sexta-feira, 27 de julho de 2007

Algo


Que algo me tiene que despabilar,

Algo que despabilar




Los Tipitos - Algo

Ya no quiero esperar más

Tengo miedo que pasó
Algo inesperado el centro
Siempre es impredecible

Tengo miedo que pasó
Lo que no pedo decir
Si tan sólo cruzarás
La puerta en ese instante
Delante de este fuego
Que miro sin remedio
Hay una llama que te llama
Sin parar.

Una vela es para mí
Otra vela es pa'l Señor
Y pa' María Santísima
Que el Señor y María
Te cuiden también hoy
Que no estoy cerca y te dejé llevar por otros manos
Mirando como un niño
Dejé caer la arena tristemente entre
Los dedos ah, ah, ah.

Algo que viene y que pega y que duele,
Que algo me tiene que despabilar,
Algo que despabilar
La suerte va a cambiar
Hace cuánto no ganás.

Algo me tiene que despabilar, algo que despabilar
La suerte va a cambiar
Hace cuánto no ganás una.

domingo, 22 de julho de 2007

Erasure

Se você tem entre 20 e 26 anos deve ter visto isso sentado no sofá e tomando nescau.
Você não deve ter percebido como a música é legal.
Você não deve ter achado tudo exagerado, das cores ao tamanho da ombreira da xuxa.
Você não deve ter se divertido com a pronúncia de "Erasure" da apresentadora.

Enfim, você era feliz!

Eu, como todos que nasceram nos 80, tive uma infância em cores extravagantes, tive mullets, estojo com apontador-régua-termômetro-lupa e que ainda tocava música (uma, em 2 tons), tive caneta de 10 cores, régua-pulseira, vai-vem e outras mil porcarias importadas de taiwan. No meio desse lixo, como pude ser feliz? Pensava. Agora, vendo Erasure em pleno Xou da Xuxa, acho que consigo compreender porque minha geração apenas chegou muito perto de ser a mais estúpida de todos os tempos. Você nunca leu a minha cartinha, xuxa, mas obrigado pelo erasure.


sábado, 21 de julho de 2007

Jackson's Five em I Want You Back


Simplesmente fantástico!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Dia da antipatia gratuita


Ato 1 - Filmes

Não gosto nem um pouco de filmes com cachorros, com crianças, com irmãos gêmeos, com heróis, com ninjas, com inspetores de polícia, com times de futebol, com times de futebol americano, com times de baseball, com times de basquete, com pés-grandes, com espíritos das florestas, com cenas em portos, com cenas de kung fu. Odeio visceralmente, dentre estes, os de tipo misto, ou tipo combo. Cachorros com crianças, cachorros policiais, crianças gêmeas, gêmeos policiais, gêmeos ninjas, crianças ninjas, crianças com espíritos das florestas, times infantis de basquete, basebal, futebol ou futebol americano, policiais infantis, heróis infantis, heróis que lutam kung fu, cenas de policiais lutando kung fu, cenas de kung fu em portos, cenas de policiais lutando kung fu em portos, cenas de policiais lutando kung fu em portos auxiliados por duas crianças gêmeas ninjas.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ai, a televisão - 1º bloco

Quem já teve o desprazer de assistir à transmissão de alguma partida de futebol – e quem nunca o teve? - sabe como essa experiência pode ser extremamente desconfortável. Um jogo de futebol é uma coisa exageradamente simples. Para alguém que conheça as regras básicas do esporte, qualquer partida é auto-explicativa. Jamais vai acontecer de, no meio do jogo, os times misturarem os jogadores, de colocarem uma “bola-extra” ou de o juiz parar a partida para ir tomar uma cervejinha e comer um risóles de carne no boteco da esquina. Ademais, se acontecer, todos sabem que é excepcional, irregular, não vale. Igualmente, saber o nome do jogador com a bola em nada interfere na compreensão do lance, também pouco importa saber que o goleiro de tal time é o “mais vazado” do campeonato ou se a mãe de outro jogador se chama Dália, tem 59 anos, é dona de uma pastelaria na baixada fluminense e que só assiste aos jogos do filho com uma imagem de são jorge na bolsa (a mesma há 20 anos). O que quero dizer é que ninguém precisa de ajuda pra assistir a um jogo de futebol. Narrá-lo e ainda comentá-lo é um exercício de multiplicação dos pães informativo. É espremer o que a realidade tem de mais óbvia, fazê-la render. Que diabos, alguém precisa que uma pessoa – geralmente bastante desagradável – diga que “fulano chutou a bola” quando seus próprios olhos tiveram a dadivosa chance de fazer essa mesma observação?! É preciso que alguém diga, grite, grite loucamente “gol” quando isso é evidente? O que eles estão querendo? Atingir algum nível profundo da realidade encoberto sobre esse nível enganador da aparência? Acabar com o fetichismo do jogo de futebol? Longe disso. Independente de todas as interpretações mais ou menos conspiratórias, que julgo válidas, acredito que “ao nível de sua apresentação” esse tipo de transmissão é o aprofundamento do banal, o ridículo de óbvio meticulosamente exposto. Evidentemente, poderíamos ir além, afinal, o show de horrores continua quando, ao fim do jogo, os jornalistas correm para o gramado para que os jogadores façam aqueles perspicazes comentários como “nosso time teve a felicidade de marcar um gol no primeiro tempo mas no fim do jogo tivemos a infelicidade de tomar um gol e saimos com um empate que não é tão bom como uma vitória”. Aqueles que concatenam três frases sem erros graves de gramática viram comentaristas após se aposentarem. Enfim...