domingo, 5 de outubro de 2008

Mesa, geladeira, câmera fotográfica, televisão, carro.

E desse mundo do qual nada levarei,
pareço tudo querer ter.
Mas não quero - e quero.
O mundo me quer,
as coisas me querem.
Querem meu salário,
querem meu trabalho.
Querem meu desejo,
querem meu delírio.
Querem meu querer,
querem poder ter.

Nada basta,
Tudo é irrisório.
No vazio impreenchível
da angústia
da espera interminável.
Fim do mês.
Fim do ano.
Fim do ciclo.
Fim da vida.

Fim da espera,
quando vem?
Quanto custa?
Em quantas vezes?
E tem garantia?
Que garanta a tranquilidade
a felicidade,
o sorriso?

...

E com meus desejos,
o que faço?
São vendáveis?
Vendavais?

Vendo minha alma
Por um desejo apenas, pulsa
Ela só quer paz,
Ela só quer serenidade

...

Posso sentar e esperar
ou pra ficar
eu preciso consumir?

sábado, 23 de agosto de 2008

Crase

Meu Deus, este blog passou um ano com um erro de crase no template! Crase, meu Deus! Um ano!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Rir até de mim

É você
Quem sou eu?
Que me faz assim
Que fico bobo
Rir até de mim
Só de pensar em ti

E nos dias de solidão
meus olhos se enchem
de amor e de saudade
te buscam nos detalhes
e te encontram
nas paredes, nos móveis
no cheiro da cama e dentro de mim

que faço versos
desajeitados como sou
banais
clichès
ridiculinhos de dar dó
só como pretexto pra dizer
que sinto tanto sua falta

domingo, 4 de maio de 2008

Estou começando a escrever aqui.

domingo, 17 de fevereiro de 2008