterrado no túmulo da família. Não acharam uma foto pra colocar ao lado da de seus pais. Ficou pra depois. No dia seguinte, o bar abriu. Os bêbados ficaram felizes, puderam voltar. Falaram sobre o chapinha, lamentaram, ninguém chorou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5701804628651860938?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5701804628651860938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/morte-e-premeditada-naquele-bar-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5701804628651860938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5701804628651860938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/morte-e-premeditada-naquele-bar-de.html' title='A morte (é) premeditada'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-2252241270765877482</id><published>2009-05-14T03:31:00.003-03:00</published><updated>2009-05-16T02:03:06.135-03:00</updated><title type='text'>Patos nunca são cachorros</title><content type='html'>Vou centralizar neste blog algumas coisas que tenho escrito por aí. O que posto agora encontra-se num fotolog inativo e foi postado em 03 de março de 2006. Naquele momento fazia muito sentido pra mim. Eu precisava falar sobre mudança, transformação e também sobre a queda pra dentro que é atingir um objetivo e perceber a pequenêz de tudo. O texto eu faria bem diferente, hoje, mas vale a mensagem, ainda que um bocado piegas. Acho que foi a única fábula que escrevi. (em formato de versos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem não sabe matizar, resta a insânia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Patos nunca são cachorros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia vi um pato&lt;br /&gt;que queria ser cachorro&lt;br /&gt;tentou latir&lt;br /&gt;tentou bater o rabo&lt;br /&gt;tentou até roer um osso&lt;br /&gt;coitado, não tinha dentes&lt;br /&gt;mas ele queria muito ser cachorro&lt;br /&gt;seus amigos-patos lhe falavam:&lt;br /&gt;ser cachorro é até bacana&lt;br /&gt;mas agora tá difícil&lt;br /&gt;mas o pato não ouvia&lt;br /&gt;corria de bando em bando&lt;br /&gt;procurando dar um jeito&lt;br /&gt;"quero mesmo é ser cachorro"&lt;br /&gt;era o que dizia&lt;br /&gt;e não era um absurdo&lt;br /&gt;nesse mundo as coisas mudam&lt;br /&gt;mas não desse jeito&lt;br /&gt;um dia ofereceram-lhe pêlos&lt;br /&gt;"que feiura um pato peludo!"&lt;br /&gt;não aceitou, afinal&lt;br /&gt;queria mesmo era ser cachorro&lt;br /&gt;e continuou com sua busca&lt;br /&gt;não tardou, porém, ele cansou&lt;br /&gt;"para um pato, ser cachorro é impossível"&lt;br /&gt;e num negócio desleal&lt;br /&gt;aceitou tornar-se rato&lt;br /&gt;"isso está ao meu alcance"&lt;br /&gt;uma vez rato, deixou os patos&lt;br /&gt;seres sonhadores&lt;br /&gt;e tocou sua nova vida&lt;br /&gt;nos esgotos, nos lixos&lt;br /&gt;mas um dia foi terrível&lt;br /&gt;encontrou um cachorro&lt;br /&gt;que faminto, quis comê-lo&lt;br /&gt;chorando, contou que fora pato&lt;br /&gt;e que quisera ser cachorro&lt;br /&gt;o cão parou&lt;br /&gt;e riu, riu, riu&lt;br /&gt;"e porque não virou cachorro, afinal?"&lt;br /&gt;perguntou ainda rindo&lt;br /&gt;"aprendi que é impossível"&lt;br /&gt;falou o rato, que era pato, que agora quase não era nada&lt;br /&gt;o cachorro riu que até lacrimejou&lt;br /&gt;"de onde tirastes essa idéia?"&lt;br /&gt;o rato, orgulhoso de seu aprendizado respondeu&lt;br /&gt;"da vida, ora bolas"&lt;br /&gt;"não te enganes, caro rato" retrucou o cão&lt;br /&gt;"foi de ti, e apenas de ti que tirastes esta conclusão"&lt;br /&gt;o rato, que sofria com aquela sessão de tortura prolongada, gritou&lt;br /&gt;como quem se acha sabedor de muita coisa&lt;br /&gt;"é possível, por acaso, um pato virar cachorro?!?!"&lt;br /&gt;o cachorro não respondeu&lt;br /&gt;virou-se e mostrou sua pata traseira esquerda&lt;br /&gt;o rato, sentindo a barriga congelar, balbuciou&lt;br /&gt;"é uma pata... de pato"&lt;br /&gt;o cão contou então sua história&lt;br /&gt;que fora pato e que quisera ser cachorro&lt;br /&gt;passou pelas mesmas dificuldades do agora-rato&lt;br /&gt;sofreu, penou&lt;br /&gt;aprendeu também a mesma lição&lt;br /&gt;"patos não podem mesmo ser cachorros"&lt;br /&gt;mas pensou um pouco mais&lt;br /&gt;e percebeu&lt;br /&gt;que para que pudesse ser cachorro&lt;br /&gt;tinha, primeiro, que deixar de ser um pato&lt;br /&gt;e aprendeu, então, a olhar e a ouvir&lt;br /&gt;percebeu que os amigos-patos tinham muito a lhe ajudar&lt;br /&gt;muitos queriam também deixar de ser pato&lt;br /&gt;descobriram, juntos, o caminho para se chegar a ser cachorro&lt;br /&gt;não sem muita luta&lt;br /&gt;dia a dia pensavam&lt;br /&gt;"o que faz de um cachorro, um cachorro?"&lt;br /&gt;"cachorros latem", disse um&lt;br /&gt;"cachorros têm dentes" disse outro&lt;br /&gt;"cachorros têm pêlos" disse ainda um outro&lt;br /&gt;conforme iam aprendendo&lt;br /&gt;seus corpos iam se modificando&lt;br /&gt;até o momento em que se tornaram cães&lt;br /&gt;o rato então objetou-lhe&lt;br /&gt;"não és um cão completo, tens uma pata ainda de pato!"&lt;br /&gt;o cachorro (ou o que mais se parecia com um na ocasião) serenamente respondeu&lt;br /&gt;"é bem verdade, meu nobre" e continuou&lt;br /&gt;"mas é que aprendi muita coisa nesse caminho... nada foi em vão"&lt;br /&gt;"primeiramente, só serei um cachorro quando aprender a ser cachorro"&lt;br /&gt;"e isso são se pode saber quando acontecerá"&lt;br /&gt;"entretanto, mais importante que isso foi outro aprendizado"&lt;br /&gt;contou então sobre alguns de seus amigos&lt;br /&gt;que ao tornarem-se cães completos, enlouqueceram&lt;br /&gt;ao descobrirem que cachorros também sofrem&lt;br /&gt;e têm problemas como qualquer bicho no mundo&lt;br /&gt;o que o quase-cão aprendeu com isso?&lt;br /&gt;foram estas as suas palavras:&lt;br /&gt;"para quem foi pato, poder ser um cão é o paraíso&lt;br /&gt;mas para quem já é cão, ser um cão pode ser um sofrimento&lt;br /&gt;o melhor então a fazer é deixar de ser um pato&lt;br /&gt;sem nunca chegar a ser um cachorro&lt;br /&gt;porque quem pensa ser um&lt;br /&gt;abre mão do mais importante&lt;br /&gt;que é querer sempre ser um cão"&lt;br /&gt;o que aconteceu com o rato-que-foi-pato não se sabe&lt;br /&gt;o que eu sei é que não foi comido pelo quase-cão-que-já-foi-pato&lt;br /&gt;mas se ele aprendeu algo com aquela situação&lt;br /&gt;já deve ter deixado de ser um rato&lt;br /&gt;porque para um pato que um dia quis ser cachorro&lt;br /&gt;aceitar ser só um rato é muito pouco e muito fácil&lt;br /&gt;é patético&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-2252241270765877482?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/2252241270765877482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/patos-nunca-sao-cachorros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2252241270765877482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2252241270765877482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/patos-nunca-sao-cachorros.html' title='Patos nunca são cachorros'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3598297154563558112</id><published>2009-05-07T14:59:00.006-03:00</published><updated>2009-05-18T06:16:35.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Da epidemia e do sangue quente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Que surpresa boa saber que tanta gente leu e gostou do último post. Levo todos com muita estima. Como eu disse a uma pessoa que comentou ter lido o texto sobre o domingo, acho que se eu sobreviver à minha própria vida, lá no finzinho, no crepúsculo da existência, quando a luz da consciência se transformar num lusco-fusco efêmero, triste e lindo, vou me desfazer em memórias. Pois se aos vinte e quatro já as tenho com tanto apreço, que dirá aos oitenta (e que os deuses me permitam tal graça!). Entretanto fiquei um pouco preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quente o sangue que oxigena este cérebro e estas mãos que lhes escrevem. Carrego ainda o ímpeto da juventude - que alguns carregam para sempre. Minha urgência de escrever nem sempre é de contemplação. Às vezes, preciso mesmo transcrever um sentimento colérico. Mas claro, nada é a toa. Acredito muito que uma certa raiva, uma revolta, são sentimentos de quem ama. É um estilo de amor, certo, tipico daqueles que, como eu, têm no coração um pulsar quente e violento. Amor que não é melhor nem pior que outros amores, é apenas o único jeito de amar a estes possível. Talvez um pouco trágico, encampo cruzadas contra os problemas mais insignificantes - talvez os elevo, assim, quase à categoria de males da humanidade. Mas isso é tão somente porque eu amo, e não falo só de mim, mas a partir de mim, dos milhões como eu. Discuto bem mais do que eu gostaria com a minha companheira, mas isso é apenas porque a amo absurdamente. E ela sabe que se um dia eu me calar, será o fatídico sinal de que meu amor virou brasa, ou pior, fez-se já em cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que este confessional e confuso prólogo? Com sinceridade, não há um porque. Apenas lembrei disso pois na segunda metade da semana passada nós todos começamos a ser bombardeados pela televisão com notícias sobre uma tal gripe suína. Logo no primeiro dia já pensei, pronto, após ter morrido de aids, ebola, gripe aviária, bactéria legal, protozoário assassino, terei a honra de morrer de gripe suína. Com a dignidade, aliás, de quem uma vez desencarnado, percorrerá os mundos em seu galante traje de espírito de porco. É brincadeira... Nossa sociedade tem um imenso sentimento de culpa por existir. Desde os mais remotos tempos olhamos para o céu nos perguntando quando a brincadeiria iria acabar, quando Ele, o dono da bola, viria tomá-la de volta. Inventamos fins do mundo que, ao não se realizarem, se renovam na expectativa de novos fins do mundo. Viver é bom demais para ser verdade e seremos castigados. A mídia sabe disso. E sabe mais, que além dessa paranóia apocaliptica, temos historicamente fatos preocupantes, como a peste negra que dizimou 1/3 da população européia ou a gripe espanhola que vitimou 60 milhões de pessoas. Isso torna o medo a mercadoria mais vendida no mundo. Para além da já conhecida "teologia do cagaço" que manteve a igreja católica medieval em pé, a indústria do medo vende muitos remédios e muito, muito jornal. E foi isso que fizeram. O curto verão da gripe suína, aka H1N1, aka influenza a, durou uma semana. Hoje já suspeitam o que sempre souberam, que a terrível, letal, mortal, cruel, devastadora, genocida e apocalíptica gripe não passa de uma... gripe. Uma gripe mais forte, é verdade, mas uma gripe. E com que sarro vi matérias e matérias nos jornais sobre como 'identificar sintomas da gripe suína'. Dor de cabeça, febre, dor nos músculos, articulações... Será possível que acompanhando o homem desde seu surgimento ainda não sabemos identificar os sintomas de uma gripe?! Dir-se-á que, ora, uma gripe foi a gripe espanhola e fez o estrago que fez. Pois bem, em 1918 morria-se de apendicite (e as cirurgias eram feitas sem anestesia, com éter!). Além do mais, algo que em incomoda muito é o fato de saber que morre-se muito ainda hoje de doenças completamente sem graça. Não vendem mais jornal. São as feias e bobas cólera, malária, febre amarela... e a fome. Ah, se a inanição fosse contagiosa... Enfim, agora já começo a chover no molhado. As notícias são cada vez menores e mais raras. A maior vítima disso tudo até agora foi a liberdade. Pois muito obedientemente fechou-se um hotel, um país, uma planeta. Nos mais remotos lugares, pessoas pacificamente aceitaram o medo e medidas cautelares. O abraço foi proibido. Daqui a amanhã, numa nova devastadora epidemia de uma semana, talvez proibam o sorriso. Por fim, um dia chegará em que provarão os malefícios clínicos de se pensar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3598297154563558112?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3598297154563558112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/da-epidemia-e-do-sangue-quente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3598297154563558112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3598297154563558112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/05/da-epidemia-e-do-sangue-quente.html' title='Da epidemia e do sangue quente'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4440461228999726071</id><published>2009-04-26T11:18:00.010-03:00</published><updated>2009-05-18T06:17:50.197-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vô'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domingo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>Manhã de Domingo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manhã de domingo tem cheiro de banana frita, sair de pijamas do quarto, olho em remela, ir para a sala e receber bom dia. Era meu vô (desculpem, nunca tive avô, apenas um bom e velho vô) quem fazia, um de seus bem poucos dotes culinários - mas tinha que ser domingo. Comia no mesmo pratinho velho de plástico de sabe-se lá quantos anos e cujas bordas sabe-se lá há quantos anos eu gostava de mordiscar. Banana caturra, adorava bem fritinha, quase queimada, já com aquele leve amargor nas extremidades e com muito açúcar e canela. Comia com felicidade. Ao fim, o fundo do prato estava besuntado numa gordura doce mas já não tão apetitosa. As manhãs de domingo também soavam a globo rural, quando a arroba era apenas uma unidade de medida de peso e as maiores mazelas do mundo, pulgões, vassouras-de-bruxa, ferrugem e outras pragas agrícolas (durante a semana era o Esqueleto). Coisas que não faziam parte do meu mundo senão como o meu mundo das manhãs de domingo. Ainda não tomava nem café com leite - demorei pra entender o sabor forte do café - mas nunca cansei de admirar o vô tomando seu café-com-leite caiçara, ou seja, café preto com farinha de mandioca. Sempre me oferecia, rindo, troçando do meu asco infantil - talvez lembrando, talvez ignorando, ter aprendido a tomar o café assim também na infância, quando o leite raramente dava o ar da graça. Avançando a manhã, o cheiro do domingo era do jornal, volumoso, de páginas enormes e cuja tinta grudava até nos olhos na mais ligeira lida. Nunca gostei das páginas de jornal, inclusive porque eram grandes demais pra eu conseguir dobrá-las (não consigo me lembrar porque motivos eu as desdobrava, mas com certeza era a curiosidade de saber que diabo diziam aquelas minúsculas letrinhas) e acabava que eu as deixava jogadas ou dobradas muito porcamente, o que sempre me rendia alguma reprimenda. É incrível dizer isso, mas manhã de domingo também tem o cheiro da cabeça do vô, que sempre muito voluntariamente sentava-se ao sofá e servia-me seu ralo cabelo como diversão. Fazia penteados, sendo o moicano o meu preferido, assim como o "bozo". Mas o que gostava mesmo era de puxar seus cabelos com força. Ele não sentia dor no couro cabeludo, aliás, não sentia nada, nem dor nem calor nem frio. Eu podia puxar com força, mas que tomasse cuidado pra não descolar seu couro cabeludo, dizia. Nunca acreditei nisso. Pra mim ele apenas gostava de ter seu neto sob a sua cacunda brincando com seu cabelo e suas orelhas (havia me esquecido delas). Logo o vô saía de casa, como aliás fez todos os dias até que um dia foi seu último. Enquanto isso eu brincava com meus bonequinhos, via as séries de domingo na tv, como macguyver ou simpsons (sempre odiei barrados no baile) ou jogava a fita de master system se alguma eu tivesse locado na sexta-feira. Quando o vô voltava, era hora de almoçar e era sempre macarrão. Assim acabavam as manhãs de domingo, que são vivas nas minhas lembranças e que me dão esperança e desejo de voltar a tê-las com tanta serenidade e poesia em tanta simplicidade. Talvez seja impossível fora da infância, mas quem sabe, ao menos se um dia tiver um neto as minhas costas e se ainda houver bananas caturras a fritar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4440461228999726071?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4440461228999726071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/manha-de-domingo-manha-de-domingo-tem.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4440461228999726071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4440461228999726071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/manha-de-domingo-manha-de-domingo-tem.html' title='Manhã de Domingo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-385263767734386501</id><published>2009-04-23T02:57:00.004-03:00</published><updated>2009-05-18T06:18:07.689-03:00</updated><title type='text'>Ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Paraguaia</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não usar camisinha é fácil, foda mesmo é manter o celibato!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-385263767734386501?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/385263767734386501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/ensinamentos-da-igreja-catolica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/385263767734386501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/385263767734386501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/ensinamentos-da-igreja-catolica.html' title='Ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Paraguaia'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-9172971262276292027</id><published>2009-04-22T22:01:00.006-03:00</published><updated>2009-05-18T06:18:24.368-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Susan Boyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'>De celebridade instantânea a macarrão instantêneo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando todos acham que a internet não pode mais render uma boa surpresa, aparece algo que prolonga a validade da rede. Na semana que passou o mundo conheceu a simpática gordinha de monocêlha Susan Boyle, que foi arremessada de sua prosaica vida num vilarejo do interior da Escócia para o monitor de mais de uma centena de milhões de pessoas no mundo todo. E a mulher realmente tem talento. Voz fenomenal, simplicidade e a música que canta no video que circula parece ter sido feito pra ela (é um trecho do musical Les Miserables, outro grande sucesso, adaptação da obra de Victor Hugo, falando sobre sonhos de juventude mortos pela vida.) Mas infelizmente o mundo que permite que esse fenômeno aconteça (tudo ocorreu num programa do tipo American Idol do Reino Unido (aliás, do mesmo produtor), ou o nosso Ídolos), que se descubra o talento monumental na feia embalagem (como tem sido sempre o tom das resenhas e comentários a respeito) é o mundo que se apropriará destrutivamente desta simples mulher. Grandes estrelas midiáticas não pertencem a si próprias, e isso é ainda mais verdade para estrelas instantâneas. Enquanto o mundo dá olá à Susan Boyle, aquela Susan Boyle dá adeus ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é apenas - afinal talvez também o seja - um olhar essencialista. O que encantou a mim e ao mundo não foi a simplesmente o talento musical da mulher exibido no video. Hoje, o talento está por todo lado. Aliás, já há talento de sobra nas interpretes da mesma música na Broadway. O que nos encantou da Susan Boyle foi aquilo que não vimos - mas imaginamos. A inocência já há tanto perdida, os desejos, a imposição da vida ordinária sobre nossos ridículos sonhos, a resignação, a persistência e enfim, a realização. Foi também a mensagem que nos chegou de que em algum lugar no mundo - talvez saindo da boca menos esperada - ainda existe algo que corresponde ao mesmo tempo aos nossos desejos de simplicidade, de originalidade, de humildade, de puros sentimentos transformados em arte; e também aos exigentes parâmetros de qualidade do nosso mundo (vamos lembrar das milhões de pessoas igualmente simples humilhadas neste e em programas congeneres por não atenderem a este elevado padrão de qualidade), parâmetros opressivamente técnicos. Tudo isso se acabará cedo ou tarde, e não veremos mais em Susan a mulher (e os sonhos, a inocência, etc) que vimos em I Dreamed A Dream. Sem dúvida podemos dizer que o sonho está se realizando. É bem possível que Susan seja feliz. Quanto a nós, continuaremos pagando nosso suplício eterno: cavar fundo a alma humana, encontrar o mais precioso diamante apenas pelo prazer de desfazê-lo em mil pedaços.  Somos doentes. Se ainda duviam, leiam:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Simon [produtor do Britain's Got Talent, o programa de TV] pode ver o potencial lucrativo de Susan. Ele não vislumbra apenas o lançamento de um disco dela na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas também um filme e produtos de merchandising", confidenciou ao jornal "Daily Star" uma fonte próxima a Cowell. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/22/susan-boyle-pode-ter-sua-vida-transformada-em-filme-755375125.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/22/susan-boyle-pode-ter-sua-vida-transformada-em-filme-755375125.asp&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-9172971262276292027?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/9172971262276292027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/de-celebridade-instantanea-macarrao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9172971262276292027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/9172971262276292027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/de-celebridade-instantanea-macarrao.html' title='De celebridade instantânea a macarrão instantêneo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4850114811323340563</id><published>2009-04-19T23:08:00.004-03:00</published><updated>2009-05-18T06:19:55.667-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ouvidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Ouvidos Caninos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou Cassandra, mas tenho uma trágica qualidade: ouvidos caninos. Não, eu não tenho o maldito ouvido absoluto, que sinto vontade de duvidar existir, e minhas habilidades musicais são pífias. Pergunte-me o que é um sol maior e te darei uma resposta astronômica. Meus ouvidos caninos, e olhe, isso é uma expressão que inventei pra mim (embora possa e deva já ter sido inventada por outrem), são uma desagradável percepção dos sons. Especialmente sons miúdos, altas frequências. Desde criança consigo dizer se há uma televisão ligada em casa. Nas madrugadas mais tranquilas, sabia dizer se havia alguma nos apartamentos vizinhos. Não graceje, não falo de ouvir o som dos autofalantes da televisão, pois eu sei da televisão mesmo quando o volume está baixo demais para ser ouvido ou mesmo mudo. Simplesmente ouço o som que a televisão emite quando ligada. Som de aparelho eletrônico ligado, um piiii constante e irritante. Além da tv, há também aparelhos de ar-condicionado, computadores, e, talvez os campeões, nobreaks. Esses sons, que a maioria aprendeu a chamar de silêncio, pra mim compõe a sinfonia da tortura, em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crescendo&lt;/span&gt; de intrusão. Para você ter idéia do tamanho do desconforto que sinto com esses sons, imagine que pra mim, o prazer de desligar uma televisão é comparável ao de tirar os calçados depois de um longo dia. Meus ouvidos gozam. Mas os momentos de prazer são raros. A maior parte do tempo, passo em busca de um silêncio quimérico, um desejo erótico pela ausência de som que agraciaria minha alma. Mas meus ouvidos caninos são tristes por saberem que, em vida, o silêncio é impossível. Por isso, quando quero paz, vou de canto a canto, procurando o melhor recanto para os ouvidos. Então, se algum dia você me surpreender dentro do guarda-roupas, não se assuste, eu estarei apenas lendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4850114811323340563?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4850114811323340563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/nao-sou-cassandra-mas-tenho-uma-tragica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4850114811323340563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4850114811323340563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/nao-sou-cassandra-mas-tenho-uma-tragica.html' title='Ouvidos Caninos'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1548240743644585098</id><published>2009-04-18T00:04:00.003-03:00</published><updated>2009-05-18T06:19:03.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ébrios'/><title type='text'>O Ébrio de hoje</title><content type='html'>Eu juro que vi isso hoje, o que não significa que tenha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; *    *    *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às 5 da tarde, três homens sentados à mesa do bar. Um deles tem a palavra. Ostenta o pior cabelo que alguém pode ter, pior até que não ter cabelo: um corte ao estilo Ney Latorraca. Bigode acinzentado, expressão séria. Os outros dois ouvem com atenção quando ele diz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você sabe o que é chegar aos sessenta e três...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pausa dramática. O copo vai à boca e nela escorre um suave gole. Seca os lábios. A audiência, à qual nesse momento somava-se eu, apreensiva. Via amargura naquela frase, quem sabe uma vida de agústias e desejos incompletos, sonhos humildes e irrealizáveis, solidão amarga. Típico desabafo de um ébrio cujo único desejo que lhe resta é ter em seu derrareiro abrigo apenas outros ébrios loucos a chorar e a desabafar. Mas o senhor de olhar impenetrável, continuou&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... dando duas por semana?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1548240743644585098?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1548240743644585098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/eu-juro-que-vi-isso-hoje-o-que-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1548240743644585098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1548240743644585098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/eu-juro-que-vi-isso-hoje-o-que-nao.html' title='O Ébrio de hoje'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5164989714158269213</id><published>2009-04-14T23:09:00.005-03:00</published><updated>2009-05-18T06:20:16.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='continho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piauí'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='concurso'/><title type='text'>O Marujo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/"&gt;revista piauí&lt;/a&gt; promove um concuso literário mensal. É dada uma frase e você deve compor um texto em que a frase aparareça com algum sentido. No mês passado concorri com esse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*   *   *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Marujo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fim de tarde e os últimos fiapos da luz vermelha do crepúsculo já se iam perdendo. O homem rude de expressão fechada entrou em sua casa e, executando o hábito adquirido há apenas um ano com a morosidade de quem o fez há trinta, passou um café forte e o tomou sem açúcar. Aposentado fisicamente por conta de uma hérnia de disco e moralmente pelo fato disso acontecer enquanto ainda possui braços volumosos e fortes, passa os dias remoendo as memórias do que sem querer foi sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajou o mundo todo, teve tantas mulheres quantas foram as noites solitárias em terras estranhas. De algumas destas, traz tatuagens, de outras, cicatrizes. Lembra-se de países que o mundo já se esqueceu. Não se sabe se apesar ou por conta disso, e a despeito do que povoa a imaginação dos sonhadores, nunca gostou de lugar algum que em sua existência peripatética tivesse conhecido. O único lugar de que gostava era exatamente o único lugar de onde fugira e pra onde prometeu jamais voltar. Réu confesso, entregou-se ao mundo como castigo auto-infligido. Pelo menos foi o que acreditou muito tempo atrás, mas durante três quartos de sua vida pensara toda noite, com uma religiosidade que não tem o maior dos cristãos em suas preces, que não passava de mais um ser feito desse repugnante medo e que tem a vida como algo que vale mais que a dignidade. Somente agora que as luzes dessa existência começam a fraquejar é que se dá conta de que a culpa e a vergonha de tê-la salvo fizeram-no enterrá-la fundo na culpa e na vergonha de nela sentir algum prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse o homem que sentava sozinho para tomar café amargo, pois havia vivido a vida inteira sozinho e apenas amargo é que poderia morrer. Decidido que estava a utilizar este tempo último que lhe restara simultaneamente com e sem saúde – o que só poderia ser o poder divino já anunciando que sua sentença estava lavrada – para pensar sobre si mesmo, desejava apenas matar o tempo antes que o tempo desse o troco. E se pensava em si não era por ter-se como a única pessoa que valesse o pensamento, mas por não ter conhecido ninguém mais. Abriu a mesma pequena mala de couro marrom com presilhas de cobre que usara em sua fuga quarenta anos atrás e a descobriu mais vazia que então. Encontrou fotografias de mulheres que talvez tivessem tido pra ele alguma importância. Lamentou não lembrar de nenhuma. Abriu algumas cartas e iniciou sua leitura, mas fazê-lo era como abrir um livro nunca lido em uma página qualquer: falava-se sobre pessoas desconhecidas com seus sentimentos desconhecidos. Viu um envelope velho, ainda lacrado e sem selo algum. Era certamente a mais velha das cartas. A letra parecia conhecida, mas não pôde se lembrar de quem era. Iniciou a leitura. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Querido pai: você me perguntou recentemente por que eu afirmo ter medo de você&lt;/span&gt;. Parou. Tomou mais um gole do café que já estava frio. Aconteceu, então, que pela primeira vez desde a esquecida infância, este parricida chorou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5164989714158269213?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5164989714158269213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/revista-piaui-promove-um-concuso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5164989714158269213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5164989714158269213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2009/04/revista-piaui-promove-um-concuso.html' title='O Marujo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-2515134202879349051</id><published>2008-11-26T02:25:00.010-02:00</published><updated>2009-05-18T06:20:56.926-03:00</updated><title type='text'>Não Amarás</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após tanto tempo carregando sozinho o fardo do amor secreto, decidiu escapar às muralhas de silêncio que havia construído ao redor de si. Não foi uma conclusão, apenas uma decisão. Na verdade, não passou de mera resolução. Não estava certo do que faria nem sabia ao certo porque o faria. Apenas o faria. Cansou-se de sentir sua respiração diminuindo sempre que ela se aproximava, como se houvesse uma razão simétrica entre a distância que os separava e o tamanho de seus pulmões. Chegou mesmo a sentir-se completamente sem ar na ocasião em que, por mero descuido, se esbarraram. Ela sequer percebeu. Tampouco estava disposto a aguentar em silêncio as mãos trêmulas, a dor no estômago, o suor. Sentia-se ridículo com esse amor psicossomático, amor doentio num sentido muito particular. Queria poder falar-lhe, queria poder existir ao seu lado, queria enfim, ser livre para amá-la, e não viver preso numa gaiola de medo. Aquilo tinha que terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicou uma semana a pensar na maneira como faria a confissão. Concluiu que tudo seria mais fácil se ela jamais o tivesse visto, que fossem absolutamente estranhos, mas não era o caso. Ao longo dessa longa gestação, ele compensou sua fraqueza em declarar-se desvendando minúcias de sua vida. Sabia que ela gostava de penne al sugo, que ouvia música folk e que gostava de filmes violentos. Empenhou-se também em descobrir seu peso, sua altura, a cor exata de seus cabelos e olhos. Sabia tanto que dela passou a sentir-se íntimo. Tristemente, essa intimidade não facilitou nada suas intenções, pelo contrário. Quanto mais próximo sentia-se dela, mais patética parecia qualquer intenção de contato. Sentia-se, a bem da verdade, cínico. Como ele iria aproximar-se de alguém que já lhe era próxima e conhecer alguém que já bem conhecia? Com que cara perguntaria seu nome, seu prato preferido, os filmes de que gostava? Agravando ainda mais a situação, tinha a certeza de ser ele também já próximo dela. Não da maneira como ela era dele, certamente, mas a devassa que fez em sua vida exigiu considerável exposição. Frequentavam, ao cabo desses longos meses e não por acaso, os mesmos restaurantes, a mesma video-locadora, a mesma loja de discos. A essa altura, ela já tinha, inevitavelmente, tomado conhecimento da sua existência e só não desconfiou de nada pela apurada habilidade que ele desenvolveu de olhar perimetralmente e parecer sempre preocupado com seus próprios pensamentos. Entretanto, e dessa forma, como agora iria ele aproximar-se dela? Depois de tanto tempo, por que o súbito interesse? perguntaria ela, ou pelo contrário, poderia achar que se tratava de um maníaco obsessivo. Nesse caso, nem mesmo ele tinha certeza de que isso não era verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu-se. Passaria três dias evitando voluntariamente encontrá-la e após esse período, na primeira vez em que ocasionalmente se encontrassem, falaria. Passaram-se os três dias. E mais três. E então mais três. Descobriu que realmente era artificial a coexistência de ambos nos mesmos ambientes. Era o décimo dia sem vê-la. Em seus pensamentos, estava desesperado. Sua aparência, logicamente, estava péssima. Não dormira nem metade das últimas noites e até um banho ou outro chegou a faltar-lhe. Nesse dia aconteceu. Passavam das 19 horas, viu seu ônibus saindo do ponto e correu para alcançá-lo. Pensava que ela poderia estar na padaria do bairro onde vez ou outra fazia  uma refeição perto das 8 da noite, por isso não queria perder o ônibus (inconscientemente já tinha abandonado o plano do encontro casual, embora ainda não tivesse voltado aos encontros deliberados). Estava, sem dúvida, fora de forma, fulminado pela vida sedentária que sua rotina mimética tinha lhe imposto. Chegou suado e vermelho ao ônibus, deixando evidente a todos sua condição física precária. Pagou, passou a catraca, esforçando-se para levantar a bolsa à tiracolo. Olhou para o fundo do ônibus e a viu. Chegou a hesitar, julgando não ser o momento adequado nem as condições. Como, porém, tinha tomado uma resolução e não chegado a uma conclusão, aceitou o destino e foi ao seu encontro. Pela primeira vez ele olhou fixamente em seus olhos. Não tardou para que ela percebesse que aquele estranho conhecido hoje lhe olhava de forma diferente. Uma senhora, uma mulher com bebê no colo e vários outros passageiros desesperados para descer do ônibus alongaram o caminho dele, que gostou de poder tomar coragem, até ela, que parecia já sentir medo. Chegou perto e sentou-se no banco ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se conta, nesse momento, de que jamais havia dirigido a palavra a ela. Concluiu que isso isso era lógico, e então percebeu que pela primeira vez o ar não lhe faltava. Estava pronto. Esperou cinco longos minutos até que ela tirasse os olhos da janela – o que diabos tinha de tão interessante la fora? - onde tinham se fixado desde que ele se aproximara. A deixa foi uma freiada brusca que a fez olhar instintivamente para frente. “Ô” foi a primeira palavra que ele dirigiu a ela. Ele se referia ao susto que supostamente tomaram, mas logo percebeu o quanto imbecil é esse tipo de comunicação. Precisava consertar isso logo. “V...”. Era o começo de um “você” que ele começara mas não terminara porque nesse exato momento ela havia virado novamente o rosto para a janela. Ele ia fazer a terceira tentativa quando ela rapidamente abriu sua bolsa e tirou fones de ouvido e os colocou. Resignou-se. Declarou frustrada a aproximação.&lt;br /&gt;No fim dos trinta minutos ao lado dela, já quase não dava importância para a sua presença. Tornou-se indiferente. Durante alguns dias gastou muitas horas pensando se ela havia o evitado de maneira proposital. Chorou, embriagou-se. Sofreu ainda por cerca de um mês, mas a cada dia menos. Certa manhã, sentiu-se novamente ridículo. Sentir-se ridículo era a única coisa que o fazia agir. Decidiu, então, parar de sofrer. Mais uma resolução. Dessa vez foi sem esforço, ele conseguiu. Nunca mais amou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;*   *   *&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esse é um exercício que comecei a fazer. Trata-se de escrever um mini-conto inspirado por um filme e escrito imediatamente após eu vê-lo e num só fôlego. O filme da vez é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095467/"&gt;Não Amarás&lt;/a&gt;, do Krzysztof Kiéslowski. Sem pretensões, só por diversão. Aliás, o filme é fantástico, lindo, bem diferente desse texto. =]&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-2515134202879349051?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/2515134202879349051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/11/no-amars-aps-tanto-tempo-carregando.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2515134202879349051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2515134202879349051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/11/no-amars-aps-tanto-tempo-carregando.html' title='Não Amarás'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7678406412160266035</id><published>2008-10-05T03:05:00.004-03:00</published><updated>2009-05-18T06:21:13.198-03:00</updated><title type='text'>Mesa, geladeira, câmera fotográfica, televisão, carro.</title><content type='html'>E desse mundo do qual nada levarei,&lt;br /&gt;pareço tudo querer ter.&lt;br /&gt;Mas não quero - e quero.&lt;br /&gt;O mundo me quer,&lt;br /&gt;as coisas me querem.&lt;br /&gt;Querem meu salário,&lt;br /&gt;querem meu trabalho.&lt;br /&gt;Querem meu desejo,&lt;br /&gt;querem meu delírio.&lt;br /&gt;Querem meu querer,&lt;br /&gt;querem poder ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada basta,&lt;br /&gt;Tudo é irrisório.&lt;br /&gt;No vazio impreenchível&lt;br /&gt;da angústia&lt;br /&gt;da espera interminável.&lt;br /&gt;Fim do mês.&lt;br /&gt;Fim do ano.&lt;br /&gt;Fim do ciclo.&lt;br /&gt;Fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da espera,&lt;br /&gt;quando vem?&lt;br /&gt;Quanto custa?&lt;br /&gt;Em quantas vezes?&lt;br /&gt;E tem garantia?&lt;br /&gt;Que garanta a tranquilidade&lt;br /&gt;a felicidade,&lt;br /&gt;o sorriso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com meus desejos,&lt;br /&gt;o que faço?&lt;br /&gt;São vendáveis?&lt;br /&gt;Vendavais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo minha alma&lt;br /&gt;Por um desejo apenas, pulsa&lt;br /&gt;Ela só quer paz,&lt;br /&gt;Ela só quer serenidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso sentar e esperar&lt;br /&gt;ou pra ficar&lt;br /&gt;eu preciso consumir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7678406412160266035?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7678406412160266035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/10/mesa-geladeira-cmera-fotogrfica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7678406412160266035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7678406412160266035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/10/mesa-geladeira-cmera-fotogrfica.html' title='Mesa, geladeira, câmera fotográfica, televisão, carro.'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1525050842350122308</id><published>2008-08-23T09:00:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T06:21:30.940-03:00</updated><title type='text'>Crase</title><content type='html'>Meu Deus, este blog passou um ano com um erro de crase no template! Crase, meu Deus! Um ano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1525050842350122308?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1525050842350122308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/08/meu-deus-este-blog-passou-um-ano-com-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1525050842350122308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1525050842350122308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/08/meu-deus-este-blog-passou-um-ano-com-um.html' title='Crase'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5087139517604609737</id><published>2008-05-14T23:30:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:22:02.324-03:00</updated><title type='text'>Rir até de mim</title><content type='html'>É você&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;Que me faz assim&lt;br /&gt;Que fico bobo&lt;br /&gt;Rir até de mim&lt;br /&gt;Só de pensar em ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos dias de solidão&lt;br /&gt;meus olhos se enchem&lt;br /&gt;de amor e de saudade&lt;br /&gt;te buscam nos detalhes&lt;br /&gt;e te encontram&lt;br /&gt;nas paredes, nos móveis&lt;br /&gt;no cheiro da cama e dentro de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que faço versos&lt;br /&gt;desajeitados como sou&lt;br /&gt;banais&lt;br /&gt;clichès&lt;br /&gt;ridiculinhos de dar dó&lt;br /&gt;só como pretexto pra dizer&lt;br /&gt;que sinto tanto sua falta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5087139517604609737?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5087139517604609737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/05/voc-quem-sou-eu-que-me-faz-assim-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5087139517604609737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5087139517604609737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/05/voc-quem-sou-eu-que-me-faz-assim-que.html' title='Rir até de mim'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1834655127770199284</id><published>2008-05-04T06:06:00.001-03:00</published><updated>2008-05-04T06:07:40.128-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou começando a escrever &lt;a href="http://macacopraiacarrojornaltoboga.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1834655127770199284?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1834655127770199284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/05/estou-comeando-escrever-aqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1834655127770199284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1834655127770199284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/05/estou-comeando-escrever-aqui.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-6472025123281070745</id><published>2008-02-17T17:48:00.004-03:00</published><updated>2009-05-18T06:22:44.707-03:00</updated><title type='text'>Travei!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_oZWINaUGMXM/R7idyfAZppI/AAAAAAAAABU/bhnEBhtEZFk/s1600-h/scan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_oZWINaUGMXM/R7idyfAZppI/AAAAAAAAABU/bhnEBhtEZFk/s320/scan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168054063049844370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-6472025123281070745?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/6472025123281070745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/02/blog-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6472025123281070745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6472025123281070745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title='Travei!'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_oZWINaUGMXM/R7idyfAZppI/AAAAAAAAABU/bhnEBhtEZFk/s72-c/scan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5958543565678802627</id><published>2008-01-28T00:16:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:23:01.870-03:00</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>Hoje tive uma daquelas descobertas desanimadoras: o carnaval, enquanto quebra da ordem, ruptura do cotidiano, inversão de papéis sociais, momento de alegria em que o povo extravasa seu desejo de um mundo mais livre, é muito mais divertido enquanto proposta teórica que enquanto prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que tento gostar de carnaval, mas não tem jeito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5958543565678802627?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5958543565678802627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/hoje-tive-uma-daquelas-descobertas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5958543565678802627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5958543565678802627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/hoje-tive-uma-daquelas-descobertas.html' title='Carnaval'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-2822882176144711312</id><published>2008-01-22T02:27:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:23:16.748-03:00</updated><title type='text'>O segundo</title><content type='html'>2º lugar. O primeiro dos últimos. O melhor entre os piores. Um líder de fracassados.&lt;br /&gt;Mas sobreviverei, ok? Já passei por piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí deu aquela sensação denovo. Vontade de ter 16 anos, de poder gozar da própria imbecilidade, de não ter a menor auto-crítica, mas principalmente de poder respirar. A época em que eu tinha um amigo com problemas. Hoje acho que tenho um que não tem. É bacana amadurecer, mas supimpa mesmo seria ter tudo ao mesmo tempo agora. Hoje eu me dedicaria a aprender um instrumento e teria uma banda de sucesso. Faria mais amigos. Deixaria tudo pra depois. Mas droga, a vida é isso, a gente está sempre cavando um buraco pra tampar outro. &lt;strong&gt;Ou a gente tem serenidade pra fazer escolhas, ou a gente tem escolhas pra fazer&lt;/strong&gt;. Não dá, não dá. E isso é duro aceitar, ainda que fundamental. Foda mesmo é quando a gente percebe que está de bobeira. Olha, é raro a gente perceber que tem algum poder! Normalmente o poder é algo que tinhamos até um segundo atrás mas que já não nos pertence. Então perceber que pode fazer alguma coisa aqui, neste momento, e não fazer nada é um crime.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-2822882176144711312?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/2822882176144711312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/2-lugar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2822882176144711312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2822882176144711312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/2-lugar.html' title='O segundo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4786120865273448642</id><published>2008-01-14T22:41:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:23:34.658-03:00</updated><title type='text'>Bolinha no lugar errado</title><content type='html'>Odeio errar. Três bolinhas marcadas no lugar errado num papel cartão e eu me lembro como ser adulto não tem graça.             :(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4786120865273448642?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4786120865273448642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/odeio-errar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4786120865273448642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4786120865273448642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2008/01/odeio-errar.html' title='Bolinha no lugar errado'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5723218972603856948</id><published>2007-11-29T17:06:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:23:56.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Ruína De Uma Civilização'/><title type='text'>A ruína de uma civilização</title><content type='html'>Tive um sonho interessante um tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavamos, eu e uma pessoa, em pé num lugar indefinido. Essa pessoa me falava, com muita persistência. "&lt;strong&gt;Você tem que fazê-lo, senão eu o farei. Você tem que fazê-lo, senão eu o farei.&lt;/strong&gt;" Em seguida chegava uma pessoa com uma arma e atirava em mim. O que eu tinha que fazer, que a pessoa tanto insistia, era atirar nessa pessoa antes de ela atirar em mim. Se eu não atirasse, a pessoa que estava ao meu lado atiraria. E tudo se passava assim, no pretérito imperfeito. Acontecia e se repetia, mas não da mesma forma. Após o tiro disparado, voltávamos ao inicio do diálogo. Algumas vezes eu até tentava atirar, mas ou errava o tiro, ou não conseguia apertar o gatilho. Na maioria, no entanto, eu apenas me recusava. Enquanto isso acontecia, uma frase ecoava em minha mente, ao fundo, como um narrador de filme bem ao estilo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0276919/"&gt;Dogville&lt;/a&gt;, dizendo "&lt;strong&gt;A ruína de uma civilização&lt;/strong&gt;". Eu me recusava atirar pois para mim era inadmissível atirar em uma pessoa que eu sequer conhecia, mesmo que esta pessoa estivesse prestes a fazê-lo contra mim. Aquilo seria negar a tradição segundo a qual, pelo menos supostamente, criou-se nossa sociedade. Toda sociedade tem seus princípios, e o da nossa, ou pelo menos o da minha, é o da compreensão e o do &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;diálogo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Atirar seria destruir com as próprias mãos um pedaço desse ideal. Deixar-se atingir seria permitir que também outro pedaço desse &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;ideal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; fosse destruído. Eu sentia vontade de falar às pessoas. Sentia vontade de gritar aos ventos que estávamos nos afundando. Que ao invés de tiros, as pessoas deveriam trocar abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, nesse tempo cíclico, um não-tempo, a situação se passava como um mito. Aquilo não era uma história. Não era a história de um assalto ou de um &lt;u&gt;assassinato&lt;/u&gt;. Era a dramatização de um ideal. Mesmo sendo um grande rejeitador de essencializações, não consigo não me perguntar: que mundo criamos? Com base em que? Acreditamos na democracia mas produzimos armas. Será isso mera hipocrisia ou a elevada consciência de nossa &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;falibilidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt; Algo rege mesmo nossa sociedade ou há apenas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;discursos vazios&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;? Mais ainda, há mesmo discursos ou apenas fragmentos, falas perdidas que percorrem o tempo e o espaço em busca de outras com as quais se vincular, formando ligações que tem o poder de se auto validar? &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Existirá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ou terá algum dia existido essa sociedade do intelecto? Sua menção apenas serviu para me fazer crescer longe da dureza do mundo vivido ou será que é o mundo vivido que se esqueceu de que sociedade foi parido?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5723218972603856948?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5723218972603856948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/tive-um-sonho-interessante-um-tempo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5723218972603856948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5723218972603856948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/tive-um-sonho-interessante-um-tempo.html' title='A ruína de uma civilização'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7500436138150168775</id><published>2007-11-21T21:09:00.003-02:00</published><updated>2009-05-18T06:25:00.801-03:00</updated><title type='text'>No meio do seu cu</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na minha adolescência, quando uma pessoa estava com raiva de outra, dizia "Vai se foder". Se a raiva era um pouco maior e já continha um quê de hostilidade, dizia "Vai tomar no cu" . Agora, se a situação tinha passado do limite do tolerável, se a pessoa estava disposta a encampar uma guerra, o que ela tinha que fazer era dizer com força e pausadamente "Vai ... tomar ... no .... meio ... do ... seu ... cu!". Imaginem só, no meio! A linguagem é mesmo muito instigante.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7500436138150168775?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7500436138150168775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/na-minha-adolescncia-quando-uma-pessoa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7500436138150168775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7500436138150168775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/na-minha-adolescncia-quando-uma-pessoa.html' title='No meio do seu cu'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-8134640742662088691</id><published>2007-11-12T21:27:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:25:15.649-03:00</updated><title type='text'>Dúkkulísur</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Dúkkulísur&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Ég finn óttann hríslast um mig&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Niður bakið, svarti galdur&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Langt, langt inni í huga&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hríslast straumur&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Race niche&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ég finn óttann hríslast um mig&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Niður bakið, svarti galdur&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O langt&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;N&lt;/em&gt;&lt;em&gt;iður bakið hríslast straumur&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bella niche&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ég finn óttann hríslast um mig&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Svarti galdur&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Langt, langt inni í huga&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hríslast straumur&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bella niche&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8q6bv-Og5yI&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8q6bv-Og5yI&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aguarde carregar...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Tappi Tíkarrass&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Í&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rokk Í Reykjavík !!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-8134640742662088691?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/8134640742662088691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/dkkulsur-g-finn-ttann-hrslast-um-mig.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8134640742662088691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8134640742662088691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/dkkulsur-g-finn-ttann-hrslast-um-mig.html' title='Dúkkulísur'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7685981170391870590</id><published>2007-11-08T23:42:00.001-02:00</published><updated>2009-05-18T06:26:20.150-03:00</updated><title type='text'>Fragmento de diálogo entre Luca Tamborelli e Andrea Ciorata</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E então, meu amigo, o que você quer que eu te responda? Se eu pudesse, responderia sol, lua, espaço, universo. Responderia ar, água, pássaros, floresta. Se eu pudesse, responderia verde, meu amigo. Responderia verão, inverno, chuva, brisa. Responderia vida. Responderia tempo. Mas eu não posso. Eu poderia, no máximo, responder "sol", "lua" e assim por diante. Mas não é isso que gostaria de responder. Essas coisas entre aspas são representações, símbolos. E que diabos você iria querer com símbolos nessa hora? Eu te entendo. Foram os símbolos que te deixaram nesse estado. Por isso eu gostaria de te responder tudo isso. Um tudo novo, limpo de representações, ou melhor, à espera de sua representação. Quem sabe assim poderíamos pensar um mundo melhor. Mas eu não posso, você sabe. Sou apenas humano. Tudo o que posso responder são aspas. Algumas cheias, outras vazias, todas reticentes. E então, meu amigo, condenado a essa condição de representador, tolhido de toda construção sensível, que posso eu te responder, senão o silêncio?&lt;/span&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7685981170391870590?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7685981170391870590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/fragmento-de-dilogo-entre-luca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7685981170391870590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7685981170391870590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/11/fragmento-de-dilogo-entre-luca.html' title='Fragmento de diálogo entre Luca Tamborelli e Andrea Ciorata'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7144976253556713506</id><published>2007-10-09T22:32:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T06:27:02.118-03:00</updated><title type='text'>Palavras ocas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://kazufujiatuo.ld.infoseek.co.jp/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img class="bordinha" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://kazufujiatuo.ld.infoseek.co.jp/origami2005-03-04_002.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem dias que as palavras não vêm. Ficam presas em algum lugar entre o desconforto e o desalento. Nesses dias a vontade é de puxá-las com os dedos e suavemente dobrá-las uma, duas, dez vezes até que tomem formas agradáveis ao olhar. Origami verbal, faria dobraduras em formato de gatinhos, flores, pássaros... Pois há dias em que o silêncio não basta e tampouco bastam as já velhas palavras, gastas pelo tempo, inutilizadas por uma nauseante repetição que insiste em esvaziá-las. De que valem palavras ocas?&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7144976253556713506?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7144976253556713506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/10/tem-dias-que-as-palavras-no-vm.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7144976253556713506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7144976253556713506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/10/tem-dias-que-as-palavras-no-vm.html' title='Palavras ocas'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1495589894083325077</id><published>2007-09-25T23:56:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:27:15.881-03:00</updated><title type='text'>Sangue-frio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_oZWINaUGMXM/RvnLVK-PUfI/AAAAAAAAAAc/09JOsyt_D34/s1600-h/DSC00994.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/95026645@N00/1441088184/"&gt;&lt;img alt="Sangue-frio" src="http://farm2.static.flickr.com/1248/1441088184_9f594369ab.jpg" border="0" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="margin-left: 75px; margin-right: 75px;" align="justify"&gt;Sinto falta do que fazia antes. Criptografar em aparentemente banais ou enganosamente profundas mensagens aquilo que são simples devaneios. Coisas que não se diz, eu travisto. Mas a cada dia que passa leio menos, escrevo menos, penso menos. Em sentido contrário, cada vez mais me exijo mais apatia, mais silêncio, mais resignação. Não é fácil ver-se desintegrar lentamente, deixar-se suavemente ir com o vento. Se ontem era incapaz de matar uma inseto qualquer, hoje serei bem sucedido se for um bom queimador de carbono e ajudar a matar um planeta. Espero que passe logo. Farei-me de estúpido, se assim for preciso. Não ouvirei por meus ouvidos, não olharei por meus olhos. Vou me direcionar para dentro do si, último bastião da esperança. Lá onde algo ainda existe. Para além do ordinário, para além do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 120px; margin-right: 120px;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1495589894083325077?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1495589894083325077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/09/sangue-frio-sinto-falta-do-que-fazia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1495589894083325077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1495589894083325077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/09/sangue-frio-sinto-falta-do-que-fazia.html' title='Sangue-frio'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm2.static.flickr.com/1248/1441088184_9f594369ab_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3713824702144653956</id><published>2007-08-22T06:30:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T06:27:44.044-03:00</updated><title type='text'>Viver</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;o viajante diz que você não viveu se ainda não foi a cuzco&lt;br /&gt;o nostálgico diz que vida de verdade só nos anos 50&lt;br /&gt;o solitário diz que sexo é o que explica a vida&lt;br /&gt;o sonhador diz que a vida é bela&lt;br /&gt;o intelectual diz que a vida é só um conceito&lt;br /&gt;o suicida diz que viver não vale o esforço&lt;br /&gt;o religioso diz que a vida é uma dádiva&lt;br /&gt;o trabalhador diz que viver é trabalhar&lt;br /&gt;o jovem classe média diz que a vida é divertida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu ouço&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3713824702144653956?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3713824702144653956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/08/o-viajante-diz-que-voc-no-viveu-se.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3713824702144653956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3713824702144653956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/08/o-viajante-diz-que-voc-no-viveu-se.html' title='Viver'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4273193388044097450</id><published>2007-08-05T08:13:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:28:07.828-03:00</updated><title type='text'>absurdamente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;quando você vem&lt;br /&gt;despeço-me todo&lt;br /&gt;de todos os males&lt;br /&gt;e sinto-me leve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esqueço de tudo&lt;br /&gt;e tudo que ouço&lt;br /&gt;são notas suaves&lt;br /&gt;a brisa gostosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas quando acaba&lt;br /&gt;acabo perdido&lt;br /&gt;sem vez ou destino&lt;br /&gt;um nada sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando você vai&lt;br /&gt;eu junto meus cacos&lt;br /&gt;as sobras da festa&lt;br /&gt;e disso eu vivo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4273193388044097450?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4273193388044097450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/08/mon-amour-quando-voc-vem-despeo-me-todo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4273193388044097450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4273193388044097450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/08/mon-amour-quando-voc-vem-despeo-me-todo.html' title='absurdamente'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-660854339873788551</id><published>2007-07-31T05:44:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T05:49:18.332-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Envelheço na cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-660854339873788551?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/660854339873788551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/envelheo-na-cidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/660854339873788551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/660854339873788551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/envelheo-na-cidade.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4545572614602879399</id><published>2007-07-30T05:30:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T06:35:44.370-03:00</updated><title type='text'>Poema sem título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma máquina.&lt;br /&gt;Uma máquina de desferir ofensas.&lt;br /&gt;Uma metralhadora.&lt;br /&gt;Um ego mal-criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4545572614602879399?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4545572614602879399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/eu-sou-uma-mquina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4545572614602879399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4545572614602879399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/eu-sou-uma-mquina.html' title='Poema sem título'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-4025165139662612775</id><published>2007-07-27T06:45:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:29:21.358-03:00</updated><title type='text'>Algo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Que algo me tiene que despabilar,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Algo que despabilar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="color: rgb(0, 0, 0);" width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kKsmOBoMNbc"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kKsmOBoMNbc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;a href="http://www.tipitoweb.com.ar/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Los Tipitos - Algo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ya no quiero esperar más&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Tengo miedo que pasó&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Algo inesperado el centro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Siempre es impredecible&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Tengo miedo que pasó&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Lo que no pedo decir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Si tan sólo cruzarás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; La puerta en ese instante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Delante de este fuego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Que miro sin remedio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Hay una llama que te llama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Sin parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Una vela es para mí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Otra vela es pa'l Señor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Y pa' María Santísima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Que el Señor y María&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Te cuiden también hoy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Que no estoy cerca y te dejé llevar por otros manos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Mirando como un niño&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Dejé caer la arena tristemente entre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Los dedos ah, ah, ah.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Algo que viene y que pega y que duele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Que algo me tiene que despabilar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Algo que despabilar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; La suerte va a cambiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Hace cuánto no ganás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Algo me tiene que despabilar, algo que despabilar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; La suerte va a cambiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt; Hace cuánto no ganás una.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-4025165139662612775?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/4025165139662612775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/que-algo-me-tiene-que-despabilar-algo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4025165139662612775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/4025165139662612775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/que-algo-me-tiene-que-despabilar-algo.html' title='Algo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1109664112440699759</id><published>2007-07-22T02:32:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:30:29.972-03:00</updated><title type='text'>Erasure</title><content type='html'>Se você tem entre 20 e 26 anos deve ter visto isso sentado no sofá e tomando nescau.&lt;br /&gt;Você não deve ter percebido como a música é legal.&lt;br /&gt;Você não deve ter achado tudo exagerado, das cores ao tamanho da ombreira da xuxa.&lt;br /&gt;Você não deve ter se divertido com a pronúncia de "Erasure" da apresentadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, você era feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como todos que nasceram nos 80, tive uma infância em cores extravagantes, tive mullets, estojo com apontador-régua-termômetro-lupa e que ainda tocava música (uma, em 2 tons), tive caneta de 10 cores, régua-pulseira, vai-vem e outras mil porcarias importadas de taiwan. No meio desse lixo, como pude ser feliz? Pensava. Agora, vendo Erasure em pleno Xou da Xuxa, acho que consigo compreender porque minha geração apenas chegou muito perto de ser a mais estúpida de todos os tempos. Você nunca leu a minha cartinha, xuxa, mas obrigado pelo erasure.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lDmKLQvNT7M"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lDmKLQvNT7M" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1109664112440699759?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1109664112440699759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/se-voc-tem-entre-20-e-26-anos-deve-ter.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1109664112440699759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1109664112440699759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/se-voc-tem-entre-20-e-26-anos-deve-ter.html' title='Erasure'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-1573572275686855608</id><published>2007-07-21T04:59:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T06:30:48.122-03:00</updated><title type='text'>Jackson's Five em I Want You Back</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZnxrCavIBkc"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZnxrCavIBkc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente fantástico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-1573572275686855608?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/1573572275686855608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1573572275686855608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/1573572275686855608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/blog-post.html' title='Jackson&apos;s Five em I Want You Back'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-2005568390663215914</id><published>2007-07-19T04:13:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:31:03.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da Antipatia Gratuita'/><title type='text'>Dia da antipatia gratuita</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Ato 1 - Filmes&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não gosto nem um pouco de filmes com cachorros, com crianças, com irmãos gêmeos, com heróis, com ninjas, com inspetores de polícia, com times de futebol, com times de futebol americano, com times de baseball, com times de basquete, com pés-grandes, com espíritos das florestas, com cenas em portos, com cenas de kung fu. Odeio visceralmente, dentre estes, os de tipo misto, ou tipo combo. Cachorros com crianças, cachorros policiais, crianças gêmeas, gêmeos policiais, gêmeos ninjas, crianças ninjas, crianças com espíritos das florestas, times infantis de basquete, basebal, futebol ou futebol americano, policiais infantis, heróis infantis, heróis que lutam kung fu, cenas de policiais lutando kung fu, cenas de kung fu em portos, cenas de policiais lutando kung fu em portos, cenas de policiais lutando kung fu em portos auxiliados por duas crianças gêmeas ninjas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-2005568390663215914?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/2005568390663215914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/dia-da-antipatia-gratuita-ato-1-filmes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2005568390663215914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/2005568390663215914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/dia-da-antipatia-gratuita-ato-1-filmes.html' title='Dia da antipatia gratuita'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7661561782376965155</id><published>2007-07-17T14:57:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:31:19.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Ai, a televisão - 1º bloco</title><content type='html'>Quem já teve o desprazer de assistir à transmissão de alguma partida de futebol – e quem nunca o teve? - sabe como essa experiência pode ser extremamente desconfortável. Um jogo de futebol é uma coisa exageradamente simples. Para alguém que conheça as regras básicas do esporte, qualquer partida é auto-explicativa. Jamais vai acontecer de, no meio do jogo, os times misturarem os jogadores, de colocarem uma “bola-extra” ou de o juiz parar a partida para ir tomar uma cervejinha e comer um risóles de carne no boteco da esquina. Ademais, se acontecer, todos sabem que é excepcional, irregular, não vale. Igualmente, saber o nome do jogador com a bola em nada interfere na compreensão do lance, também pouco importa saber que o goleiro de tal time é o “mais vazado”  do campeonato ou se a mãe de outro jogador se chama Dália, tem 59 anos, é dona de uma pastelaria na baixada fluminense e que só assiste aos jogos do filho com uma imagem de são jorge na bolsa (a mesma há 20 anos). O que quero dizer é que ninguém precisa de ajuda pra assistir a um jogo de futebol. Narrá-lo e ainda comentá-lo é um exercício de multiplicação dos pães informativo. É espremer o que a realidade tem de mais óbvia, fazê-la render. Que diabos, alguém precisa que uma pessoa – geralmente bastante desagradável – diga que “fulano chutou a bola” quando seus próprios olhos tiveram a dadivosa chance de fazer essa mesma observação?! É preciso que alguém diga, grite, grite loucamente “gol” quando isso é evidente? O que eles estão querendo? Atingir algum nível profundo da realidade encoberto sobre esse nível enganador da aparência? Acabar com o fetichismo do jogo de futebol? Longe disso. Independente de todas as interpretações mais ou menos conspiratórias, que julgo válidas, acredito que “ao nível de sua apresentação” esse tipo de transmissão é o aprofundamento do banal, o ridículo de óbvio meticulosamente exposto. Evidentemente, poderíamos ir além, afinal, o show de horrores continua quando, ao fim do jogo, os jornalistas correm para o gramado para que os jogadores façam aqueles perspicazes comentários como “nosso time teve a felicidade de marcar um gol no primeiro tempo mas no fim do jogo tivemos a infelicidade de tomar um gol e saimos com um empate que não é tão bom como uma vitória”. Aqueles que concatenam três frases sem erros graves de gramática viram comentaristas após se aposentarem. Enfim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7661561782376965155?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7661561782376965155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/ai-televiso-1-bloco-quem-j-teve-o.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7661561782376965155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7661561782376965155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/ai-televiso-1-bloco-quem-j-teve-o.html' title='Ai, a televisão - 1º bloco'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5738514789020095095</id><published>2007-07-12T04:49:00.000-03:00</published><updated>2007-09-02T08:26:03.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças'/><title type='text'></title><content type='html'>Queira, por favor, ter a bondade de só ler este texto assaz longo após ter lido o anterior, sobre o nobre Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*   *   *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Discurso sobre a estupidez voluntária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;strike&gt; A pior parte de fazer promessas é ter de cumpri-las. Nisso gostaria de ser como o meu avô, que prometia os céus, quando muitas vezes não podia dar sequer um pedacinho aqui da terra. Não fazia por maldade. Seu desejo de presentear, de ajudar, era sincero. Gosto de acreditar que ele prometia pelo prazer de ver a felicidade nos olhos das pessoas por quem tanto carinho nutria. Este dom, o de conseguir fazer a promessa ser mais importante e mais efetiva que a realização, porém, é para poucos. Ainda não sou capaz de dizer se o tenho. Talvez sim, talvez não. O fato é que após quase dois meses de uma promessa de reformulação do blog, não estou me sentindo satisfeito nem vendo alegria nos olhos das poucas mas valiosas pessoas que por isso ficaram esperando. Sinto-me constrangido, isso sim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ok, vamos lá. Abramos a caixa de pandora e deixemos que todos os males que ocupam esta pobre alma que escreve vagueiem mundo afora. Ocasionalmente, logo advirto, algum deles poderão atingir ao leitor. Nada, porém, acontecerá de muito grave. Coleciono tormentos a vida toda e nem por isso me tornei um ser abominável (é, se você me tem como um ser abominável, não continue lendo). Talvez expostas as minhas inquietações possamos fazer uma operação de exorcismo amador, ou quem sabe uma sessão de terapia do abraço, que me permita enfim levar adiante esse projetinho virtual. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Em primeiro lugar, havia decidido parar completamente de publicar aqui textos ficcionais, mini-contos, ensaínhos, frescurinhas e qui-qui-qui. O motivo, dito em bom português brasileiro, é que eles são ruins. Tudo bem, sei que muitos dirão o contrário, que são bons, que devo continuar escrevendo e outras mil frases de incentivo. Ora, todos os que passam por aqui são amigos ou parentes. Irão me aplaudir mesmo se eu dançar meu-pintinho-amarelinho de cueca. Acontece que, pelo menos nesse momento, eu não levo jeito pra coisa. Posso até dominar razoavelmente a língua. Posso até ter uma imaginação engraçadinha. Mas no fim das contas, não tenho conseguido juntar ambas as coisas numa produção interessante. Também pudera, um cara totalmente negligente com esse tipo de literatura não poderia dar um grande escritor. Mas, aviso, sequem suas lágrimas. Isso é temporário (farei uma oficina de composição de textos ficcionais – nas férias).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Isso tudo não vale para as poesias. Pela simples razão de achar que “poesia” é uma categoria residual onde ainda há muito espaço para a inspiração e a liberdade de criação. Claro, há aqueles que também têm a poesia como uma ciência exata, inútil se incapaz de ser mensurada numa escala de qualidade. Esse tipo de gente há pra tudo no mundo. Entre no Google e procure sobre a melhor maneira de apertar as teclas do telefone. Provavelmente haverá, em algum lugar desse vasto mundinho, um debate refinadíssimo, cheio de protuberâncias e reentrâncias, sobre o assunto. Deixem-nos lá com suas definições e deixem-me cá com minha representação ainda que &lt;i style=""&gt;naïf&lt;/i&gt; de poesia. Isso era o segundo lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Deixando de lado as coisas já existentes, discutamos bem rapidinho as prospecções para o futuro (com toda sua redundância). Eu tinha planejado começar a postar aqui coisas mais afinadas com o que se pensa hoje sobre “blog”. Antes que eu me esqueça, esse é o terceiro lugar. Pensava em escrever ensaios de opinião sobre coisas “que estão aí”, debates públicos sobre temas variados, indo de cultura política a política cultural. Essa é uma coisa que eu sempre fiz em todo lugar, tendo me rendido inclusive o prêmio nunca revelado de o chato dos bares. É, falar de problemas raciais ou de filmes espanhóis quando todos querem falar sobre suas aventuras no puteiro não garante uma boa imagem (apesar da freqüente proximidade entre os dois últimos). De qualquer forma, como este blog é algo que está a disposição e pode ser visitado espontaneamente a qualquer momento, inclusive quando não se está bêbado, acredito que possa ser uma boa válvula de escape escrever sobre essas coisas aqui. De repente até começo a falar de futebol nas noites de sábado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Em quarto lugar está outra coisa que gostaria muito de fazer. Essa, porém, não está diretamente ligada a uma marca de formação “profissional”, como a anterior. Está mais relacionada a um traço da minha formação pessoal. Muitos sabem do meu gosto por música. Já postei, inclusive, algumas letras de músicas e comentários a respeito. Tinha em mente aprofundar essas investidas, apresentando bandas, discos e músicas que, acredito, não são conhecidas por todos os que por aqui passam. Também havia pensado em fazer algo parecido com cinema. Aviso, porém, que não sou cinéfilo. Não me concentraria em filmografias nem em aspectos técnicos das obras. Meu interesse era mais fazer “leituras comentadas” sobre alguns filmes que me despertassem interesse. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Passemos agora aos grandes impasses. Apesar de as idéias aqui apresentadas não serem nem um pouco originais, pelo contrário, são apenas a aproximação com um modelo já convencional de se fazer um blog – inspiradas mesmo na observação “de campo” – elas são pra mim de difícil execução. Primeiro, elas atingem mortalmente um senso de ridículo “sempre alerta” que mora &lt;st1:personname productid="em mim. Esse" st="on"&gt;em mim. Esse&lt;/st1:personname&gt; senso de ridículo é mau-humorado, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:50%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;neurótico e perfeccionista. Reage com violência a “grandes idéias” e é extremamente cioso de sua imagem. Detesta fazer mal qualquer coisa que alguém, em algum lugar do mundo, faça bem. É, em suma, um chato. A minha felicidade é que ele é também alcoólatra e algo fanfarrão, distrai-se com coisinhas para brincar. Assim, o primeiro movimento que devo fazer para executar essas simplórias idéias é o de alimentar os vícios desse pedaço de mim que surgiu como o dividendo da adolescência. Farei isso, farei. Segundo, a aplicação das idéias exigirá de mim uma&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; disciplina que jamais tive. Esse jamais é jamaaaaais, nuuuuuunca. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:50%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;Isso é um desafio, um belo desafio. O terceiro e talvez maior macaco gordo sobre as minhas costas é uma coisa bem simples. A constatação de que a imagem que tenho de blogueiros, principalmente os de sucesso, é a de grandes imbecis, fenômenos da era midiática no que ela tem de pior (pois quero crer que ela tem algo de “melhor”), o culto à nulidade. Parecem-me, basicamente, antas antenadas que escrevem sem pensar. Esse medo é diferente do tal senso de ridículo pois não diz respeito a fazer algo mal, justo o contrário, é um medo de fazer muito bem algo que me desagrada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Então, como esse texto se auto-destruirá em 300 caracteres, deixo por aqui minhas angústias. Prometo que é a última vez que prometo a mim mesmo que jamais voltarei a escrever sobre mim no blog. Não sei se o farei. Peço, por fim, a você, querido leitor ou leitora, que me acompanhou até aqui, que torça, ore, reze, peça a são mindinho, para que eu entorpeça esse monstrinho que me poda, que eu consiga&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:50%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:50%;"&gt;me disciplinar e que, se invevitável for que eu me torne mais uma anta midiática, que ao menos eu não perceba isso antes do tempo de escrever meia dúzia de palavras. No fim das contas, continuamos no vale fértil das promessas. =)&lt;/strike&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5738514789020095095?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5738514789020095095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/queira-por-favor-ter-bondade-de-s-ler.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5738514789020095095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5738514789020095095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/queira-por-favor-ter-bondade-de-s-ler.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-8270423663500915166</id><published>2007-07-10T05:35:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:32:22.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Equilíbrio Universal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dívidas'/><title type='text'>A morte de Carlos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Morava em minha casa uma pessoa que muito eu estimava. Estava sempre disposto a ajudar, solícito mesmo. Nunca o vi de mau-humor. Ainda quando acordado às 08 da manhã num domingo, demonstrava uma simpatia que fazia com que dirigir qualquer tipo de ofensa ou mesmo palavra mais rígida a ele se tornasse algo digno de vergonha. Realmente um grande ser humano. Era o tipo de pessoa com quem se pode contar. A bem da verdade, meu primo Carlos era daqueles que se destacam nos momentos difíceis. Aquela pessoa que puxa para si a responsabilidade de tocar o barco, custe o que custar. Jamais poderei esquecer os momentos em que, prestes a perder as esperanças, tive em Carlos uma mão amiga. Mais que isso. Como fiel companheiro, em inúmeras vezes ele me emprestou também seus ouvidos e quando percebia que o silêncio seria melhor pra mim, permitia que eu me calasse e falava em meu nome. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tudo isso contrastava, no entanto, com o comportamento de Carlos nos momentos menos difíceis. Se outrora ele parecia ser o centro das atenções, como uma daquelas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;grandes e gordas mães italianas que povoam nossa imaginação, não deixando jamais “a peteca cair”, como gostava de dizer, quando a tempestade se dissipava, Carlos parecia também se dissipar. Durante algum tempo ainda permanecia em destaque, como que pra conferir se a melhora era permanente ou se era aquela aparente melhora que doentes terminais normalmente têm na véspera da morte (para que possam se despedir, dizem alguns). Confirmada a estabilidade, meu primo começava um processo não muito demorado de diluição de seu papel no cotidiano harmonizado. Tal como um ditador romano eleito pelos cônsules para dar cabo a um conflito, findo o problema, dissolvia-se sua autoridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Carlos, nos tempos mais recentes, andava muito ausente. Nos raros momentos em que aparecia, havia algo em seu olhar além da habitual oferta de conforto. Ele parecia saber alguma coisa, algo não muito bom sobre o seu futuro. Hesitava &lt;st1:personname productid="em falar. Seria" st="on"&gt;em  falar. Seria&lt;/st1:personname&gt; a maior desonra trazer o menor desassossego, a menor sombra sobre o sol de verão das vacas gordas. Numa das últimas vezes que o vi, deixou escapar que já não fazia planos, que talvez fosse melhor começar denovo. A partir daí não tive dúvidas. Carlos estava se despedindo. Jamais me falaria isso, obviamente. Sabia que eu pediria para que ficasse e que não ousaria recusar tal pedido (como sempre, antecipava-se ao pedido, oferecendo-se voluntariamente). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Apesar de meu grande apreço, aceitei sua decisão. Ele precisava ser útil, senão ali, em qualquer outro lugar. Carlos sempre foi muito espiritualizado. Mantinha, na verdade, um acosmicismo, um amor universal e uma crença na completude. Cria que havia um lugar para tudo e para todos. Convicto de que seu lugar não era mais em minha companhia, partiu. Deixou comigo apenas uma sincera gratidão e o ensinamento de que só existe um problema: o desajuste. Carlos não tinha posses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-8270423663500915166?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/8270423663500915166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/morte-de-carlos-morava-em-minha-casa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8270423663500915166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8270423663500915166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/07/morte-de-carlos-morava-em-minha-casa.html' title='A morte de Carlos'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-5141735664148763703</id><published>2007-05-16T13:12:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:32:50.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças'/><title type='text'>Projetos</title><content type='html'>Nos últimos dias, devido à mudança repentina, embora esperada, da minha rotina que por sua vez é o prelúdio de uma vindoura mudança ainda maior, e ainda mais esperada, tenho pensado muito sobre o blog. O fato de o último post não ter rendido comentário algum, muito embora eu o tenha pensado como uma bela sacada, a la Romário, associado ao fato de eu não ter controle algum sobre a frequência das visitas, me dão a impressão de que este blog, como todos os meus outros lances geniais, está morrendo antes de nascer. Se fosse o caso só lamentaria a triste perda para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao invés de fechar as portas, botar as cadeiras viradas viradas sobre as mesas, desligar a música e esperar sentado e com sono que os últimos clientes – bêbados demais para se sentirem constrangidos – saiam do recinto, tenho pensado em transformar esse espaço num empreendimento mais rentável, do ponto de vista da minha satisfação com sua manutenção. Trocar o piso, lavar as cortinas, sujar os móveis e, é claro, derrubar algumas paredes, deixando o ambiente mais agradável e a comunicação com o mundo de fora mais intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou negar, o que me fez ter essas idéias foi uma passeada pela assim chamada “blogosfera”, termo que me causa arrépios – assim, com o acento no e. Pra começar, entre os 20 blogs melhor ranqueados no Brasil, algo como 15 – ok, posititivas, eu não contei, estou chutando – versam sobre tecnologia, internet, mundo geek, cibernáutica e congêneres. Calma! Não vou começar a postar sobre as novidades do mercado de microprocessadores ou sobre as últimas aquisições do Google. Na verdade, é exatamente o contrário. Nada contra, mas no nosso canto mudam-se as cores das paredes, o estofado das cadeiras e (até mesmo, vejam só) a marca da cerveja, mas na música ninguém toca, se me permitem a infame piadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, sim. Continuaremos fazendo por aqui o caminho rock - indie rock - indie pop – pop. Evidentemente mais na inspiração do que nos temas, pois, é claro, enquanto a música toca, não precisamos conversar apenas sobre ela. E a proposta é exatamente essa: conversar. Chega de monólogo. Nada de pedestais, torres de marfim ou, mais adequadamente, nada de bolhas. Minha idéia é básica e primordial: angariar interlocutores. Pessoas que falam, balbuciam, gesticulam ou mesmo que esperneiem batendo as mãos contra a mesa, os pés contra o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim. As idéias de mudanças aqui descritas acompanham as mudanças das minhas idéias. Deixamos a revolução, entramos na hibridação, na mistura, na, algo aparente, (con)fusão. E percebam só as permanências: contino com essa maldita linguagem vaga, que apenas prediz. Muitos sabem, pra mim a escrita não deve ser conclusiva e “mensagista” e sim aberta e vetorial. De qualquer forma, essa pequena invernada me fez perceber que a qualidade textual não é nem está perto de ser o primeiro requisito para o sucesso de um blog, muito embora alguns proponham para si tal virtude e outros, poucos, realmente a tenham. Porém, a idéia de que “não importa o chop, o que importa é que aqui ele é servido nas melhores canecas” também não me agrada, tampouco a idéia de ser visto para ser lembrado. Desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No frigir dos ovos, não estou criticando meus leitores, que com seu eventual sepulcral silêncio me dão a sensação de conforto. Ando pelado pelo blog. As mudanças que virão, ainda não as revelo. Talvez por não as ter já prontas, talvez por ainda não estar decidido a fazê-las. Afinal, como tem sido desde o ínicio, nada acontecerá se este post for mais um exercício público de linguagem, organização de idéias ou diletantismo puro, não é verdade? No entanto, a esse respeito não posso fazer muito mais que torcer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-5141735664148763703?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/5141735664148763703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/05/projetos-nos-ltimos-dias-devido-mudana.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5141735664148763703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/5141735664148763703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/05/projetos-nos-ltimos-dias-devido-mudana.html' title='Projetos'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-8445075666479139034</id><published>2007-04-11T00:54:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:33:08.772-03:00</updated><title type='text'>Homenagem a Mayakovsky</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Prezados Senhores!&lt;br /&gt;Dizem que, em algum lugar&lt;br /&gt;- parece que na Rússia-,&lt;br /&gt;há um homem feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-8445075666479139034?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/8445075666479139034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/04/prezados-senhores-dizem-queem-algum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8445075666479139034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/8445075666479139034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/04/prezados-senhores-dizem-queem-algum.html' title='Homenagem a Mayakovsky'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3994123579991248323</id><published>2007-03-28T01:48:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:33:46.771-03:00</updated><title type='text'>doces</title><content type='html'>minhas palavras não são doces&lt;br /&gt;as que eram&lt;br /&gt;fermentaram&lt;br /&gt;bebi;&lt;br /&gt;minhas palavras não são tristes&lt;br /&gt;as que eram&lt;br /&gt;se revoltaram&lt;br /&gt;perdi;&lt;br /&gt;minhas palavras não são belas&lt;br /&gt;as que eram&lt;br /&gt;enrugaram&lt;br /&gt;ri;&lt;br /&gt;minhas palavras não são minhas&lt;br /&gt;as que eram&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;vivi!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3994123579991248323?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3994123579991248323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/minhas-palavras-no-so-doces-as-que-eram.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3994123579991248323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3994123579991248323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/minhas-palavras-no-so-doces-as-que-eram.html' title='doces'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-7380648296084607937</id><published>2007-03-24T01:02:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:34:04.716-03:00</updated><title type='text'>terminal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;que ótimo, agora tu também vais encolher&lt;br /&gt;a imagem&lt;br /&gt;tremer&lt;br /&gt;meu monitor, que lindo&lt;br /&gt;te compreendi quando&lt;br /&gt;desde há um ano&lt;br /&gt;começaste com tuas viagens cromáticas&lt;br /&gt;primeiro verde&lt;br /&gt;azul&lt;br /&gt;e... vermelho&lt;br /&gt;onde está o vermelho?&lt;br /&gt;no começo uns tapinhas resolviam&lt;br /&gt;voltavas pro teu normal&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;pra como te espero&lt;br /&gt;mas com o tempo decaístes&lt;br /&gt;e se há pouco levavas porradas pra te arrumar&lt;br /&gt;agora&lt;br /&gt;tu tremes e te encolhe no mínimo toque?&lt;br /&gt;oh&lt;br /&gt;serei eu o culpado por teus males?&lt;br /&gt;não te ouvi o bastante?&lt;br /&gt;ah&lt;br /&gt;não me faça destas,&lt;br /&gt;monitor&lt;br /&gt;sabes qual será teu destino não sabes?&lt;br /&gt;sabes que minha lealdade a ti é muito frágil&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;confesso&lt;br /&gt;teus ultimos ataques&lt;br /&gt;de tremer e encolher&lt;br /&gt;não me causaram simpatia&lt;br /&gt;pois é bem agora, que preciso de ti&lt;br /&gt;que tu te acovardas?&lt;br /&gt;quer me fazer esquecer das cores&lt;br /&gt;e formas&lt;br /&gt;do mundo?&lt;br /&gt;quer fazer-me ao teu modo&lt;br /&gt;tuas cores, teu tudo?&lt;br /&gt;apunhale-me agora&lt;br /&gt;tal qual brutus&lt;br /&gt;sim&lt;br /&gt;até tu&lt;br /&gt;mas não espere que terei compaixão&lt;br /&gt;pelos anos de dedicação&lt;br /&gt;não verás em mim&lt;br /&gt;nenuma&lt;br /&gt;nenhuma comiseração por seu estado terminal&lt;br /&gt;nada farei&lt;br /&gt;que definhe!&lt;br /&gt;tu&lt;br /&gt;que me destes as costas logo agora&lt;br /&gt;que vá!&lt;br /&gt;pois ficarei&lt;br /&gt;muito bem&lt;br /&gt;sem ti&lt;br /&gt;se assim for&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-7380648296084607937?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/7380648296084607937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/terminal-que-timo-agora-tu-tambm-vais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7380648296084607937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/7380648296084607937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/terminal-que-timo-agora-tu-tambm-vais.html' title='terminal'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-3722125178204508630</id><published>2007-03-06T01:11:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:34:57.344-03:00</updated><title type='text'>a dívida</title><content type='html'>há uma dívida&lt;br /&gt;que eu pretendo cobrar&lt;br /&gt;de todos os tipos de patifes&lt;br /&gt;vermes e estúpidos&lt;br /&gt;que me roubam a cada dia&lt;br /&gt;o lirismo do olhar&lt;br /&gt;cortam-me a garganta&lt;br /&gt;silenciam&lt;br /&gt;minha capacidade de pensar&lt;br /&gt;para além dessa parede&lt;br /&gt;e de números, de valores&lt;br /&gt;de mentiras&lt;br /&gt;que embaralham minhas sensações&lt;br /&gt;tornam-me estúpido&lt;br /&gt;alimentam meus sentidos mais banais&lt;br /&gt;fazem de mim subproduto&lt;br /&gt;de capacidades limitadas&lt;br /&gt;que me seguram pelos braços&lt;br /&gt;e pernas&lt;br /&gt;e principalmente pelo estômago&lt;br /&gt;tomem, seres medíocres!&lt;br /&gt;esbaldem-se com meu rancor&lt;br /&gt;que tanto cultivaram&lt;br /&gt;com dedicação inigualável&lt;br /&gt;logo, logo ocorrerá&lt;br /&gt;que retornarei de vossos ventres&lt;br /&gt;em polimorfos registros incandescentes&lt;br /&gt;e de mim, só fumaça sobrará&lt;br /&gt;nesses teus pulmões a respirar&lt;br /&gt;e te dominarei&lt;br /&gt;e te farei tão mal&lt;br /&gt;pois a divida que eu pretendo cobrar&lt;br /&gt;é o preço dos olhos secos pelo sol&lt;br /&gt;cujo olhar tão desbotado não vê os tons&lt;br /&gt;que fariam da vida mais amena&lt;br /&gt;dos ouvidos surdos&lt;br /&gt;para os sons mais delicados&lt;br /&gt;atordoados que estão&lt;br /&gt;por ruídos ininterruptos&lt;br /&gt;do paladar já viciado&lt;br /&gt;ao doce que encobre a vida&lt;br /&gt;de satisfações compensatórias&lt;br /&gt;e ao sal que nos faz crer&lt;br /&gt;que há mais lá do que o que lá está&lt;br /&gt;do tato já dormente&lt;br /&gt;anestesiado pelo cansaço&lt;br /&gt;anulado pelo desejo de anulação&lt;br /&gt;do olfato há tanto perdido&lt;br /&gt;incapaz de diferenciar&lt;br /&gt;os odores mais delicados&lt;br /&gt;parecem todos iguais ou diferentes&lt;br /&gt;ou atrarem ou repelem&lt;br /&gt;dos sentimentos mais ternos desprezados&lt;br /&gt;pisados, ridicularizados, esquecidos&lt;br /&gt;que nem sequer mais os ouço&lt;br /&gt;dilacerados que foram pela ânsia&lt;br /&gt;da superação de um estado indesejado&lt;br /&gt;dos prazeres mais humildes esquecidos&lt;br /&gt;em nome de ridículos&lt;br /&gt;prazeres orgiásticos&lt;br /&gt;que corrompem a existência&lt;br /&gt;e a fazem função de uma ilusão&lt;br /&gt;dos pensamentos atrofiados&lt;br /&gt;pelas imagens e sons que pulam&lt;br /&gt;e gritam, berram, se movem, te encostam&lt;br /&gt;te engolem, mastigam, vomitam e comem&lt;br /&gt;e quando tento balbuciar uma idéia&lt;br /&gt;repito mimeticamente tuas ordens&lt;br /&gt;de parecer ridículo, reproduzindo o óbvio&lt;br /&gt;então, por tudo e muito mais&lt;br /&gt;há uma dívida que eu pretendo cobrar&lt;br /&gt;uma dívida de vida&lt;br /&gt;há uma vida que eu pretendo cobrar&lt;br /&gt;de todos os seres que me reduzem a pó&lt;br /&gt;mas que hão de me pagar&lt;br /&gt;uma hora&lt;br /&gt;num lugar&lt;br /&gt;ainda que daqui a muito&lt;br /&gt;ainda que daqui de muito longe&lt;br /&gt;hão todos de me pagar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-3722125178204508630?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/3722125178204508630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/h-uma-dvida-que-eu-pretendo-cobrar-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3722125178204508630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/3722125178204508630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/03/h-uma-dvida-que-eu-pretendo-cobrar-de.html' title='a dívida'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-6116886653843545090</id><published>2007-02-25T14:44:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:35:31.179-03:00</updated><title type='text'>Poema sem título</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;preciso de ar, preciso de espaço&lt;br /&gt;para me encontrar&lt;br /&gt;no tempo&lt;br /&gt;de um segundo até aqui&lt;br /&gt;por onde tanto percorri?&lt;br /&gt;se meus ossos doem&lt;br /&gt;e as gotas correm por dentro&lt;br /&gt;o que há de mim?&lt;br /&gt;que possa dizer&lt;br /&gt;assim&lt;br /&gt;e fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus olhos trilham&lt;br /&gt;todos os caminhos contemplados&lt;br /&gt;e assim&lt;br /&gt;preso num insólito presente irrevogável&lt;br /&gt;penso bem alto&lt;br /&gt;enquanto lembro&lt;br /&gt;de passados e futuros pretendidos&lt;br /&gt;amalgamados num suspiro de exilio&lt;br /&gt;e percebo que errei&lt;br /&gt;eu me atrasei num encontro comigo&lt;br /&gt;primeiro cheguei, depois me toquei&lt;br /&gt;e enquanto esperava&lt;br /&gt;com a linha bem solta&lt;br /&gt;deixando-me ao largo&lt;br /&gt;não sei o que houve, tudo mudou&lt;br /&gt;não me encontrei a tempo de realizar meus planos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deve ter sido o som&lt;br /&gt;ou o ar dessas novas paragens&lt;br /&gt;e enquanto um universo se expande em mim&lt;br /&gt;meu corpo é mais encaixotado&lt;br /&gt;sinto-me amigo íntimo&lt;br /&gt;de todos os deuses, de todos os mundos, de todos os povos&lt;br /&gt;mas vejo-me miserável&lt;br /&gt;rastejante a implorar a própria vida&lt;br /&gt;cem mil sábios me acompanham&lt;br /&gt;testemunham meu fracasso&lt;br /&gt;a mais forte legião, dos mais bravos homens, é leal a mim&lt;br /&gt;e eu sirvo de alvo às flechas inimigas&lt;br /&gt;encerrado numa sala de espelhos&lt;br /&gt;com uma só janela que parece mil&lt;br /&gt;eu me debato&lt;br /&gt;e grito&lt;br /&gt;eu já não caibo mais em mim, eu já não caibo mais em mim&lt;br /&gt;e penso&lt;br /&gt;por quanto tempo meus amigos deuses, sábios e guerreiros esperarão por mim?&lt;br /&gt;por quanto tempo estarei a disposição de algum fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;incrustado nessa pedra&lt;br /&gt;vejo o sol, a chuva, a noite&lt;br /&gt;quando, enfim, se encerrarão as apostas?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-6116886653843545090?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/6116886653843545090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/02/preciso-de-ar-preciso-de-espao-para-me.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6116886653843545090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/6116886653843545090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/02/preciso-de-ar-preciso-de-espao-para-me.html' title='Poema sem título'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-117231681068089780</id><published>2007-02-24T09:31:00.000-02:00</published><updated>2007-02-24T09:33:30.690-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peço desculpas a todos que acreditaram na minha existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu também me enganei.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-117231681068089780?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/117231681068089780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/02/peo-desculpas-todos-que-acreditaram-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/117231681068089780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/117231681068089780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2007/02/peo-desculpas-todos-que-acreditaram-na.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-116555299515454783</id><published>2006-12-08T02:41:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T02:43:15.166-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ouça o silêncio&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-116555299515454783?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/116555299515454783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/12/oua-o-silncio.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/116555299515454783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/116555299515454783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/12/oua-o-silncio.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-116150149125059510</id><published>2006-10-22T04:12:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:35:58.665-03:00</updated><title type='text'>idiossincrático</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;eu sou a frase interrompida na metade e nunca mais continuada&lt;br /&gt;sou a palavra envergonhada&lt;br /&gt;esquecida, proibida ou desdenhada&lt;br /&gt;eu sou o delírio do quase-sono, tão surreal e tão volátil&lt;br /&gt;sou o segundo de distração&lt;br /&gt;que dura horas&lt;br /&gt;eu sou o medo que eu sinto a todo instante de ter esquecido&lt;br /&gt;uma chave, um recado, uma vida&lt;br /&gt;eu sou o cansaço que me domina ao fim do dia&lt;br /&gt;sou a raiva, o ódio e o desdém&lt;br /&gt;eu sou o vício mais secreto que eu tenho&lt;br /&gt;que me alivia, que me domina e me corrompe&lt;br /&gt;eu sou a humilhação de quem é mal julgado&lt;br /&gt;não me defendo, não me explico, eu me retiro&lt;br /&gt;eu sou o pensamento que vai longe, muito longe, e que se perde&lt;br /&gt;sou a confusão que faço disso&lt;br /&gt;eu sou o sono que me trai diariamente&lt;br /&gt;sou a fraqueza&lt;br /&gt;de quem não faz o que queria&lt;br /&gt;eu sou o erro mais singelo que eu cometo&lt;br /&gt;sou também o mais grotesco e o mais fatal&lt;br /&gt;eu sou um momento perdido no tempo&lt;br /&gt;sou um hiato, parado, inútil&lt;br /&gt;eu sou a mistura que eu faço das coisas&lt;br /&gt;sou o conceito que eu crio pra mim&lt;br /&gt;sou o prazer que eu sinto com isso&lt;br /&gt;eu sou a busca que eu faço há anos&lt;br /&gt;sou essa estranha linguagem estética, mística e incerta&lt;br /&gt;eu sou a vida ascética que planejo pra mim&lt;br /&gt;mas mais do que isso&lt;br /&gt;sou o fracasso&lt;br /&gt;pois sou a vida mundana que eu tenho&lt;br /&gt;eu sou o futuro que tenho à frente&lt;br /&gt;uma parede que me fecha os olhos&lt;br /&gt;um atalho que me prende as pernas&lt;br /&gt;eu sou o sonho da queda&lt;br /&gt;sou a vertigem, a reminiscência mais animal, sou meu instinto&lt;br /&gt;eu sou o ato falho&lt;br /&gt;eu sou a deixa que e a vida me deu e que eu deixei passar&lt;br /&gt;e o que eu não sou&lt;br /&gt;o resto&lt;br /&gt;disso tudo que eu sou&lt;br /&gt;são só bobagens&lt;br /&gt;que eu esqueci de esquecer&lt;br /&gt;ou que eu errei errado&lt;br /&gt;pois pra mim, não sou o que sou pros outros nem o que os outros são pra mim&lt;br /&gt;não há virtudes&lt;br /&gt;sou só a infinitésima parte de um projeto irrealizável&lt;br /&gt;sou apenas mais uma tentativa&lt;br /&gt;sou tudo aquilo que me torne humano&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-116150149125059510?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/116150149125059510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/10/idiossincrtico-eu-sou-frase.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/116150149125059510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/116150149125059510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/10/idiossincrtico-eu-sou-frase.html' title='idiossincrático'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-115915640054004741</id><published>2006-09-25T00:52:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:36:16.240-03:00</updated><title type='text'>A noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um barulho no meio da noite e acordei. Estava tudo escuro, não conseguia enxergar nada. Levantei da cama tomando cuidado para não tropeçar nem pisar em cima de nenhuma das coisas que, pelo chão, atravancam o caminho entre a cama e o interruptor. Tateando a parede segui até o local onde fica este botãozinho - que junto com a televisão, o carro e as filas, consitui o grande legado da nossa sociedade ao gênero humano. Encontrei. Com a palma da mão aberta, golpeei levemente e ouvi o clác habitual. Nada aconteceu. Essas coisas são fosforecentes, ou fluorecentes, mas de nada adianta, pois brilham por menos de um minuto, ou seja, quando sua memória ainda é capaz de dizer onde elas estão (aliás, fósforo e fluor, que moram na tabela periódica dos elementos, também fazem parte do noso patrimônio intelectual, o primeiro acende cigarros e o segundo as crianças pobres são obrigadas a gargarejar nas escolas públicas - o gosto é horrível). Mesmo tendo um polegar opositor capaz de fazer movimento de pinça, fiz minha segunda tentativa usando o indicador, como um orangotango seria capaz de fazer (já é melhor que a patinha inteira, feito um gato, como na primeira). Novamente nada aconteceu. Embora o clác fosse audível, a luz não acendia. Algo estava errado, afinal de contas, o indicador tem o poder de atribuir veracidade ao mundo material (com que dedo você mexeu, bem de levezinho, no seu primeiro cocô de cavalo ? (seu não, no primeiro que você viu)). A lâmpada deve ter queimado durante a noite, pensei (teve a morte mais desejada da nossa sociedade, morreu dormindo, aliás, que vergonha. Enquanto em outras sociedade as pessoas desejam morrer lutando, sendo sacrificadas no solstício de verão, ou trabalhando, nós queremos morrer dormindo, medíocre e individual como tudo em nossa vida.). Agora eu tinha duas opções, ou voltava num pulo para a cama ou procurava outro interruptor. Merda, preferia nem ter levantado. Pisando em ovos (óculos, chaves, livros, naftalinas e bolachas) caminhei até o corredor onde tem uma lâmpada que deveria funcionar. Deveria, mas não funcionou, pois a embora o indicador rijo e o clác, clác habitual, nada de luz (essa lâmpada está sob um lustre de vidro branco, daqueles que vira cemitério de mosquito, tão feio que mesmo no breu total eu era capaz de vê-lo lá em cima, ostensivo, digno como uma testemunha da história). Legal, agora eu poderia continuar caminhando até a sala (e no caminho, tropeçar e bater com o mindinho direito na estante da sala, como tem acontecido nos últimos treze anos) ou voltar para a cama (não é todo dia que temos uma segunda chance). Resolvi voltar a dormir, muito embora o sono já estivesse longe. Fazendo o caminho de volta, tentando pisar mais ou menos nos mesmos lugares cheguei até o quarto. Dane-se o barulho. Novamente tateando a parede, a partir da porta a cama deveria estar a dois passos medrosos (aquele curtinho que damos no escuro). Um dois e... nada. Tá bom, três. Nada. Cadê a cama que estava aqui ? (morar sozinho me deixou esquizofrênico, habituei-me a fazer perguntas retóricas, querendo fazer piada pra mim mesmo). Dei mais um passo, agora largo, na esperança de que minha canela encontrasse a cama antes que eu (afinal, junto com os dedos dos pés, as canelas estão para os humanos no escuro como os focinhos estão para os cães). Nada de cama. Novamente algo errado. Como não moro no palácio de Versalhes, meu quarto é diminuto. Eu já deveria ter me espatifado contra a parede, mesmo sem cama. Continuei caminhando, seguindo a parede. Quatro, cinco, seis, sete passos e... chão! (aliás, quantas vezes você já escreveu a palavra chão? Eu, pouquíssimas. Acho que já escrevi mais "não obstante" do que chão, não obstante costume falar muito mais (e pisar mais) chão do que "não obstante".) Tirei a mão da parede e comecei a andar, já sem medo de tropeçar ou pisar em algo. Dava passos largos, acelerei meu andar. A situação já tinha rompido todas as fronteiras do compreensível. Eu, dentro do meu quarto, tinha caminhado lejos e não chegava a lugar algum. A escuridão ainda era absoluta. Então comecei a correr, correr, correr, correr. Agora eu era um cão. Corria por um vasto gramado atrás das aves que pousavam para procurar por minhocas. Um céu lindo me cobria, com um azul intenso contrastado pela alvura de delicadas nuvens. Sempre que eu me aproximava os pássaros levantavam voô com toda a elegância e me faziam sentir um desesperado, caindo com o focinho no chão (parecia ser primavera, pois a grama, daquelas com folhas grandes e grossas, estava molhada. Por baixo dela, o chão (novamente ele) de terra bem escura, na verdade preta, estava também úmido). Há algum tempo eu passei a admirar a elegância das aves. É fantástico o modo como alternam entre seres terrestres, seja caminhando e rebolando como os albatrozes, seja com o passinho-de-modelo dos quero-queros, para seres voadores, fazendo inveja aos que estão presos ao chão (sim!). Mas isso foi antes de eu ser um cão. Agora das aves eu só queria a coxa e sobre-coxa e, quem sabe, a coxinha da asa. Corria de lá pra cá, tentando abocanhar alguma ave desatenta (a propósito, eu era um labrador, como o Ted). Foi quando eu vi uma andorinha. Ela estava solitária, com um andar melancólico de quem não tem destino. Olhava com muito desprezo as outras aves desesperadas em busca de um repasto. Embora uma andorinha (enfim, poderia engolí-la sem mastigar), eu estava disposto a fazê-la minha. Ela estava a uns 200 metros de distância (claro, eu era um cachorro). Alinhei-me, agachei, contraí meus musculos, enchi os pulmões de ar e parti. Corri mais do que nunca, na trajetória, dois pardais cruzaram a minha frente a uma distância que poderia alcançar com um torcer do pescoço. Mas naquele momento meu destino era a andorinha. Nenhuma outra coisa me saciaria senão aquela doce ave. 100 metros e ela continuava lá, distraída como quem espera a vida passar (andorinhas não tem leis contra a vadiagem, bares ou televisões). A 50 metros eu já sentia sua carne presa entre meus molares. Corria, corria, corria. Agora eu era a andorinha. Fazia reflexões sobre a miséria existencial, sobre o ser-em-si, o eterno vir-a-ser e essas coisas que pensa toda andorinha. Olhei no chão e senti asco ao ver metade de uma minhoca, provavelmente parcialmente devorada por uma de minhas congêneres (desde que me tornei vegan jamais consegui olhar tranquilamente a comida animal. Agora eu viva a me alimentar de soja deixada para trás pelos caminhões, especialmente o farelo, conseguindo assim todo o &lt;em&gt;apport&lt;/em&gt; protéico necessário.). Ouvi passos apressados e vi um cão, babando, com um olhar obstinado vindo em minha direção. Com certeza era um infeliz carnivoro, que, não fosse por isso poderia estar vindo me cumprimentar ou mesmo me convidar para um saral de poesias. Mas ele vinha me comer. Lamentei ter de abandonar aquele pedacinho de grama tão quentinho (raro naqueles dias frios, e só possível por ser um pedaço de terra mais seca). Placidamente, fiquei nas pontas dos pés, abri as asas e levantei voô. Tive tempo de olhar para baixo e ver o estranho cão (que até parecia simpático) esborrachar-se contra o chão. Voei sem rumo por algum tempo. Estava me sentindo leve naquele dia e precisava de algo que desse significado a minha vida. Me sentida capaz de coisas grandes. Nada aparecia e eu me sentia angustiado (isso, logicamente, acabava com a leveza do dia). Decidi fazer a única coisa que, embora fizesse diariamente, me dava prazer: contemplar (ser um pássaro é o sonho de todo voyeur, e eu era um pássaro voyeur!). Voei, voei, voei e me encostei sobre um muro que dava vista para o interior de um quarto. Lá dentro, vi um jovem deitado em sua cama, dormindo o que deveria ser sua ultima hora de sono do dia. Ele tinha uma ótima expressão. Era leve como eu me sentia, mas não tinha qualquer sinal de angústia subjacente. Era pleno. Ao seu lado, no chão, vários objetos, alguns caídos, outros apenas largados. Reconheci um desses objetos: um relógio. De repente, senti algo estranho. Não conseguia tirar os olhos daquele objeto, cujos ponteiros, indefectíveis, faziam sua marcha regular cujo destino é a própria marcha. Alguma coisa iria acontecer. Sentia-me mal, desconfortável. A situação beirava o insuportável, algo iria acontecer, algo precisava acontecer. O universo estava parindo. Então o despertador tocou. Eu acordo, abro os olhos, vejo um passarinho que estava parado sair voando. A partir dali seriam 30 minutos para me humanizar, 30 minutos me deslocando sem me mexer, 4 horas para oscilar entre satisfação e desesperança, 2 horas para comer e esperar, 30 minutos para andar, 4 horas para me desmoralizar, novamente 30 minutos para andar, mais 20 para esperar, 30 minutos devolta me deslocando sem me mexer (agora em pé, talvez), 40 minutos para preparar comida e comer, 20 minutos para emails e coisas inúteis. O resto do dia para fazer o outro resto do dia ter algum significado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;Leu tudo? Deixe registrado e ganhe um brinde!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-115915640054004741?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/115915640054004741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/ouvi-um-barulho-no-meio-da-noite-e.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115915640054004741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115915640054004741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/ouvi-um-barulho-no-meio-da-noite-e.html' title='A noite'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-115795513152686677</id><published>2006-09-11T02:57:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:37:30.905-03:00</updated><title type='text'>Space Oddity</title><content type='html'>Complementando o post anterior, estou colocando a tradução da música. Peço desculpas se pareço arrogante não postando as traduções... É só uma questão de publicar os originais. Aproveito a ocasião para dar algumas informações sobre a música: ela foi lançada em 72, em um disco com o mesmo nome. No mesmo ano foi lançado o "Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars", ou só "Ziggy Stardust". Apogeu e fim da fase futuristica-espacial do Bowie. O título "Space Oddity" faz referencia ao Space Odyssey, livro do Arthur Clark que Stanley Kubrick transformou em sucesso no cinema. Bem, a tradução abaixo foi feita por mim, logo, está toda imperfeita. Aceito sugestões e comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Odisséia Espacial - David Bowie&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Base Terrestre para Major Tom&lt;br /&gt;Base Terrestre para Major Tom&lt;br /&gt;Pegue (ou tome) suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete&lt;br /&gt;Base Terrestre para Major Tom&lt;br /&gt;Começando a contagem regressiva, motores ligados&lt;br /&gt;Dê a partida e que Deus lhe proteja (literalmente: que o amor de Deus esteja contigo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez, Nove, Oito, Sete, Seis, Cinco, Quatro, Três, Dois, Um, Lançar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é a Base Terrestre para Major Tom&lt;br /&gt;Você de fato fez uma proeza&lt;br /&gt;E os jornais querem saber que camiseras você veste&lt;br /&gt;Agora é a hora de deixar a capsula, se você quiser&lt;br /&gt;"Aqui é o Major Tom para a Base Terrestre&lt;br /&gt;Estou caminhando para a porta&lt;br /&gt;E eu estou flutuando de um jeito curioso&lt;br /&gt;E hoje as estrelas parecem muito diferentes&lt;br /&gt;Daqui&lt;br /&gt;Estou sentado em uma lata (velha?)&lt;br /&gt;Muito acima do mundo&lt;br /&gt;O Planeta Terra é azul&lt;br /&gt;E não há nada que eu possa fazer (em inglês isso rima..:)&lt;br /&gt;Embora eu tenha passado por cem mil milhas&lt;br /&gt;Estou me sentindo muito igual (ou algo assim)&lt;br /&gt;E eu acho que minha nave espacial sabe que rumos deve tomar&lt;br /&gt;Falem para a minha esposa que eu amo demais, ela sabe"&lt;br /&gt;Base Terrestre para Major Tom&lt;br /&gt;Seus circuitos estão em curto, há algo errado&lt;br /&gt;Você pode me ouvir, Major Tom?&lt;br /&gt;Você pode me ouvir, Major Tom?&lt;br /&gt;Você pode me ouvir, Major Tom?&lt;br /&gt;Você pode...&lt;br /&gt;"Aqui estou eu orbitando minha lata (voadora? velha?)&lt;br /&gt;Muito acima da Lua&lt;br /&gt;O Planeta Terra é azul&lt;br /&gt;E não há nada que eu possa fazer."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-115795513152686677?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/115795513152686677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/complementando-o-post-anterior-estou.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115795513152686677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115795513152686677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/complementando-o-post-anterior-estou.html' title='Space Oddity'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-115785470007335022</id><published>2006-09-09T23:05:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:37:45.739-03:00</updated><title type='text'>Existo</title><content type='html'>Ainda existo. No momento, é o máximo que posso dizer.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradeço a todas as cerca de 6 pessoas que têm comentado sobre o blog, aqui ou no orkut. Só devo lembrar que se me elogiar sem se identificar eu vou achar que foi a minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;Jamais consegui decifrar esta música, aliás, conhecidíssima. Mas a impressão que tenho desde a primeira vez que a ouvi é que ela tematiza o suicidio. Anyway, esta fase do Bowie é fabulosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Space Oddity&lt;/strong&gt;, por &lt;strong&gt;David Bowie&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ground Control to Major Tom&lt;br /&gt;Ground Control to Major Tom&lt;br /&gt;Take your protein pills and put your helmet on&lt;br /&gt;Ground Control to Major Tom&lt;br /&gt;Commencing countdown, engines on&lt;br /&gt;Check ignition and may God's love be with you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ten, Nine, Eight, Seven, Six, Five, Four, Three, Two, One, Liftoff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His is Ground Control to Major Tom&lt;br /&gt;You've really made the grade&lt;br /&gt;And the papers want to know whose shirts you wear&lt;br /&gt;Now it's time to leave the capsule if you dare&lt;br /&gt;"This is Major Tom to Ground Control&lt;br /&gt;I'm stepping through the door&lt;br /&gt;And I'm floating in a most peculiar way&lt;br /&gt;And the stars look very different today&lt;br /&gt;For here&lt;br /&gt;Am I sitting in a tin can&lt;br /&gt;Far above the world&lt;br /&gt;Planet Earth is blue&lt;br /&gt;And there's nothing I can do&lt;br /&gt;Though I'm past one hundred thousand miles&lt;br /&gt;I'm feeling very still&lt;br /&gt;And I think my spaceship knows which way to go&lt;br /&gt;Tell my wife I love her very much she knows"&lt;br /&gt;Ground Control to Major Tom&lt;br /&gt;Your circuit's dead, there's something wrong&lt;br /&gt;Can you hear me, Major Tom?&lt;br /&gt;Can you hear me, Major Tom?&lt;br /&gt;Can you hear me, Major Tom?&lt;br /&gt;Can you....&lt;br /&gt;"Here am I floating round my tin can&lt;br /&gt;Far above the Moon&lt;br /&gt;Planet Earth is blue&lt;br /&gt;And there's nothing I can do."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-115785470007335022?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/115785470007335022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/ainda-existo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115785470007335022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115785470007335022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/09/ainda-existo.html' title='Existo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-115293651289558273</id><published>2006-07-15T01:05:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:38:08.691-03:00</updated><title type='text'>Vocação?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sempre fico imaginando que há em mim algo grandioso a ser descoberto. Alguma capacidade especial, uma especialidade que me torne singular entre milhões. Essa virtude, quando descoberta, faria com que minha vida enfim passasse do devaneio à realização. Mudaria minha maneira de ver o mundo, me traria respostas. Mas onde estaria ela? Seria a arte? Mas que arte? Artes cênicas, plásticas, visuais? Seria a arte da palavra? Que tal música? Mas música erudita, folclórica, instrumental, pop, eletrônica ou world? Bach, Gil ou Mc Serginho? Ou seria então minha virtude a engenharia? Serei eu um grandioso engenheiro civil a ser descoberto? E por que não a engenharia mecânica, elétrica, química, de alimentos, de tecidos, de concreto, de arbustos ou de banquinhos? Serei eu o novo Sócrates a re-revolucionar a filosofia? Ou então serei eu a grande potencialidade política para resolver os problemas do Brasil? Serei eu o maior biólogo de todos os tempos em &lt;i&gt;stand by&lt;/i&gt;? Conhecedor dos Mares, como Jacques Costeau? O Novo Darwin? Ou então minha vocação seria a Física? Arquimedes pós-moderno? Einstein pós-punk? Serei eu um pesquisador com potencial para desenvolver o fármaco da cura do câncer? Ou serei eu um atleta? Essa hipótese é assombrosa. Quando era novinho, sonhava em ser jogador de futebol, como todos. Essa vocação é uma das poucas que pude verificar na empiria não possuir. Mas será que joguei volley o suficiente na escola? E basquete? Terei eu acertado ao desistir tão precocemente da natação? E o desleixo com os treinos de xadrez, me terão rendido o anonimato eterno? Seria eu o novo Kasparov a derrotar o Deep Blue? Será que me dediquei como devia ao tênis de mesa? Ou então, será que a falta de incentivo à pratica do atletismo, que eu tanto gostava, terá ocultado do mundo o sucessor do Ben Johnson? Badmington, Pólo, Pólo Aquático, Golfe, Baseball, Rugby, Tênis, Squash, Ciclismo, Triathlon, Pentatlo, Capoeira, Judô, Muay Thai, Ginástica Olímpica ou Artistica, Salto Ornamental e tantos outros esportes que eu nunca pratiquei. Estará em algum deles a porta do meu futuro que eu nunca abrirei? Esse é o meu grande medo. Nunca desmontei um motor, pintei um quadro, fiz um suéter ou uma cerâmica. Estarei eu no caminho errado? Tenho uma convicção estranha de que todos nascem com um domínio. Ninguém, no entanto, nasce sabendo onde ele está. Alguns parecem o encontrar, pela extrema competência com que desenvolvem suas atividades: Shakespeare, Napoleão, Lévi-Strauss e Zidane. Que seria de nós se Shakespeare fosse militar e Napoleão escritor? Lévi-Strauss jogador de futebol e Zidane antropólogo? Essas excepcionalidades me fazem acreditar mesmo é que a maioria das pessoas nasce vive e morre em domínio alheio. Afinal, o que define a atividade que uma pessoa exercerá durante a vida é algo puramente contingencial: a situação financeira, o local de nascimento, uma amizade, um amor, um professor. É claro que nessa hora a sociedade cai com todo o seu peso sobre essas escolhas. Um jovem norueguês não se descobrirá xamã como dificilmente um pescador do Amparo se descobrirá engenheiro nuclear. Nesse caso a própria sociedade poderia ser vista como "contingencial". No entanto, é impossível dizer o que há do individuo além do território da sociedade que o comporta. De qualquer forma, o mar de possibilidades vislumbrado por mim, mesmo na esfera das atividades da nossa sociedade, é suficiente para solapar qualquer otimismo. Será que não bastasse ser um intelectual, será preciso ser um cientista, mais que cientista, um físico, mais que físico, um físico nuclear, mais que físico nuclear, especialista no átomo, ou ainda além, especialista no próton, mais que isso, &lt;b&gt;será que é preciso ser especialista no movimento da direita para a esquera de um quárk para se encontrar vocacionalmente ou será isso justamente o contrário&lt;/b&gt;? Será a especialização uma forma de se apropriar de um domínio que não é seu por nascimento, apenas por exclusão de qualquer outro possível dono? Então, como se encontrar? Será preciso experimentar todas as possibilidades? Se assim for, nossa vida é uma piada miserável. Acaso as genialidades são construídas conjunturalmente? Bem provável, o que não muda a idéa de que há um campo especial de desenvolvimento das potencialidades de cada pessoa. Nos séculos XVIII e XIX, alguns pensadores como Saint-Simon e especialmente Charles Fourier sonharam com um mundo de equidade em que todos descobririam naturalmente suas vocações espontâneas e o mundo as aceitaria. É a teoria de que há uma justa e natural distribuição das vocações no mundo. Diferente da arbitrária distribuição que cria milhares de médicos e advogados 'por vocação' e tão poucos que sonham em ser lixeiros. Não por acaso foram chamados de utópicos. Mas independente da insignia que lhes apregoam, é interessante pensar num mundo assim. Um mundo em que a plena realização não se encontrará escondida através de uma hiperclassificação das atividades.  &lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;(texto violentamente interrompido pela perda de motivação)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-115293651289558273?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/115293651289558273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/07/sempre-fico-imaginando-que-h-em-mim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115293651289558273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115293651289558273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/07/sempre-fico-imaginando-que-h-em-mim.html' title='Vocação?'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114205352315611932</id><published>2006-07-01T01:45:00.000-03:00</published><updated>2007-07-18T02:35:29.107-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_oZWINaUGMXM/Rp2mnCGqFnI/AAAAAAAAAAU/S0oZv5l9P3I/s1600-h/110766246_edaa1a2605.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_oZWINaUGMXM/Rp2mnCGqFnI/AAAAAAAAAAU/S0oZv5l9P3I/s320/110766246_edaa1a2605.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088406343508432498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2131/2440/1600/mao.0.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114205352315611932?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114205352315611932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114205352315611932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114205352315611932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/blog-post.html' title=''/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_oZWINaUGMXM/Rp2mnCGqFnI/AAAAAAAAAAU/S0oZv5l9P3I/s72-c/110766246_edaa1a2605.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-115031388191330299</id><published>2006-06-14T16:20:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:38:44.454-03:00</updated><title type='text'>Coisas</title><content type='html'>Muitas coisas nesse fim de semestre. Muitas coisas pra fazer, muitas coisas pra pensar. Tenho percebido transformações ontológicas, mas todas elas têm rendido textos demasiado confusos. Escrevi um longo texto sobre "certeza &amp;amp; dúvida" que no fim, só me rendeu uma vergonhinha e nada mais. Achei melhor não postar. Quando estamos certos demais das coisas, escrevemos coisas prepotentes e imprestáveis. Mas quando são as dúvidas que imperam, só escrevemos hiatos ou, no máximo, textos verborrágicos que não chegam a lugar algum.&lt;br /&gt;Assim sendo, imaginemos que estamos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kula&lt;/span&gt; e, após ter recebido um belo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soulava&lt;/span&gt;, e não tendo ainda um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mwali&lt;/span&gt; a autura para retribuir, concedo-lhes uma pequena dádiva musical (como sempre) para sinalizar minhas intenções de continuar no circuito  afetivo dos que me lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stockolm Syndrome é um nome interessante para aquelas situações em que já não sabemos "pra onde vamos, de onde viemos". E yo la tengo, claro, é fantástico.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Yo La Tengo - &lt;span class="style21"&gt;Stockholm Syndrome &lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's the matter, why don't you answer&lt;br /&gt;What's the matter with me&lt;br /&gt;Cause it's so hard to be&lt;br /&gt;Free and easy, we'll disappear completely&lt;br /&gt;Hardly as I've known it's glad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're heart is broken, and the doors are open&lt;br /&gt;As you're hoping to be&lt;br /&gt;There's brighter places to see&lt;br /&gt;Hands need warning, early in the morning&lt;br /&gt;Hardly as I've known a surprise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No, don't warn me&lt;br /&gt;I know it's wrong, but I swear it won't take long&lt;br /&gt;And I know, you know,&lt;br /&gt;It makes me sigh; I do believe in love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another season, but the same old feelings&lt;br /&gt;Another reason could be&lt;br /&gt;I'm tired of aching, summer's what you make it&lt;br /&gt;But I'll believe what I want to believe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-115031388191330299?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/115031388191330299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/06/muitas-coisas-nesse-fim-de-semestre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115031388191330299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/115031388191330299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/06/muitas-coisas-nesse-fim-de-semestre.html' title='Coisas'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114644405095640458</id><published>2006-04-30T21:35:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:38:54.976-03:00</updated><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Domingo é um passo para a nostalgia. Estava eu fugindo às minhas obrigações, revirando arquivos e fotografias antigas, quando começo a pensar sobre esse inexorável peso que nos cai às costas chamado tempo. Quando era pequeno, diferente das outras crianças, não queria crescer. Ser adulto nunca me atraiu. Desejava mesmo era poder ser criança pra sempre. Não sei o que me fez antever tão precocemente a angústia da vida adulta. Mesmo quando a mudança era inevitável, não me apressei. Não esperei os dezoito anos para poder sair e não ser barrado nos bares. Não fiquei ansioso para tirar a carteira de motorista. Nunca "não vi a hora" de trabalhar e "ter meu próprio dinheiro". O tempo pra mim passa com sofrimento. Por regra, prefiro o ontem. Não está presente nessa afirmação algum tipo de lamento ou desgosto. Geralmente recebo o presente com satisfação e mesmo alguma devoção. Ele veio, preciso tê-lo. Apenas preferia que não chegasse. Essas minhas reflexões são comuns, e hoje pareciam não levar a lugar algum. De fato não levariam se eu não tivesse, por um instante lembrado de algo. Pode parecer estranho, caxias e até "calouresco" utilizar os estudos em reflexões sobre a própria vida, mas isso aconteceu. Lembrei de algo que estava lendo poucas horas atrás, uma discussão sobre o papel da História no pensamento de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Claude_Gustave_L%C3%83%C2%A9vi-Strauss"&gt;Claude Lévi-Strauss&lt;/a&gt;. Sim! Lévi-Strauss me fez olhar essa minha antipatia pelo correr do tempo com outros olhos! Esse notável antropólogo, já quase centenário, a certa altura da sua (longa) carreira acadêmica criou duas definições de sociedades segundo a forma como estas encaram o devir. Há, para ele, sociedades &lt;em&gt;quentes&lt;/em&gt;, para as quais o passar do tempo e o acumular da história são como que o mote de suas existencias, como é o caso da nossa; e sociedades &lt;em&gt;frias&lt;/em&gt;, que resistem ao passar do tempo e as inevitáveis transformações que ele traz, são sociedades que resistem à história, como é o caso de sociedades indigenas. Essa lembrança jogou uma luz totalmente nova em minhas reflexões. Viva o Estruturalismo! Passei a ver minha resistência à mudança não mais como rabugentice, conservadorismo ou medo de mudanças. Vejo agora como (mais) uma espécie de inadequação ao pensamento corrente em nossa sociedade. Que bem-estar me traz isso! Ver-me frio em relação à História. Poder pensar com tranquilidade e não mais me culpabilizar por tão pequeno ato de rebeldia. Aceitei que aceitar o correr do tempo como inexorável é um valor moral e não uma condição de existência. Não estou sendo antinatural, se é que isso existe, ao preferir o ontem. Muitas sociedades o fazem, por que eu não? Isso me dá até mais condições de aceitar essa própria condição do passar o tempo. Sim, pois eu resistir à história não faz com que a sociedade também o faça, assim como eu ter determinado posicionamento político não torna o mundo a concretização de minhas ideologias. Não importa o que eu pense, nosso mundo continuará privilegiando o amanhã, o desenvolvimento, a mudança. Eu preciso saber lidar com isso se quiser viver entre os meus. Como ouvi um professor falar na semana passada: "não é socializando os seus bens que você resiste ao capitalismo". A partir de agora olharei esse privilégio da história como mais uma expressão da nossa sociedade, e com a qual eu precisarei dialogar. Curioso isso vir de alguém formado em História? Depende do olhar. O importante é que esse domingo me entregará à segunda-feira diferente de como me recebeu. A História agiu. Isso sim é engraçado. Seria isso pós-moderno? Seria isso psicanalítico? Terei eu precisado compreender para poder aceitar? Não sei dizer. Bacana é agora eu me sentir melhor do que antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114644405095640458?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114644405095640458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/o-domingo-um-passo-para-nostalgia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114644405095640458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114644405095640458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/o-domingo-um-passo-para-nostalgia.html' title='Domingo'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114620008872261377</id><published>2006-04-28T01:14:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:39:19.171-03:00</updated><title type='text'>Líricas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;em&gt;I wonder why we came&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ou You haven't seen elephants, kings or peru!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso não é hora, mas senti vontade de atualizar o blog com essas duas "líricas", como diria um mau tradutor do inglês. São músicas que compõe a trilha sonora de dois filmes. Mais do que isso, as músicas marcam o apogeu das respectivas tramas. A primeira é do filme "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0168629/"&gt;Dancer in the Dark&lt;/a&gt;", do Lars Von Trier, interpretada pela indescritível (voz da) Björk. A cena em que a Selma canta junto com seu pretendente, com o trem marcando o ritmo da música, aceitando o fato de que jamais voltaria a ver e que não via mal nisso pois já havia visto o suficiente na vida, é uma das mais tocantes que eu já vi. A segunda canção vem do filme "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0208990/"&gt;La stanza del figlio&lt;/a&gt;", de Nanni Moretti, atravé da voz de Brian Eno. A cena, embora menos significativa, mas igualmente cheia de emoção, é o momento em que Giovanni, tentando superar a sua inconformação com a morte do filho, vai a uma loja de Cds comprar um disco para presentear uma amiga do jovem e se depara com a expressão "I wonder why we came", que é uma espécie de indagação filosófica que (muito mal) traduzida seria como "Tento imaginar pra que viemos".&lt;br /&gt;As letras assim, soltas, talvez digam pouco. Mas são melodias maravilhosas e - na minha humilde opinião - são a cereja dos deliciosos bolos que são estes filmes. Ei-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I've Seen It All (Björk)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've seen it all,&lt;br /&gt;I have seen the trees,&lt;br /&gt;I've seen the willow leaves dancing in the breeze&lt;br /&gt;I've seen a man killed by his best friend,&lt;br /&gt;And lives that were over before they were spent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've seen what I was - I know what I'll be&lt;br /&gt;I've seen it all - there is no more to see!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You haven't seen elephants, kings or Peru!&lt;br /&gt;I'm happy to say I had better to do&lt;br /&gt;What about China? Have you seen the Great Wall?&lt;br /&gt;All walls are great, if the roof doesn't fall!&lt;br /&gt;And the man you will marry?&lt;br /&gt;The home you will share?&lt;br /&gt;To be honest, I really don't care...&lt;br /&gt;You've never been to Niagara Falls?&lt;br /&gt;I have seen water, its water, that's all...&lt;br /&gt;The Eiffel Tower, the Empire State?&lt;br /&gt;My pulse was as high on my very first date!&lt;br /&gt;Your grandson's hand as he plays with your hair?&lt;br /&gt;To be honest, I really don't care...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've seen it all,&lt;br /&gt;I've seen the dark&lt;br /&gt;I've seen the brightness in one little spark.&lt;br /&gt;I've seen what I chose and I've seen what I need,&lt;br /&gt;And that is enough, to want more would be greed.&lt;br /&gt;I've seen what I was and I know what&lt;br /&gt;I'll beI've seen it all - there is no more to see!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You've seen it all and all you have seen&lt;br /&gt;You can always review on your own little screen&lt;br /&gt;The light and the dark, the big and the small&lt;br /&gt;Just keep in mind - you need no more at all&lt;br /&gt;You've seen what you were and know what you'll be&lt;br /&gt;You've seen it all - there is no more to see!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;By This River (Brian Eno)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here we are&lt;br /&gt;Stuck by this river,&lt;br /&gt;You and I,&lt;br /&gt;Underneath a sky that's ever falling down, down, down.&lt;br /&gt;Ever falling down.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Through the day As if on an ocean&lt;br /&gt;Waiting here,&lt;br /&gt;Always failing to remember why we came, came, came:&lt;br /&gt;I wonder why we came.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You talk to me as if from a distance&lt;br /&gt;And I reply&lt;br /&gt;With impressions chosen from another time, time, time,&lt;br /&gt;From another time.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114620008872261377?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114620008872261377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/i-wonder-why-we-came-ou-you-havent.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114620008872261377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114620008872261377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/i-wonder-why-we-came-ou-you-havent.html' title='Líricas'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114453990436123659</id><published>2006-04-08T20:42:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:39:31.541-03:00</updated><title type='text'>Desafio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu tenho um desafio: escrever. Eu tenho alguns parâmetros: não falar sobre assuntos pessoais; não falar sobre conjuntura política; não falar sobre assuntos acadêmicos/filosóficos ou com uma perspectiva acadêmica/filosófica. Eu tenho um problema: o que fazer?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dilema de todo perfeccionista é ter que aprender. Mas eu sinceramente sou um perfeccionista que gosta de aprender. Afinal, desde o século XVI a perfeição não é mais inata. Bem, na verdade a perfeição há muito tempo deixou de existir. Alguns a chamam de engodo, outros de quimera (mentira, só eu uso essa palavra), mas pessoalmente prefiro chamar de referência. Blábláblá, blábláblá. Não tenho paciência para desfazer mal entendidos – talvez eu seja um perfeccionista &lt;em&gt;looser&lt;/em&gt; – então, me limito a dizer que não, não pretendo ser perfeito e não, não gosto de ser como sou. Só muito lentamente venho me admitindo como perfeccionista, tal qual um alcoólatra. Perfeccionismo não combina com bacanisse, com pessoas descoladas e com cuca-fresca. Não combina com falar em público, sair a noite e trabalhar. Mas eu relevo, como disse, sou um perfeccionista imperfeito. Talvez um perfeccionista &lt;em&gt;wanna be&lt;/em&gt;. De qualquer forma, ter repetido tantas vezes as palavras perfeccionista e perfeccionismo me dá uma terrível sensação de imperfeição. Há tempos eu uso a fórmula do sucesso e de sucesso do AA. Evitar o primeiro erro? Não. Aceitar o primeiro erro! É bom lembrar que estar em paz pode fazer bem. O meu sentido de (in)perfeição me indica nesse momento que este texto corre o risco de se tornar uma espécie de auto-ajuda. Pessoal ele já é, parâmetro violado. Uma falta. Mas enfim, nada é perfeito. (...) Seria uma espécie de esquizofrenia? Seria apenas um indivíduo pós-moderno fragmentado? Não poderia responder a estas questões sem incorrer em erro. Afinal, psicanálise e sociologia já existem, certo? Pois é, vejam só em que um não-texto se transformou: nada. Eu sou uma pessoa bem legal e coleciono minhas incoerências com carinho. Talvez essa coisa de perfeccionismo seja idiota e desprovida de de significado, mas qualquer assunto bobo é interessante pra treinar a escrita. É isso mesmo. Desculpe se você levou muito a sério, ou então se você se identificou com o texto. Ele não foi muito mais que um exercício de retórica. Se eu tentasse reescrevê-lo talvez surgisse um texto elogiando minha virtude de aceitar as coisas como são. Mas vêm cá, vocês acharam mesmo que eu seriamente escreveria um texto tão imperfeito?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114453990436123659?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114453990436123659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/eu-tenho-um-desafio-escrever.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114453990436123659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114453990436123659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/04/eu-tenho-um-desafio-escrever.html' title='Desafio'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114214945277827415</id><published>2006-03-12T04:09:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T06:39:46.141-03:00</updated><title type='text'>Mãozinha</title><content type='html'>É... A mão não agradou muito. Mas, enfim... Ela continuará aí por algum tempo. Tentei fazer um template bacanérrimo mas "errei a mão"¹, fazer o que? Estejam certos de que essa foi a idéia menos cretina pro template que me passou pela cabeça nos ultimos dias. Agora será assim até que tenha disposição para pensar sobre isso novamente. (...)&lt;br /&gt;As vezes penso que deveria estar escrevendo coisas emotivas sobre o exato momento em que estou vivendo. Algumas "mudanças" importantes acontecendo. Mas sabe, em primeiro lugar não pretendo usar este espaço como uma agenda de acesso público onde meus sentimentos estarão acessiveis a um clique do mouse, prontos para serem consumidos; em segundo lugar, como a maioria das  coisas escritas sob circunstâncias "limite" têm prazo de validade mais curto que o normal, provavelmente em um mês ou dois o post já seria ridículo. Algumas coisas são até interessantes e dariam de fato posts louváveis. Eu poderia, por exemplo, falar sobre a inusitada situação de comprar o meu primeiro jogo de panelas! Poxa vida, isso é que é subversão! Acredito que também "daria" algo bom falar sobre as coisas pitorescas que encontramos ao empacotar o guarda-roupas. Finalmente creio também que seria hilário comentar sobre os ensaios para a minha formatura... Isso, ensaios. "Quer dizer que no final é só uma encenação?" É, faz sentido. Mas preferi deixar como está. Sobre a formatura falo depois que acontecer. Sobre as outras coisas, também. Tá bom que no momento estou me sentindo meio esquizofrênico num blog não divulgado. Mas é um bom exercício. Treinar em frente ao espelho antes de falar ao público.  Não sei por quanto tempo isto² ficará sem atualização.  Até lá, algumas dicas: 1 - Manere o uso do orkut; 2 - Aproveite os ultimos dias do verão (você vai sentir falta); 3 - Ouça mais David Bowie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bowie - Changes (Album: Hunky Dory)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I still don't know what I was waiting for&lt;br /&gt;And my time was running wild&lt;br /&gt;A million dead-end streets&lt;br /&gt;Every time I thought I'd got it made&lt;br /&gt;It seemed the taste was not so sweet&lt;br /&gt;So I turned myself to face me&lt;br /&gt;But I've never caught a glimpse&lt;br /&gt;Of how the others must see the faker&lt;br /&gt;I'm much too fast to take that test&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Don't want to be a richer man&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Just gonna have to be a different man&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I watch the ripples change their size&lt;br /&gt;But never leave the stream&lt;br /&gt;Of warm impermanence and&lt;br /&gt;So the days float through my eyes&lt;br /&gt;But still the days seem the same&lt;br /&gt;And these children that you spit on&lt;br /&gt;As they try to change their worlds&lt;br /&gt;Are immune to your consultations&lt;br /&gt;They're quite aware of what they're going through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Don't tell t hem to grow up and out of it&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Where's your shame&lt;br /&gt;You've left us up to our necks in it&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But you can't trace time&lt;br /&gt;Strange fascination, fascinating me&lt;br /&gt;Changes are taking the pace I'm going through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oh, look out you rock 'n rollers&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Turn and face the strain)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch-ch-Changes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pretty soon you're gonna get a little older&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;I said that time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Notas: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 - Tá, é uma piada infame, notada por mim &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2 - Ver: O homem bicentenário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114214945277827415?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114214945277827415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/blog-post_12.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114214945277827415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114214945277827415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/blog-post_12.html' title='Mãozinha'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23681366.post-114184784838201364</id><published>2006-03-08T16:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-11T02:44:42.306-03:00</updated><title type='text'>Pra começar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escreverei de improviso. Não preparei nada para a ocasião... rã rã...&lt;br /&gt;Bem, criar um blog é sempre uma decisão importante. Ou pelo menos é sempre uma decisão. Blogs não são criados compulsoriamente nem são exigidos no seu curriculum vitae. Tudo bem que meia dúzia de anos atrás, quando os blogs eram a expressão máxima da comunicação pela internet, criar um "diário virtual" era estar realmente na rede. Mas febre passou, chegaram os fotologs, e agora já dão os primeiros passos os videologs. Os blogs se tornaram como lugares nostálgicos da internet. São como os antigos salões de dança com cortinas, poltronas estofadas em veludo e detalhes em gesso nos tetos. Agora blogs são lugares de memória onde antigos amigos se encontram pra falar dos &lt;em&gt;Golden Years&lt;/em&gt;. Da época em que as palavras ainda tinham vez na internet. Mas a sensação não é desagradável. É como aquele bar bacana que frequentávamos há anos e que, de repente, tornou-se o bar da moda. Com o excesso de pessoas, o lugar torna-se insuportável e deixamos de visitá-lo. Algum tempo depois as pessoas esquecem-no e então os bons filhos - os verdadeiros frequentadores - podem retornar para sessões periódicas de saudosismo. É assim que me sinto retornando ao universo dos blogs. Do primeiro, lá se vão quase 6 anos. Do último, há mais de 2 anos sem atualização, ainda resta seu corpo já sem vida. Espero que desta vez seja prazeiroso e não seja breve. Agora, afinal de contas, não há mais pressa, pois estamos no porto seguro daqueles que foram engolidos pela História e que padecerão eternamente na atemporalidade, afastados das necessidades de todo vanguardismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23681366-114184784838201364?l=tentandoserhumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/feeds/114184784838201364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/pra-comear.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114184784838201364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23681366/posts/default/114184784838201364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tentandoserhumano.blogspot.com/2006/03/pra-comear.html' title='Pra começar...'/><author><name>elton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00014944886298811104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
